O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) dá a largada, na próxima segunda-feira, 23 de fevereiro, ao cronograma de depósitos referente ao mês de fevereiro de 2026. A principal novidade é o piso previdenciário reajustado para R$ 1.621, valor que impacta diretamente quem recebe até um salário mínimo.
Os repasses seguem o tradicional critério do número final do cartão de benefício (dígito que antecede o traço). A agenda se estende até 6 de março para quem ganha o piso e concentra-se na primeira semana de março para os segurados que ultrapassam essa faixa.
Como fica o calendário para quem recebe até um salário mínimo
Os segurados enquadrados no piso nacional serão os primeiros a ter acesso ao dinheiro. A ordem de liberação dos pagamentos do INSS respeita o dígito final do cartão:
• Final 1: 23/2
• Final 2: 24/2
• Final 3: 25/2
• Final 4: 26/2
• Final 5: 27/2
• Final 6: 2/3
• Final 7: 3/3
• Final 8: 4/3
• Final 9: 5/3
• Final 0: 6/3
Impacto do reajuste no bolso do aposentado
O novo valor de R$ 1.621 reflete o aumento do salário mínimo em vigor desde janeiro. Esse acréscimo garante um reforço importante, principalmente a aposentados e pensionistas que dependem exclusivamente do benefício para custear despesas básicas. Segundo especialistas ouvidos pelo Salão do Livro, manter o piso atrelado ao mínimo ajuda a preservar o poder de compra dos segurados.
Embora o ganho real seja discreto, ele traz alívio frente à inflação acumulada. Vale lembrar que o índice de reajuste difere para quem recebe acima do piso, pois segue a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
Para evitar transtornos, é recomendável conferir com antecedência o valor exato no aplicativo Meu INSS. A plataforma continua ativa mesmo quando as agências fecham em feriados, como detalha o guia do App Meu INSS.
Dúvidas frequentes sobre data e valor
Os campos “data do crédito” e “valor líquido” aparecem no extrato disponível tanto no app quanto no site. Quem não tem acesso à internet pode recorrer à Central 135, serviço telefônico que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Outro ponto de atenção está na identificação correta do final do benefício. O INSS considera apenas o algarismo imediatamente anterior ao traço verificador. Por exemplo: em 123.456.789-0, o dígito a ser observado é o 9.
Confusões nesse cálculo geram deslocamentos desnecessários às agências. A autarquia reforça que chegar antes da data prevista não garante atendimento prioritário nem antecipação do depósito.
Pagamentos acima do piso concentram-se em março
Para quem recebe valores superiores a R$ 1.621, o calendário do INSS inicia em 2 de março e termina em 6 de março, agrupando dois finais de cartão por dia:
• Finais 1 e 6: 2/3
• Finais 2 e 7: 3/3
• Finais 3 e 8: 4/3
• Finais 4 e 9: 5/3
• Finais 5 e 0: 6/3
Organização financeira e prazos
Especialistas em finanças pessoais sugerem planejar o orçamento mensal considerando a data efetiva de liberação. No caso de débitos automáticos, convém manter reserva mínima na conta corrente até a entrada do benefício, evitando juros e multas.
Quem opera cartões de crédito ou empréstimos consignados também deve observar o dia do depósito para conciliar as cobranças. O descasamento entre vencimento e crédito é um dos fatores que levam aposentados ao endividamento, segundo pesquisa recente da Fipe.
Alguns bancos permitem alteração da data de vencimento justamente para alinhar ao recebimento do benefício. Vale consultar a instituição sobre essa possibilidade antes de assumir novos compromissos.
Orientações extras para evitar bloqueios
A atualização cadastral continua no radar do instituto. O sistema automatizado tem intensificado cruzamentos de dados e pode suspender pagamentos em caso de inconsistências, conforme noticiado no artigo sobre bloqueio de benefícios. Manter endereço, telefone e demais informações em dia reduz o risco de interrupções inesperadas.
Outra frente é a convocação para pente-fino. Segurados que não apresentarem documentos exigidos dentro do prazo podem ter o benefício cortado. Detalhes desse processo estão no conteúdo dedicado ao pente-fino do INSS.
Revisão pode turbinar valores
Enquanto alguns enfrentam bloqueios, outros buscam melhorar a renda. A revisão de aposentadoria segue como alternativa para quem identificou concessão com falhas de cálculo. Dependendo do caso, o segurado garante aumento permanente e atrasados retroativos, tema abordado no artigo sobre revisão do INSS.
O pedido pode ser feito diretamente no Meu INSS, anexando a documentação que comprove o direito. Há prazo de até dez anos após o primeiro pagamento para exigir correção, mas quanto antes o segurado agir, maiores as chances de êxito e menor o volume de documentos perdidos.
Procurar orientação de advogado ou contador especializado ajuda a filtrar se vale a pena insistir. Nem toda revisão resulta em reajuste; alguns processos acabam confirmando o valor já pago.
Com o cronograma definido e o piso reajustado, os segurados têm em mãos as datas exatas para organizar o mês. Acompanhar de perto o extrato, manter dados atualizados e planejar o orçamento são passos que reduzem contratempos e garantem tranquilidade na hora de receber o benefício.


