Todo início de ano traz a mesma dúvida para aposentados e pensionistas: quando o 13º salário do INSS cai na conta? Para 2026, a pergunta volta a ganhar força, já que a antecipação tem sido regra nos últimos anos.
Embora o governo ainda não tenha publicado o calendário oficial, o histórico recente indica um cenário bem definido. O Salão do Livro analisou as últimas portarias e conversou com especialistas para resumir o que já dá para considerar certo — e como planejar o orçamento desde agora.
Previsão de liberação do 13º salário do INSS em 2026
Desde 2020, a União opta por adiantar o abono anual no primeiro semestre. A prática começou como estratégia de estímulo à economia e alívio financeiro durante a pandemia, mas acabou virando padrão. Caso o governo mantenha o modelo, o 13º salário de 2026 deve ser dividido em duas parcelas.
A primeira metade costuma acompanhar o depósito regular de abril, enquanto a segunda segue para a folha de maio. Essa organização replica o calendário mensal do Instituto Nacional do Seguro Social, o que facilita a conferência por parte dos segurados.
Datas prováveis para cada parcela
• Primeira parcela: entre o fim de março e o início de abril, dependendo do número final do benefício.
• Segunda parcela: última semana de abril até a primeira quinzena de maio.
O cronograma oficial costuma ser publicado em portaria entre março e abril. Até lá, vale acompanhar o extrato do Meu INSS e ficar atento a eventuais mudanças, principalmente se houver alteração de cenário econômico ou ajuste fiscal.
Para quem enfrenta processos travados e teme atrasos, vale conhecer os prazos de correção explicados no artigo sobre benefícios parados e juros. Entender essas regras ajuda a planejar o uso do abono sem surpresas.
Como as parcelas são calculadas e creditadas
O 13º salário tem base no valor do benefício recebido pelo segurado. Quem recebe um salário mínimo leva metade desse piso em abril e a outra metade em maio. Já aqueles que ganham acima do mínimo precisam considerar descontos, especialmente Imposto de Renda, na segunda parcela.
A diferença entre as duas metades chama atenção de muitos idosos: a primeira vem sem qualquer abatimento, enquanto a segunda já traz as retenções previstas em lei. É comum, portanto, que o valor do depósito de maio seja menor.
Impacto dos descontos na segunda parcela
1. Imposto de Renda: incide sobre quem ultrapassa a faixa de isenção.
2. Contribuição previdenciária: não há cobrança porque o próprio benefício já é isento.
3. Empréstimo consignado: parcelas são debitadas separadamente, sem afetar o 13º, mas convém revisar contratos.
Esse detalhamento é útil para quem pretende usar o abono no pagamento de dívidas ou na organização de despesas fixas. Ao projetar o valor líquido, o segurado evita sustos na hora em que o dinheiro cai na conta.
Outra dúvida recorrente envolve quem está no meio de uma reabilitação ou auxílio. Vale lembrar que o cálculo é proporcional aos meses em que o benefício foi recebido ao longo do ano. Assim, quem começou a receber em julho, por exemplo, terá direito a metade do 13º.
Quem recebe, quem fica de fora e como acompanhar
O abono anual é exclusivo para benefícios de natureza previdenciária. Aposentadorias, pensões por morte, auxílio por incapacidade temporária e auxílio-acidente entram automaticamente na lista. Não é preciso solicitar: o depósito ocorre na mesma conta do benefício mensal.
Quem depende apenas do Benefício de Prestação Continuada (BPC) fica de fora, pois o BPC tem caráter assistencial. Nesse caso, não há geração de 13º salário. Se restar dúvida sobre qual modalidade escolher, vale conferir a análise sobre BPC ou aposentadoria, que aprofunda vantagens e critérios de cada um.
Dicas para monitorar o pagamento
• Extrato do Meu INSS: atualiza as datas assim que a portaria oficial é publicada.
• Aplicativo Caixa Tem ou conta corrente: alerta de crédito costuma aparecer na véspera.
• Calendário físico: muitos postos do INSS distribuem folhetos com as datas impressas.
Usuários que acessam o extrato pelo celular precisam conferir se o aplicativo está atualizado. Versões antigas nem sempre exibem as datas corretas, o que pode gerar confusão. Além disso, eventual bloqueio de benefício por falta de prova de vida pode travar o depósito, exigindo regularização imediata.
Enquanto o calendário não sai, manter reservas financeiras ajuda a cobrir imprevistos. Aqueles que aguardam saques de outros programas, como o abono salarial PIS/PASEP, podem planejar a soma dos valores; o cronograma já está disponível e permite saque de até R$ 1.621, conforme consulta liberada este ano.
Seguindo o padrão dos últimos exercícios, tudo indica que abril e maio continuarão marcando a temporada de 13º para aposentados e pensionistas em 2026. O beneficiário que se organiza com antecedência garante mais tranquilidade e evita apertos no segundo semestre.


