Mais de 26 milhões de trabalhadores finalmente podem descobrir se o abono salarial vem ou não para a conta em 2026. A partir desta quinta-feira, 5 de fevereiro, a consulta oficial do PIS/Pasep 2026 foi liberada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Com R$ 33,5 bilhões reservados para o programa, o governo federal confirma que os primeiros depósitos começam em 15 de fevereiro, atendendo aos nascidos em janeiro. O valor individual varia conforme o tempo de serviço em 2024 e pode chegar a R$ 1.621.
Quem tem direito ao PIS/Pasep 2026
Para receber o abono, o trabalhador precisa atender a quatro condições. A empresa onde ele atua deve contribuir para o programa há pelo menos cinco anos; a remuneração média de 2024 não pode ter ultrapassado R$ 2.766; o vínculo empregatício deve ter durado, no mínimo, 30 dias no ano-base; e, por fim, o empregador precisa ter enviado os dados corretamente ao eSocial.
A regra vale tanto para empregados da iniciativa privada, que recebem o PIS via Caixa Econômica Federal, quanto para servidores públicos, contemplados pelo Pasep através do Banco do Brasil. Caso algum dado apresente erro, o benefício pode ser bloqueado até a correção pelo RH.
Tabela de valores proporcionais
O cálculo segue a proporção de meses trabalhados em 2024. Quem atuou apenas um mês terá direito a R$ 136. Se o contrato durou seis meses, o pagamento sobe para R$ 811. Já quem manteve carteira assinada durante dez meses verá R$ 1.351 na conta, enquanto os empregados que completaram o ano inteiro recebem o teto de R$ 1.621.
Esse limite acompanha o salário mínimo nacional, recentemente reajustado, fato que também elevou outros benefícios, como o pagamento acima de R$ 1.600 para algumas categorias.
O depósito é automático para quem possui conta corrente ou poupança na Caixa (PIS) ou no Banco do Brasil (Pasep). Caso contrário, o crédito será liberado nos aplicativos Caixa Tem ou BB Pasep, respectivamente.
Quanto cada trabalhador vai embolsar
Mesmo com valores tabelados, muita gente ainda se confunde sobre o montante exato. Para evitar surpresas, a orientação é verificar o tempo de serviço formal no ano-base e multiplicar o número de meses trabalhados por 1/12 do salário mínimo, hoje em R$ 1.621.
Esse cálculo é feito de forma automática pelos sistemas oficiais, mas conhecer a lógica ajuda o trabalhador a identificar possíveis falhas. Se o registro apontar menos meses do que o real, o valor creditado virá reduzido, exigindo contestação junto ao Ministério do Trabalho.
Passo a passo para consultar
A verificação é simples e pode ser feita sem sair de casa. Basta abrir o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, tocar em “Benefícios” e, em seguida, “Abono Salarial”. Outra opção é acessar o Portal Gov.br com CPF e senha. Quem prefere atendimento telefônico pode ligar para o número 158.
Ao informar o CPF, o sistema exibe se existe abono disponível, o valor previsto e a data de depósito. Vale lembrar que os recursos permanecem acessíveis até 29 de dezembro de 2026. Depois desse prazo, o dinheiro retorna aos cofres públicos, mas pode ser solicitado de forma retroativa em até cinco anos.
Compensa checar com antecedência: segundo técnicos do Ministério do Trabalho, quantias não retiradas acabam exigindo trâmites adicionais, incluindo pedido formal e comprovantes de vínculo empregatício.
Calendário completo de pagamentos
Pela primeira vez, PIS e Pasep seguem o mesmo cronograma, definido pelo mês de nascimento do beneficiário. A partir de 15 de fevereiro, os pagamentos ocorrem sempre no dia 15 dos meses seguintes, até agosto.
As datas oficiais são: 15 de fevereiro (nascidos em janeiro); 15 de março (fevereiro); 15 de abril (março e abril); 15 de maio (maio e junho); 15 de junho (julho e agosto); 15 de julho (setembro e outubro); e 15 de agosto (novembro e dezembro).
Onde o valor é depositado
Para quem possui conta na Caixa, o crédito do PIS cai direto na poupança ou corrente. Caso o trabalhador use apenas o aplicativo Caixa Tem, o valor aparecerá automaticamente na carteira digital. Servidores públicos recebem pelo Banco do Brasil, com possibilidade de transferência via TED ou PIX sem custos.
Quem não possui conta nesses bancos pode sacar presencialmente com documento oficial e seu número de inscrição social (NIS). É importante conferir sempre se os dados bancários foram atualizados pelo RH, evitando devoluções.
O cronograma coincide com outras liberações federais, como a programação de pagamento do INSS, o que costuma lotar agências nos primeiros dias úteis. Planejar o saque reduz filas e contratempos.
Para o público do Salão do Livro, acostumado a navegar por temas de cidadania e educação financeira, acompanhar o PIS/Pasep 2026 é estratégia essencial para manter o orçamento em dia. Como o benefício tem prazo de saque definido, vale marcar no calendário pessoal e lembrar amigos que possam ter direito.


