O feriado mais popular do país ainda está longe, mas o bolso de muitos brasileiros já vibra no compasso do samba. Quem topar encarar a jornada durante o Carnaval 2026, entre 14 e 17 de fevereiro, pode receber valores consideráveis a mais no contracheque. A recompensa depende de um detalhe decisivo: a data é ponto facultativo na maior parte do território nacional, mas vira feriado oficial em alguns estados e municípios.
Nessa dança de leis e decretos locais, o segredo é conhecer o que diz a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), além dos acordos coletivos assinados por cada categoria. Salário dobrado, horas extras e folga compensatória estão em jogo — tudo dentro de regras claras, mesmo que pouco divulgadas.
Por que o Carnaval não é feriado nacional?
A primeira surpresa para muita gente é descobrir que o Carnaval nunca foi incluído na lista dos feriados nacionais. O Congresso já discutiu o tema várias vezes, mas os projetos não avançaram. Por isso, a terça-feira de folia — e em alguns casos a segunda-feira — só se torna feriado onde há lei estadual ou municipal específica.
Na prática, isso significa que cada prefeitura ou governo estadual pode decretar feriado local. O trabalhador precisa verificar o calendário oficial do município e, sobretudo, o que diz o próprio contrato de trabalho. Empresas localizadas em cidades onde o dia não foi decretado feriado podem manter expediente normal, sem obrigação de pagar adicionais.
Quando o pagamento em dobro se aplica
A regra de ouro para dobrar o salário no Carnaval 2026 é simples: se houver decreto de feriado oficial e o funcionário for convocado a trabalhar, a remuneração deve vir com adicional de 100%. Caso o RH ofereça folga compensatória em outro dia, a empresa fica dispensada de pagar o dobro, mas precisa respeitar o prazo estipulado em acordo coletivo ou individual.
Regras da CLT para feriado local
A CLT determina que o labor em feriados só é permitido mediante acordo ou necessidade imperiosa, e deve ser remunerado em dobro sempre que não houver esquema de compensação. Ou seja, quem bater ponto na terça-feira de Carnaval em cidade onde o feriado foi sancionado tem direito ao adicional, salvo se concordar em folgar depois.
Importante: a compensação precisa ser formalizada por escrito. Sem documento, prevalece o pagamento em dobro. O mesmo vale para jornadas que ultrapassem o horário contratual; nessas horas extras, o acréscimo mínimo é de 50% em dias comuns e 100% aos domingos ou feriados.
Quem já planeja o orçamento para o próximo ano pode aproveitar o momento para organizar recibos e comprovantes, da mesma forma que contribuintes iniciam a revisão de documentos para o IRPF 2026. Antecipar-se evita imprevistos tanto no bolso quanto na malha fina.
Acordos coletivos e banco de horas
Empresas que adotam banco de horas podem colocar o Carnaval 2026 dentro do sistema de compensação. As horas trabalhadas no período viram saldo positivo que o empregado usa para folgar depois, prática comum em shoppings, bares e hotéis. Para valer, o acordo necessita da assinatura do funcionário ou do sindicato, além de prazo para quitação (geralmente seis meses ou um ano).
Algumas convenções coletivas, como as registradas em setores de turismo, segurança e saúde, preveem percentuais superiores aos da lei ou garantem uma folga extra após o feriado. Vale conferir a cláusula específica para não perder dinheiro. Sindicatos também publicam cartilhas com orientações, do mesmo modo que divulgam alertas sobre mudanças no PIS/PASEP 2026, por exemplo.
Setores que mais lucram com a folia
Comércio, bares, restaurantes, hotelaria e transporte urbano são campeões de demanda no Carnaval 2026, sobretudo em destinos turísticos como Salvador, Recife e Rio de Janeiro. Nessas áreas, plantões e escalas noturnas são comuns, multiplicando as chances de horas extras ou pagamento em dobro.
Profissionais de saúde, limpeza urbana e segurança pública também entram na lista. Muitos passam os quatro dias em regime de plantão, recebendo adicionais que chegam a 100% do valor da hora. Em alguns casos, o trabalhador ainda pode negociar folgas posteriores, estratégia útil para quem precisa resolver compromissos burocráticos, como reunir os papéis exigidos pelo INSS em 2026.
Por fim, quem atua em serviços essenciais e depende da escala para aumentar a renda deve ficar atento ao calendário divulgado pela empresa. Muitas vezes, as convocações acontecem com meses de antecedência, permitindo planejamento financeiro — especialmente útil para quem espera o 13º do INSS 2026 ou o pagamento de benefícios como o Bolsa Família.
No Salão do Livro, a comunidade de leitores costuma acompanhar não apenas dicas literárias, mas também orientações que impactam o dia a dia do trabalhador. Saber exatamente quando o Carnaval 2026 se torna oportunidade de renda extra ajuda a evitar surpresas e, de quebra, garante mais tranquilidade para curtir a festa — seja na avenida ou contando o saldo positivo no fim do mês.


