O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inicia na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, o depósito da folha de janeiro para quem recebe acima de um salário mínimo. O primeiro lote contempla cinco grupos de segurados que verão, já neste pagamento, o reajuste oficial de 3,9% calculado sobre a inflação medida pelo INPC de 2025.
Com o aumento, o teto dos benefícios salta para R$ 8.475,55. A atualização atinge aposentados, pensionistas e demais segurados que já tinham renda superior ao piso nacional em janeiro de 2025, enquanto quem começou a receber ao longo do ano passado terá índice proporcional.
Quem recebe acima do mínimo terá 3,9% de aumento
O reajuste de 3,9% vale para todos os benefícios cujo valor ultrapassa o salário mínimo, atualmente em R$ 1.621. Diferentemente dos segurados que ganham o piso — e que tiveram correção de 6,79% —, o grupo com renda maior segue a regra da Previdência, atrelada à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor.
Na prática, um benefício que era de R$ 2.000 passa a R$ 2.078. Já quem recebia o valor máximo permitido pela Previdência agora poderá sacar R$ 8.475,55. Esse novo teto também aparece em outras discussões previdenciárias, como nas projeções para futuras aposentadorias, tema abordado pelo artigo novo teto do INSS em 2026.
Primeiros a receber: cartões com finais 1 e 6
O calendário desta segunda fase foi organizado em duplas de finais de cartão. Na própria segunda-feira, dia 2, sacam segurados com finais 1 e 6. Na terça, é a vez de quem possui dois últimos dígitos 2 e 7, e assim por diante, até o encerramento em 6 de fevereiro.
Veja a sequência completa:
- Finais 1 e 6 — 02/02 (segunda-feira)
- Finais 2 e 7 — 03/02 (terça-feira)
- Finais 3 e 8 — 04/02 (quarta-feira)
- Finais 4 e 9 — 05/02 (quinta-feira)
- Finais 5 e 0 — 06/02 (sexta-feira)
O cronograma para quem recebe até um salário mínimo começou em 26 de janeiro. Essa divisão em dois fluxos facilita o atendimento nas agências bancárias e reduz o risco de aglomeração, ainda mais em períodos de grande volume de pagamentos.
Ao todo, mais de 12 milhões de beneficiários ganham acima do piso nacional, segundo o próprio INSS. Boa parte desse público costuma conferir o novo valor no extrato antes mesmo do depósito, usando o aplicativo ou site Meu INSS.
Como consultar o extrato atualizado
O extrato de pagamento já exibe, desde o início da semana, o valor corrigido. Para acessar, basta entrar no aplicativo Meu INSS (Android ou iOS) ou no portal homônimo na web e fazer login com a conta Gov.br. Na tela inicial, toque na opção “Extrato de pagamento” e selecione o mês de janeiro de 2026.
Quem prefere atendimento telefônico pode ligar para a Central 135, disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h. É importante ter o CPF em mãos para agilizar o processo. O serviço também esclarece dúvidas sobre o índice proporcional aplicado a segurados que começaram a receber em 2025.
Aumento proporcional: entenda o cálculo
O percentual integral de 3,9% beneficia apenas quem já estava na folha de janeiro de 2025. Para benefícios concedidos posteriormente, o INSS aplica proporcionalidade conforme o número de meses em que a aposentadoria ou pensão esteve ativa até dezembro passado.
Exemplo prático: um segurado que passou a receber em julho de 2025 acumula apenas seis meses de pagamento até dezembro. Nesse caso, seu reajuste não será de 3,9%, e sim uma fração do índice. A tabela completa de proporcionalidade pode ser conferida no portal oficial, mas costuma variar de 0,32% a 3,58%.
Esse modelo evita que benefícios recém-concedidos tenham ganho real acima da inflação, preservando equilíbrio atuarial. A regra já existia em anos anteriores e segue o mesmo formato em 2026.
Impacto do novo teto e expectativas para 2026
O salto para R$ 8.475,55 renova estimativas de economistas e escritórios de planejamento financeiro. Para quem mira aposentadoria futura, cada reajuste do teto aumenta a contribuição máxima ao INSS, elevando também a base de cálculo de benefícios. O tema dialoga com a possibilidade de se aposentar com tempo reduzido de recolhimento, pauta presente no texto aposentadoria com menos de 15 anos de contribuição.
Já para a Previdência Social, a atualização eleva a despesa obrigatória, mas em ritmo esperado. O Orçamento de 2026 projetou aumento equivalente ao índice oficial, sustentado pelo teto de gastos alterado no novo arcabouço fiscal.
Próximas datas relevantes para o segurado
Após a liberação de janeiro, a folha de fevereiro — paga entre o fim de fevereiro e início de março — já virá com a correção incorporada, sem destaque separado. Assim, segurados não precisarão refazer cálculos a cada mês.
Outro ponto no radar é a divulgação do INPC acumulado de 2026, que servirá de base para o reajuste de 2027. A expectativa inicial de analistas gira em torno de 4%, mas o índice final dependerá do comportamento dos preços até dezembro.
Enquanto isso, benefícios complementares, como PIS/PASEP e FGTS, também movimentam a agenda de quem acompanha as finanças públicas. Para servidores, por exemplo, o Banco do Brasil confirmou o pagamento do PASEP 2026 a partir de fevereiro, movimentando mais de R$ 20 bilhões em abonos salariais.
No universo mais amplo de economia doméstica, até mesmo itens inusitados, como vasos sanitários inteligentes, vêm chamando atenção pela alta de preços, colocando inflação e poder de compra no centro do debate público.
Para o Salão do Livro, que acompanha não apenas novidades literárias, mas também políticas públicas que afetam a renda do leitor, compreender o calendário do INSS e seu impacto no bolso é tão essencial quanto conhecer o melhor lançamento editorial do ano.
Em caso de dúvidas específicas sobre valores, o segurado deve recorrer aos canais oficiais do INSS. Consultar o extrato antes da data de saque ajuda a planejar o orçamento e evita surpresas na hora de retirar o benefício.


