O 13º do INSS em 2026 volta a ocupar o centro das atenções de aposentados, pensionistas e demais segurados. O benefício, pago anualmente, costuma ser essencial para equilibrar contas ou até reforçar o consumo no fim do semestre.
Este ano, a discussão ganhou força após sinais de que o governo pode repetir a estratégia de liberar as parcelas antes das datas tradicionais. A seguir, veja o que já se sabe sobre cronograma, regras de elegibilidade e valor proporcional.
Antecipação do 13º do INSS em 2026: o que está em jogo
Assim como em 2025, a equipe econômica estuda liberar o 13º do INSS em 2026 nos meses de abril e maio, em vez de aguardar o segundo semestre. Caso o plano avance, aposentados e pensionistas receberão a primeira metade logo no início da safra outonal, o que melhora o fluxo de caixa de quem depende exclusivamente do benefício.
A medida, além de ajudar no planejamento financeiro dos segurados, injeta recursos extras na economia. Comércio e serviços costumam registrar aumento de movimentação quando o 13º cai antes do previsto — cenário que pode, inclusive, amenizar os efeitos de gastos sazonais, como o reajuste de planos de saúde ou a compra de material escolar para os netos.
Quem tem direito ao 13º do INSS em 2026 e como o valor é calculado
O 13º do INSS em 2026 é liberado para todos que recebem aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) e demais benefícios de longo prazo. Auxílios emergenciais pagos de forma eventual não entram nessa conta.
Para quem está no sistema há menos de 12 meses, a quantia é proporcional ao número de parcelas efetivamente recebidas no ano. Assim, um segurado que começou a receber em março terá direito a dez doze avos (10/12) do valor total da renda mensal.
Aposentados, pensionistas e demais beneficiários
Os aposentados constituem o maior grupo contemplado pelo 13º do INSS em 2026. Em seguida aparecem os pensionistas por morte, que também recebem a gratificação integral ou proporcional, a depender do tempo de benefício dentro do ano-calendário.
Já quem é assistido por auxílio por incapacidade temporária, inclusive trabalhadores afastados por acidente, tem direito ao 13º enquanto durar o afastamento. O cálculo, nesse caso, é feito mês a mês e acompanha a data de cessação do benefício.
Vale lembrar que benefícios assistenciais, como o BPC/LOAS, não dão direito ao abono natalino por força de lei. Quem depende exclusivamente dessa renda precisa ficar atento a outras políticas, como o Auxílio-Inclusão, que libera R$ 810,50 para trabalhadores com deficiência explicadas aqui.
Tempo de benefício influencia no valor final
O cálculo proporcional costuma gerar dúvidas. A conta é simples: divide-se o salário mensal por 12 e multiplica-se pelo número de meses em que o benefício esteve ativo. Frações de 15 dias ou mais contam como mês cheio.
Por exemplo, quem começou a receber em julho terá direito a seis doze avos (6/12) do valor. Já quem entrou no sistema em dezembro fica sem o abono naquele ano, pois ainda não completou um mês de benefício.
Essa regra evita distorções e mantém o equilíbrio atuarial do sistema, já que o 13º do INSS em 2026 segue o mesmo modelo aplicado nos demais anos.
Calendário completo do 13º do INSS em 2026
O Instituto Nacional do Seguro Social organiza os pagamentos conforme o número final do benefício, sem considerar o dígito verificador. Quem ganha até um salário mínimo receberá primeiro; valores acima do piso nacional caem alguns dias depois.
Abaixo, o cronograma previsto caso a antecipação seja confirmada:
Beneficiários que recebem até um salário mínimo
Primeira parcela (abril)
Final 1 – 24/04
Final 2 – 27/04
Final 3 – 28/04
Final 4 – 29/04
Final 5 – 30/04
Final 6 – 04/05
Final 7 – 05/05
Final 8 – 06/05
Final 9 – 07/05
Final 0 – 08/05
Segunda parcela (maio)
Final 1 – 25/05
Final 2 – 26/05
Final 3 – 27/05
Final 4 – 28/05
Final 5 – 29/05
Final 6 – 01/06
Final 7 – 02/06
Final 8 – 03/06
Final 9 – 05/06
Final 0 – 08/06
Beneficiários que recebem acima de um salário mínimo
Primeira parcela (abril e maio)
Final 1 e 6 – 02/05
Final 2 e 7 – 05/05
Final 3 e 8 – 06/05
Final 4 e 9 – 07/05
Final 5 e 0 – 08/05
Segunda parcela (maio e junho)
Final 1 e 6 – 01/06
Final 2 e 7 – 02/06
Final 3 e 8 – 03/06
Final 4 e 9 – 05/06
Final 5 e 0 – 08/06
É importante conferir o número final do seu benefício e anotar as datas no calendário. Quem pretende usar o valor extra para despesas fixas pode alinhar boletos e eventuais dívidas, lembrando que a Justiça já autorizou o bloqueio de contas de inadimplentes em determinadas situações como detalhado aqui.
Embora a previsão de antecipação seja forte, ela depende de ato oficial do Ministério da Previdência, publicado em Diário Oficial. Até lá, vale acompanhar o noticiário especializado, inclusive no Salão do Livro, que cobre a economia do cotidiano com linguagem clara e direta.
Para quem recebe benefícios trabalhistas, como PIS/Pasep, as novas regras para 2026 também já começaram a repercutir e interferir no orçamento de milhares de brasileiros segundo especialistas. Dessa forma, alinhar datas e valores se torna ainda mais essencial para manter as finanças em dia.
Enquanto o governo não bate o martelo sobre a antecipação, os segurados podem usar o calendário acima para planejar gastos recorrentes e até reservar parte da renda para o Imposto de Renda 2026, cujo prazo e checklist atualizado já estão disponíveis neste guia completo.


