Milhões de aposentados e pensionistas começam a fazer as contas. A equipe econômica estuda repetir em 2026 a estratégia de liberar o 13º salário do INSS ainda no primeiro semestre, tática que se consolidou nos últimos anos para injetar dinheiro no consumo.
Com a sinalização positiva do Ministério da Previdência, bancos, comércio e, claro, os próprios segurados já projetam como o adiantamento pode aliviar o orçamento em meio a contas de início de ano. Abaixo, reunimos tudo o que se sabe até agora sobre datas, público-alvo e formas de consulta.
Cronograma provável do 13º salário do INSS em 2026
Seguindo o padrão adotado desde 2020, o governo pretende dividir o abono natalino em duas parcelas. A primeira metade ficaria entre o fim de abril e o início de maio, enquanto a segunda seria depositada no fim de maio e começo de junho. O decreto oficial ainda não foi publicado, mas técnicos da pasta confirmam que os estudos estão avançados.
O calendário considera o número final do benefício para organizar a liberação dos valores e evitar filas nas agências. Quem recebe até um salário mínimo costuma ser pago primeiro; logo em seguida vêm os segurados com renda acima do piso nacional.
Primeira parcela prevista para abril e maio
Para quem ganha até um salário mínimo, a largada deverá ocorrer em 24 de abril para benefícios terminados em 1. A rodada segue em blocos diários até 8 de maio, quando são contemplados os segurados com final 0. Já os que recebem mais que o piso entram no cronograma a partir de 4 de maio, começando pelos finais 1 e 6.
Em anos anteriores, o depósito adiantado da primeira parcela representou um reforço antes do Dia das Mães, data estratégica para o varejo. A repetição desse esquema em 2026 tende a manter o ritmo de vendas, reforçando o interesse do governo em aquecer a demanda interna.
Embora ainda seja preciso aguardar o ato presidencial, fontes afirmam que a tendência é não mexer em um formato que deu certo. Caso o decreto seja publicado até março, a folha de abril já virá com o crédito confirmado para todos os grupos elegíveis.
Segunda parcela já no fim de maio e início de junho
A segunda metade do 13º salário costuma chegar um mês depois. A expectativa é iniciar o pagamento em 25 de maio, novamente para quem ganha até um salário mínimo e tem benefício final 1. O cronograma avança até 8 de junho, quando recebem os finais 0 nessa mesma faixa.
Para valores acima do piso, o depósito começaria em 1º de junho, contemplando de cara os finais 1 e 6. O ciclo termina em 8 de junho, finalizando a antecipação. Importante lembrar que a segunda parcela traz descontos obrigatórios, como Imposto de Renda para quem se enquadra na faixa de tributação.
Segurados que desejarem conferir antes de cair na conta podem usar uma calculadora 2026 do 13º salário e descobrir o valor líquido aproximado, evitando surpresas desagradáveis.
Quem recebe o abono e quais benefícios ficam de fora
O depósito é automático para todos que, em qualquer mês do ano, tenham recebido aposentadoria, pensão por morte, auxílio-reclusão, auxílio-acidente ou auxílio-doença. Cada mês de benefício dá direito a 1/12 do salário extra, proporcionalidade que vale inclusive para quem se aposenta ao longo do exercício.
Ficam de fora do 13º salário do INSS os segurados do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da Renda Mensal Vitalícia, por serem benefícios de natureza assistencial. Essa distinção legal impede o pagamento do abono natalino, mesmo que o titular tenha idade avançada ou deficiência.
Em caso de dúvidas sobre elegibilidade, o canal 135 oferece atendimento gratuito, e o aplicativo Meu INSS traz detalhes individualizados. Ainda no app, o usuário pode explorar outros direitos, como os benefícios gratuitos para idosos em 2026, ampliando o leque de vantagens disponíveis.
Como consultar valores e organizar o orçamento
Assim que a folha de pagamento for liberada, o Meu INSS exibirá o extrato com data e montante do 13º salário dispostos em duas linhas, identificadas como “Abono – Parcela 1” e “Abono – Parcela 2”. No mesmo ambiente, é possível emitir o comprovante para comprovação de renda em bancos ou financeiras.
Quem planeja usar o dinheiro para abater dívidas pode se beneficiar de ferramentas online. O passo a passo para calcular valores e descontos ajuda a projetar quanto da renda extra ficará disponível após retenções. Outra dica envolve conferir se vale a pena converter créditos do programa CPF na nota para desconto no IPVA de 2026, combinando alívio fiscal e 13º salário.
Vale lembrar que o aviso de depósito chegará por SMS a quem habilitou a notificação gratuita do INSS. Caso o telefone seja roubado, o novo sistema de alertas citado pelo governo de São Paulo, que começou a avisar usuários sobre celulares clonados ou furtados, pode ser um aliado na proteção de dados pessoais.
Com transparência e acessibilidade, a Previdência pretende garantir que o dinheiro chegue ao destino correto e aqueça a economia. Para o leitor do Salão do Livro, fica a sugestão de manter o aplicativo atualizado e acompanhar as publicações oficiais, evitando boatos e informações desencontradas.


