Milhões de aposentados e pensionistas já podem anotar na agenda: o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inicia uma nova rodada de pagamentos em 24 de fevereiro de 2026. A liberação segue, como de costume, a ordem do dígito final do número do benefício, garantindo previsibilidade ao cronograma.
Embora o valor seja fundamental para o orçamento de boa parte dos segurados, muitos ainda se confundem sobre a data exata do crédito. Acompanhar o calendário oficial, portanto, evita sustos e permite organizar contas e compras do mês.
Quem recebe primeiro na folha de fevereiro
O primeiro grupo atendido é formado por quem ganha até um salário mínimo — a maioria dos segurados. Esses beneficiários recebem conforme o último algarismo do número do benefício, desconsiderando‐se o dígito que aparece após o traço. Depois que todos nessa faixa são pagos, chega a vez de quem recebe valores acima do piso previdenciário.
Nessa lógica, títulos terminados em 1 são compensados antes dos terminados em 2, e assim sucessivamente até o final 0. A distribuição escalonada facilita o fluxo bancário e evita sobrecarga no sistema.
Calendário passo a passo
O calendário detalhado, divulgado pelo INSS, segue exatamente a sequência dos finais. Isso significa que, se o seu benefício termina em 3, a data não será a mesma de quem tem final 7. Esse método, além de organizado, reduz filas em agências e aplicativos.
Para quem recebe acima do mínimo, vale a mesma regra: o fim da numeração comanda o momento do crédito. A diferença é que esses pagamentos só começam depois da conclusão da leva destinada ao piso salarial.
Se você prefere conferir o cronograma oficial, o Salão do Livro já publicou o calendário completo mês a mês, facilitando a visualização de todas as datas.
Importância de seguir as datas
Consultar previamente os dias de liberação impede sustos. Não é raro que segurados entrem no aplicativo do banco antes da data correta e, ao não encontrar o valor, pensem em bloqueio ou suspensão. Na maioria das vezes, o dinheiro apenas não foi liberado ainda.
Outro equívoco comum é contar o dígito verificador, ou seja, o número depois do traço. O INSS ignora essa parte na hora de montar o cronograma. Portanto, vale redobrar a atenção para não confundir o final 8 com o final 8‐0, por exemplo.
Seguir o calendário oficial também ajuda no planejamento de despesas fixas, como aluguel, água e luz. Saber quando o montante entra na conta evita atrasos e juros desnecessários.
Como consultar o pagamento sem sair de casa
Existem três canais principais para checar valores e datas: o aplicativo Meu INSS, o site oficial do instituto e o aplicativo do banco onde o benefício é depositado. Todos são gratuitos e atualizados em tempo real.
No app Meu INSS, basta entrar com o CPF e a senha cadastrada na plataforma gov.br. Em seguida, o usuário clica em “Extrato de Pagamento” para ver a quantia exata e o dia programado para o depósito.
Passo a passo no aplicativo
1. Abra o aplicativo Meu INSS no celular.
2. Informe CPF e senha.
3. Na tela inicial, selecione “Extrato de Pagamento”.
4. Confira valor, data e banco responsável.
5. Saia do app ciente do seu cronograma.
Quem preferir usar o navegador pode acessar meu.inss.gov.br, repetir o login e clicar na aba “extratos”. O sistema mostra todo o histórico de depósitos já efetuados, além dos próximos agendados.
Por fim, o próprio aplicativo da instituição financeira disponibiliza o saldo, geralmente a partir da meia-noite da data prevista. Caso o segurado não tenha internet, a consulta pode ser feita no caixa eletrônico ou na agência, mas é importante evitar deslocamentos desnecessários.
Erros que mais geram confusão entre segurados
Entre as falhas frequentes, olhar o extrato antes do prazo lidera as estatísticas. O valor só aparece no aplicativo ou no site quando o dia oficial chega. Checar antecipadamente pode causar preocupação sem motivo.
Outro erro recorrente é confundir o final do benefício com o dígito verificador. Ao separar os dois, o segurado identifica o dia correto e evita sustos desnecessários. Além disso, vale ressaltar que pagamentos de até um salário mínimo vêm primeiro; quem recebe acima aguarda alguns dias a mais.
Dicas para não errar
• Tenha o calendário impresso ou salvo no celular.
• Conferir apenas na data programada.
• Desconsiderar o dígito verificador.
• Usar canais oficiais — aplicativo, site ou banco.
• Evitar repassar informações sem checar a fonte.
Seguir essas orientações elimina boa parte da ansiedade que costuma surgir perto da virada do mês. Além disso, reduz a procura por agências físicas, diminuindo filas e deslocamentos de idosos.
Caso descubra qualquer divergência, o segurado pode abrir um protocolo direto no Meu INSS ou buscar atendimento telefônico pelo número 135. Até isso, porém, convém confirmar se o dia do seu pagamento realmente já chegou.
Vale lembrar que o sistema automatizado do instituto bloqueia benefícios apenas em situações específicas, como pendência documental ou prova de vida não realizada. Nenhuma dessas hipóteses depende da data do calendário regular.
Quem tem atrasados ou valores retroativos a receber deve ficar atento a notificações adicionais. Nesses casos, o depósito costuma ocorrer fora do cronograma mensal. Matérias sobre revisão de valores, como a que trata da possível revisão de aposentadorias, fornecem pistas sobre esse tipo de acerto.
Enquanto isso, beneficiários que contam apenas com o pagamento mensal devem se concentrar no calendário divulgado. Assim, administram melhor as finanças e evitam contratempos com contas essenciais.
A nova leva de pagamentos de fevereiro é aguardada pelo público de aposentados e pensionistas, reforçando a importância de acompanhar cada etapa. O Salão do Livro segue monitorando o cronograma e publicará eventuais atualizações assim que forem confirmadas pelo INSS.


