Os estudantes do Ensino Médio que participam do Pé-de-Meia já podem anotar a data no caderno. O Ministério da Educação confirmou que os depósitos finais do programa, referentes ao ano letivo de 2025, cairão na conta digital do Caixa Tem entre 26 de fevereiro e 5 de março.
A liberação encerra o ciclo de pagamentos relativos à aprovação escolar e à participação no Enem 2025. Para não perder o benefício, o aluno precisa conferir se a escola enviou corretamente as informações de frequência e resultado, o que já pode ser feito no aplicativo Jornada do Estudante ou no portal do MEC.
Cronograma oficial e valores do Pé-de-Meia
O calendário do Pé-de-Meia encerra o ciclo anual com duas frentes de pagamento. Primeiro, o incentivo de R$ 1.000 é liberado para quem foi aprovado no 1º, 2º ou 3º ano do Ensino Médio público. Em seguida, o bônus extra de R$ 200 é creditado aos concluintes que compareceram aos dois dias de prova do Enem 2025.
De acordo com o MEC, nada muda na forma de recebimento: o depósito é automático na conta poupança social do Caixa Tem informada na inscrição. A pasta destaca que a checagem deve ser diária, já que o repasse ocorre em lotes, acompanhando a atualização do banco de dados das redes de ensino.
Quem está no último ano ganha um reforço
Além do valor acumulado pelo desempenho ao longo dos três anos, o aluno que encerra o Ensino Médio e faz o Enem garante o adicional de R$ 200. Trata-se de um incentivo para estimular a transição ao ensino superior ou à formação técnica subsequente, ponto que o MEC considera estratégico para frear a evasão pós-escola.
Caso o estudante tenha concluído o 3º ano, mas falte a qualquer dia de prova, o bônus fica retido. Depois de comprovada a presença, o recurso é liberado no lote seguinte. O ministério reforça que não há nova oportunidade de pagamento se a ausência for confirmada pelo Inep.
Para quem ainda não chegou ao último ano, o incentivo principal é a certeza de que a aprovação anual soma mais R$ 1.000 à caderneta. Muitos jovens utilizam esse montante para custear material didático, transporte ou até iniciar a preparação para o vestibular.
Regras de elegibilidade seguem inalteradas
O Pé-de-Meia é voltado a estudantes de baixa renda, inscritos no Cadastro Único e com idade entre 14 e 24 anos. A família deve possuir renda per capita de até meio salário mínimo, critério que prioriza quem já recebe o Bolsa Família.
Outro requisito indispensável é ter CPF regular. Sem o documento, o depósito não é autorizado pela Caixa. A recomendação do MEC é regularizar a situação junto à Receita Federal antes mesmo de iniciar o ano letivo, evitando bloqueios e atrasos.
Frequência escolar faz diferença no bolso
Manter presença mínima de 80% nas aulas continua sendo a principal contrapartida para garantir os R$ 200 mensais. A atualização dessa frequência é feita pela própria escola, e qualquer falha pode atrasar o dinheiro. Por isso, vale a pena checar se o registro está correto.
Nesse aspecto, diretores e coordenadores de redes estaduais relatam que, desde a criação do programa, o índice de faltas reduziu sensivelmente. Muitos alunos, ao perceberem que a ausência significa menos recursos no fim do mês, ajustaram a rotina.
Outro ponto de atenção é a aprovação escolar. Se o jovem não concluir o ano dentro do limite mínimo exigido, perde o direito ao valor anual de R$ 1.000, ainda que tenha cumprido a frequência. O resultado disso é que a taxa de reprovação vem caindo, segundo dados preliminares do Inep.
Consulta de informações: passo a passo simplificado
Para saber se os dados foram enviados corretamente, basta acessar o app Jornada do Estudante ou o site oficial do MEC com login Gov.br. No painel, o aluno pode verificar se a escola confirmou a aprovação e se a presença do Enem foi registrada.
Quem prefere usar o celular pode aproveitar para digitalizar outros documentos. A adaptação da CNH no celular, por exemplo, mostra como processos educacionais e serviços públicos avançam juntos na digitalização.
O que fazer se surgir divergência nos registros
Se o status aparecer como “pendente” ou “inconsistente”, o primeiro passo é contatar a secretaria da escola. Muitas vezes, basta reenviar a ata de aprovação ou o relatório de frequência para que o sistema atualize.
Nos casos em que o problema está no CPF, a correção deve ser feita diretamente no site da Receita Federal ou em unidade conveniada. Sem o documento regularizado, o pagamento fica travado, situação que costuma gerar filas às vésperas do depósito.
Por fim, se o jovem mudou de escola durante o ano, é necessário verificar se a instituição de origem inseriu o histórico completo. O MEC recomenda guardar boletins e comprovantes, garantindo respaldo caso exista divergência.
Para 2026, o governo estuda ampliar o valor das bolsas, mas ainda não há definição oficial. Até lá, quem cumpre as regras segue recebendo normalmente. Vale lembrar que estudantes contemplados podem, ao mesmo tempo, recorrer a outros benefícios sociais. Aposentados que cuidam de dependentes, por exemplo, podem solicitar o adicional de 25% na aposentadoria, mostrando que a rede de proteção tem múltiplas frentes.
Com a publicação do calendário, o Salão do Livro reforça a importância de acompanhar as datas e garantir que nenhum recurso fique parado. Afinal, cada parcela do Pé-de-Meia pode ser decisiva para manter o estudante na escola e, mais adiante, abrir portas no mercado de trabalho ou no ensino superior.


