O abono anual, popularmente conhecido como 13º INSS, volta a ser assunto entre aposentados e pensionistas sempre que um novo ano se aproxima. Em 2026, o tema ganha ainda mais destaque, já que o governo tem mantido a estratégia de liberar o pagamento antes do segundo semestre.
Enquanto o decreto com o calendário oficial não sai, segurados procuram saber quem terá direito ao 13º INSS em 2026, como o valor é definido e de que forma acompanhar cada parcela sem correr o risco de atrasos ou descontos indevidos.
Quem tem direito ao 13º INSS em 2026
A lei garante o abono anual a todos os beneficiários de aposentadorias, pensões por morte, auxílio-incapacidade temporária, auxílio-acidente e auxílio-reclusão. A regra inclui ainda qualquer outro benefício contributivo do Instituto Nacional do Seguro Social.
Por outro lado, quem recebe benefícios assistenciais, como o BPC/LOAS ou a antiga Renda Mensal Vitalícia, fica de fora, já que esses programas não exigem contribuição previdenciária prévia. É a distinção entre benefício contributivo e assistencial que define o direito ao 13º.
Impacto para novos segurados
Segurados que tiveram o benefício concedido ao longo de 2026 também entram na lista, mas com valor proporcional aos meses efetivamente recebidos. Se alguém começar a receber em setembro, por exemplo, terá direito a quatro doze avos do abono anual.
O cálculo proporcional é automático: basta o INSS considerar o número de meses pagos dentro do ano-base. Dessa forma, não é preciso solicitar o ajuste, apenas acompanhar o extrato para conferir se a proporção foi aplicada corretamente.
Caso haja divergência, o caminho é abrir um requerimento no aplicativo Meu INSS, recurso que, além de mostrar extratos, permite corrigir falhas cadastrais sem sair de casa.
Como o 13º INSS é calculado
O valor do abono corresponde a um salário extra dividido em duas parcelas. A primeira representa 50 % do valor bruto do benefício, sem qualquer desconto. Já a segunda engloba a outra metade, descontando INSS e Imposto de Renda, quando houver incidência.
Quem tem aposentadoria ou pensão abaixo da faixa de isenção do IR recebe as duas parcelas praticamente integrais. Já para rendas acima do limite, o imposto recai apenas na segunda parcela, seguindo a mesma base usada no pagamento mensal.
Exemplo prático do cálculo
Para ilustrar, imagine um aposentado que receba R$ 2 000 mensalmente e não ultrapasse a faixa de isenção do Imposto de Renda. Em 2026, ele verá R$ 1 000 na primeira parcela do 13º e outros R$ 1 000 na segunda, sem descontos.
Já um pensionista que receba R$ 4 500 por mês terá R$ 2 250 na primeira parcela. Na segunda, o valor virá menor, pois o Imposto de Renda incidirá sobre R$ 2 250, respeitando a tabela em vigor.
O segurado também pode aumentar a renda mensal se preencher requisitos para acréscimos previstos em lei, como o adicional de 25 % do INSS, destinado a quem necessita de assistência permanente de terceiro.
Calendário e possível antecipação em 2026
Desde 2020, o governo federal publica decreto adiantando o 13º INSS para o primeiro semestre. O padrão estabelece a primeira parcela junto ao benefício de abril e a segunda em maio ou início de junho, de acordo com o número final do benefício.
Especialistas acreditam que o mesmo formato será adotado em 2026, mas a confirmação depende de decreto a ser divulgado no Diário Oficial da União. Se a antecipação não ocorrer, o pagamento segue o calendário regular: primeira metade entre agosto e setembro e a segunda até dezembro.
Como acompanhar as datas oficiais
O segurado pode verificar o calendário assim que publicado no próprio aplicativo Meu INSS ou no site. Para quem prefere atendimento telefônico, basta ligar 135 e informar CPF ou número do benefício.
Vale ainda monitorar notícias em veículos especializados, como o Salão do Livro, que atualiza constantemente as pautas sobre previdência social e direitos do trabalhador.
Em casos de bloqueio inesperado de valores, lembrar que decisões judiciais podem autorizar congelamento de contas, algo explicado em detalhes no artigo sobre bloqueio de contas bancárias por dívida ativa.
Enquanto o decreto de 2026 não é publicado, manter cadastro atualizado, consultar extratos periodicamente e guardar comprovantes segue sendo o melhor caminho para receber o 13º INSS sem transtornos.


