O Instituto Nacional do Seguro Social divulgou o calendário completo de depósitos para fevereiro e março de 2026. Com isso, aposentados, pensionistas e demais beneficiários já podem se organizar para receber no prazo certo.
Além das datas, a autarquia confirmou o novo teto previdenciário, válido desde janeiro, e manteve os mesmos canais de consulta de extrato. A seguir, todos os detalhes da tabela do INSS para o primeiro bimestre — informação que costuma gerar dúvidas justamente porque parte dos créditos cruza de um mês para o outro.
Tabela do INSS em fevereiro de 2026
Fevereiro segue o modelo tradicional de escalonamento, que considera o dígito final do número de benefício, antes do traço. Quem recebe até um salário mínimo será o primeiro a ter o dinheiro liberado, mas mesmo dentro desse grupo as datas variam entre 23 de fevereiro e 6 de março.
Para valores acima do piso, os depósitos concentram-se apenas na virada do mês, de 2 a 6 de março. A prática já é comum em calendários anteriores e evita sobrecarga no sistema bancário.
Datas para quem recebe até um salário mínimo
A sequência começa pelo final 1 e avança até o final 0. Assim, segurados com final 1 terão o crédito em 23 de fevereiro; quem possui final 2, no dia 24, e assim por diante, até chegar ao final 0, pago em 6 de março.
Mesmo que parte dos depósitos ocorra já em março, a competência continua sendo de fevereiro. Esse detalhe é importante para quem precisa conferir extratos retroativos ou justificar rendimentos.
Caso haja dúvida, vale anotar: o valor depositado em março, mas referente a fevereiro, não interfere em benefícios como Bolsa Família ou pensões alimentícias, que analisam exclusivamente o mês de competência.
Beneficiários acima do piso nacional
Segurados com renda superior ao salário mínimo recebem a partir de 2 de março, começando igualmente pelo final 1 do benefício. O escalonamento encerra em 6 de março, quando entram os pagamentos do final 0.
O intervalo reduzido — apenas cinco dias — facilita a programação de quem costuma transferir valores para outras contas ou precisa quitar faturas em data específica. Bancos já foram informados pelo INSS para processar os créditos a partir da 0h de cada dia agendado.
Embora enxuta, a janela de março mantém a tradição de liberar altos valores logo no início do mês, o que ajuda a explicar o movimento maior nas agências bancárias nesse período.
Calendário de março de 2026 mantém a sequência
No mês seguinte, o padrão se repete: depósitos escalonados pelo dígito final e divisão entre quem ganha até o piso e quem ultrapassa esse valor. Para o primeiro grupo, os repasses vão de 25 de março a 8 de abril; para o segundo, de 1.º a 8 de abril.
Mais uma vez, a competência é março, mesmo que parte do dinheiro caia já em abril. Por isso, especialistas recomendam marcar no calendário pessoal a competência em vez da data de crédito para não se confundir em declarações ou cadastros que pedem comprovante de renda.
Consulta ao extrato e novo teto previdenciário
Confirmar a data exata e o valor a receber continua simples. Basta acessar o aplicativo ou o site Meu INSS, fazer login com a conta gov.br e clicar em “Extrato de Pagamento”. Ali aparecem banco responsável, data, valor bruto, descontos e histórico dos últimos meses.
Quem prefere o atendimento telefônico pode ligar para a Central 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h. O atendente informa tanto a previsão de depósito quanto eventuais pendências cadastrais.
Valor do novo teto em 2026
Desde janeiro, o teto do INSS é de R$ 8.475,55. O reajuste de 3,9 % aplicado aos benefícios acima do piso acompanha o índice de correção oficial. Já quem recebe o salário mínimo passou a ganhar o novo valor nacional, reajustado na virada do ano.
Essa atualização impacta diretamente o planejamento financeiro, principalmente para aposentados que contribuem há décadas e alcançaram o limite máximo de pagamento. Também influencia cálculos de pensão por morte, pois o valor não pode ultrapassar o teto.
Convém registrar que o teto vale para aposentadorias, pensões, auxílios-doença, salário-maternidade e demais prestações administradas pelo INSS, não se aplicando a regimes próprios de servidores.
Dicas para não perder prazos
A primeira dica é conferir o dígito final do benefício. Em seguida, consultar o extrato no Meu INSS com pelo menos dois dias de antecedência, evitando surpresas caso o banco tenha algum feriado regional que atrase compensações.
Outra recomendação é acompanhar a tabela oficial publicada mensalmente pelo INSS. Como os créditos transitam entre dois meses, olhar apenas a data de depósito pode gerar a falsa impressão de atraso ou diferença de valor.
Por fim, fique atento a comunicações de outros programas sociais. Beneficiários do Cadastro Único, por exemplo, podem ser convocados para revisão cadastral, como mostra o anúncio do pente-fino no CadÚnico. Ter o extrato do INSS em mãos facilita comprovar renda durante o processo.
No Salão do Livro, costumamos destacar que organização financeira começa pela informação. A tabela do INSS, disponível desde já, permite ao segurado planejar pagamentos, renegociar dívidas e até avaliar investimentos de curto prazo com maior segurança.
Ao lado do calendário, vale lembrar de iniciativas estaduais que também aliviam o bolso. O Paraná, por exemplo, lançou recentemente a CNH Social 2026 com quatro mil vagas para primeira habilitação, oferta útil para quem precisa ampliar a renda como motorista de aplicativo ou entregador.
Em síntese, entender a tabela do INSS, acompanhar reajustes e manter o extrato em dia são passos simples que evitam transtornos, sobretudo quando o crédito cai entre dois meses. Com as datas de fevereiro e março já definidas, basta se programar.


