Todo início de ano traz a mesma ansiedade: quando cai o 13º do INSS? Em 2026 não é diferente. O abono continua garantido por lei, entretanto datas oficiais, valores exatos e possível antecipação dependem de um decreto presidencial que ainda não saiu.
Enquanto o governo não publica o documento, circulam mensagens com calendários falsos. Por isso, vale reforçar o que está confirmado sobre o 13º do INSS em 2026 e como acompanhar tudo sem se tornar alvo de golpes virtuais ou promessas vazias.
Direito ao 13º do INSS em 2026 está assegurado
A lei determina que aposentados, pensionistas e segurados de benefícios temporários recebam o abono anualmente. Em 2026, as regras de quem tem direito seguem as mesmas: entram na lista aposentados, pensionistas, beneficiários de auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, auxílio-reclusão e salário-maternidade.
O valor pago corresponde ao benefício mensal do segurado e costuma ser dividido em duas parcelas. Quem recebe BPC continua fora da lista porque esse benefício não inclui abono extra.
Como é calculado o valor
Em linhas gerais, a primeira metade do 13º do INSS em 2026 será equivalente a 50 % do benefício. A segunda parte trará os descontos habituais, como Imposto de Renda, quando houver incidência. Para quem passou a receber o benefício ao longo do ano, o cálculo é proporcional aos meses de concessão.
Embora pareça simples, fraudes costumam explorar justamente a falta de clareza sobre descontos. Sempre confira o contracheque pelo Meu INSS antes de aceitar qualquer link suspeito enviado por aplicativos de mensagem.
Para dúvidas pontuais, o telefone 135 segue como canal oficial. O atendimento ocorre de segunda a sábado, das 7h às 22h, horário de Brasília.
O que ainda não foi definido pelo governo federal
Até o momento, não há decreto que confirme a antecipação nem calendário. Dessa forma, qualquer mensagem que traga dias exatos de depósito carece de base legal. O rito sempre obedece a três passos: assinatura do decreto, divulgação do calendário pelo INSS e atualização no sistema.
Nos últimos anos o Planalto tem antecipado o 13º para o primeiro semestre, algo que pode se repetir, mas nada garante essa repetição. Sem o documento oficial, vale planejar o orçamento contando com o cronograma tradicional do segundo semestre.
Expectativa de datas caso o padrão se repita
Se o governo optar pela mesma lógica usada entre 2020 e 2025, a primeira parcela sairá entre abril e maio. Já a segunda viria entre maio e junho, logo após o fechamento da folha. Essa possibilidade ganhou força porque a medida injeta recursos na economia em momento estratégico.
No entanto, antecipação não é obrigatória. O 13º do INSS em 2026 só será depositado fora do calendário regular quando o decreto se transformar em norma publicada no Diário Oficial.
Enquanto a confirmação não ocorre, outros compromissos seguem. O calendário INSS de fevereiro a abril já está valendo e ajuda quem precisa organizar as contas do primeiro trimestre.
Como consultar o 13º sem risco de golpe
Os golpes mais comuns prometem consulta imediata por links externos. Para se proteger, use apenas três canais: aplicativo Meu INSS, site gov.br e telefone 135. O app exibe o extrato completo e sinaliza o 13º assim que o valor entra na folha.
Erros de exibição podem ocorrer, mas o processo para confirmar o depósito continua simples: abra o app, faça login com CPF e senha, vá em “Extrato de Pagamento” e procure o campo “13º Salário”. Se a linha não aparecer, significa que o benefício ainda não foi processado.
Sinais clássicos de informação falsa
Datas cravadas sem citar fonte oficial, promessas de pagamento instantâneo ou mensagens que pedem dados pessoais para “liberar o dinheiro” são indícios de golpe. Outra pista envolve pressa: textos que sugerem clique imediato em link encurtado merecem desconfiança.
Vale lembrar que problemas de acesso a aplicativos governamentais não justificam recorrer a terceiros. Caso o Caixa Tem apresente falhas, resolva direto com a Caixa ou aguarde atualização. Não forneça senhas fora dos ambientes oficiais.
No Salão do Livro falamos tanto de cultura quanto de finanças pessoais, e o recado permanece: informação segura começa e termina em fonte confiável.


