Os mais de 39 milhões de segurados do INSS voltam a mirar o calendário de 2026 em busca de uma resposta: haverá, ou não, a tradicional antecipação do 13º salário? A prática, adotada pelo Planalto nos últimos anos, injeta bilhões na economia ainda no primeiro semestre e alivia o orçamento doméstico de aposentados, pensionistas e demais beneficiários.
Embora o decreto presidencial ainda não tenha sido publicado, fontes do mercado e especialistas em contas públicas trabalham com a hipótese de repetição do modelo anterior—duas parcelas liberadas entre abril e junho. Confira, a seguir, tudo o que já está sobre a mesa, os direitos de cada grupo e como acompanhar cada etapa do processo.
Como fica a antecipação do 13º salário do INSS em 2026
Para que o depósito seja feito antes do período legal, que vai de agosto a dezembro, o governo precisa editar um decreto autorizando a medida. Até agora, o texto não chegou ao Diário Oficial, mas o Ministério da Fazenda admite, nos bastidores, que o adiantamento continua no radar como instrumento para aquecer o consumo no primeiro semestre.
Caso o Palácio do Planalto repita a estratégia adotada em 2025, o 13º seguirá o seguinte desenho: 50 % do valor bruto na primeira parcela, sem descontos, e o restante na segunda, já com abatimento do Imposto de Renda quando for o caso. A expectativa dos analistas é de que o cronograma fique concentrado entre o fim de abril e o início de junho, período que antecede datas como Dia das Mães e festejos juninos.
Calendário previsto de pagamento
A liberação costuma considerar o número final do benefício (NB) e separar quem ganha um salário mínimo de quem recebe acima do piso nacional. A título de projeção, o fluxo previsto pelos economistas segue este formato:
• 1ª parcela: depósitos programados para a última semana de abril e a primeira de maio, começando pelos segurados que têm NB final 1.
• 2ª parcela: liberação provável entre o fim de maio e a primeira semana de junho, mantendo a mesma ordem.
Vale lembrar que, sem o decreto, tudo volta ao cronograma tradicional de novembro e dezembro. Por isso, quem pretende usar o 13º em compromissos imediatos deve acompanhar cada atualização com atenção redobrada.
Quem tem direito ao 13º salário do INSS
O abono anual é garantido a todos os segurados que recebem aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença (hoje chamado auxílio por incapacidade temporária), auxílio-acidente ou auxílio-reclusão. O valor corresponde ao montante pago mensalmente, proporcional aos meses em que o benefício esteve ativo.
Por outro lado, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a Renda Mensal Vitalícia permanecem fora da lista por serem de natureza assistencial. Dessa forma, quem integra esses programas não deve contar com a gratificação extra, alerta o Instituto Nacional do Seguro Social.
Outras facilidades e complementos de renda
Idosos que esperam pelo 13º e possuem imóvel próprio podem ainda verificar, com a prefeitura local, se preenchem os requisitos para a isenção do IPTU em 2026. Assim, parte do orçamento mensal fica livre para outras despesas.
Ainda dentro do universo de complementos de renda, vale observar iniciativas como o Programa Gás do Povo, que promete recarga gratuita de botijão a partir de 2026. O detalhamento das regras pode ser conferido neste guia prático publicado no Salão do Livro.
Outra fonte eventual de recursos é o sistema de valores a receber do Banco Central. Quem ainda não consultou pode descobrir se há quantias esquecidas—em especial acima de R$ 100—seguindo o passo a passo indicado neste material atualizado.
Canais de consulta e prazos previstos
Assim que o decreto sair, o segurado terá três formas principais de checar valores e datas: aplicativo Meu INSS (disponível para Android e iOS), portal gov.br/meuinss e Central 135. Em todos os casos, será preciso informar CPF e confirmar dados pessoais.
Mesmo antes da publicação oficial, acompanhar o aplicativo se mostra útil, pois o sistema costuma atualizar o extrato de pagamento imediatamente após cada decisão do governo. Dessa maneira, o beneficiário consegue planejar eventuais compras ou quitar débitos com antecedência.
Passo a passo para verificar o benefício
1. Baixe ou abra o aplicativo Meu INSS e faça login com a conta gov.br. Caso não tenha cadastro, um breve formulário solicita nome completo, data de nascimento e nome da mãe para validação.
2. No menu principal, selecione Extrato de Pagamento. A tela lista mês a mês o valor líquido, descontos aplicados e eventuais abonos, incluindo o 13º salário quando for liberado.
3. Para acesso telefônico, ligue 135 de segunda a sábado, das 7h às 22h. Tenha em mãos CPF, número do benefício e endereço para confirmar identidade.
O atendimento automatizado informa data exata de crédito e valor bruto, permitindo que o aposentado consulte quantas vezes precisar sem custo adicional.
Por fim, atenção aos prazos: se o decreto de antecipação não for publicado até meados de março, cresce a chance de que o pagamento volte ao ritmo original. Dessa forma, seguir conferindo comunicados oficiais e o próprio aplicativo é a melhor estratégia para não ser pego de surpresa.


