Uma nova leva de atrasados do INSS acaba de sair do papel. O Conselho da Justiça Federal (CJF) autorizou o repasse de R$ 2,8 bilhões para quitar Requisições de Pequeno Valor (RPVs) vencidas por segurados em todo o país.
O montante, que cobre mais de 180 mil processos e favorece cerca de 230 mil pessoas, traz alívio financeiro principalmente a aposentados e pensionistas. A seguir, veja os critérios, o caminho para consultar seu nome e os cuidados essenciais para não cair em golpes.
Por dentro da liberação dos atrasados do INSS
O CJF distribuiu os recursos na última semana para todos os Tribunais Regionais Federais (TRFs). Do total, aproximadamente R$ 2,3 bilhões têm destino certo: aposentados e pensionistas que ganharam ações de revisão ou concessão de benefício.
Essas ações transitaram em julgado, ou seja, não cabem mais recursos do INSS. Como se tratam de RPVs, o valor individual não ultrapassa 60 salários mínimos. Considerando o mínimo projetado de R$ 1.621 para 2026, cada processo quitado não pode superar R$ 97.260.
A verba chega aos tribunais e, em seguida, é repassada ao Banco do Brasil ou à Caixa Econômica Federal. O prazo médio para o dinheiro cair na conta criada pelo próprio TRF varia de sete a 14 dias.
Quem entra na lista de fevereiro
Para aparecer neste lote de atrasados do INSS, o processo precisa seguir três requisitos:
1. Trânsito em julgado: a vitória do segurado deve ser definitiva, sem possibilidade de novo recurso ao governo federal.
2. Teto de 60 salários mínimos: ações com valor acima desse limite viram precatórios e seguem outro cronograma.
3. Ordem de pagamento emitida em dezembro de 2025: somente RPVs autuadas nesse período entraram na fila atual.
Essas regras valem para todo o país, independentemente da região. Quem tem ações conjuntas, como pensões por morte acumuladas com aposentadoria, também está contemplado se respeitar o teto financeiro.
Passo a passo para consultar seu processo
A consulta aos atrasados do INSS ocorre exclusivamente nos portais dos TRFs. O procedimento é simples e não exige cadastro prévio:
• Entre no site do tribunal que atende seu estado.
• Clique no menu Precatórios/RPV.
• Digite o número do CPF ou do processo.
• Observe o status. Se constar “Pago total ao juízo”, significa que a quantia já foi transferida ao banco.
Todos os TRFs mantêm ferramentas parecidas. Caso você viva em São Paulo ou Mato Grosso do Sul, por exemplo, o acesso acontece via TRF-3. Já moradores de Minas Gerais usam o portal do TRF-6.
Enquanto busca seus dados, vale conferir outras possibilidades de alívio no orçamento, como a função oculta no App FGTS que libera até R$ 3 mil em poucos cliques. A informação pode ser útil para quem ainda aguarda a liberação judicial.
Calendário de saque e bancos responsáveis
Confirmado o status de “pago”, o próximo passo é ir à agência. O segurado deve levar documento de identidade com foto, CPF e o número do processo. Não é necessário avisar o gerente com antecedência — a conta já estará criada em seu nome.
O Banco do Brasil e a Caixa são os únicos intermediários. A escolha do banco depende de convênio firmado com cada TRF. Caso você tenha um advogado, ele também pode sacar o valor, desde que apresente procuração válida.
Na prática, muitos beneficiários usam o crédito para quitar dívidas ou antecipar o planejamento de datas importantes, como a possível antecipação do 13º do INSS em 2026. Fique atento: mesmo com dinheiro em conta, a agência pode exigir até 24 horas para efetivar TED ou PIX, dependendo do horário de atendimento.
Golpes comuns e cuidados ao receber valores
O volume de recursos disponíveis atrai golpistas. O Salão do Livro já recebeu relatos de leitores abordados por supostos “funcionários do INSS” pedindo depósito prévio para liberar atrasados do INSS. Nenhuma autoridade faz essa exigência.
Outra armadilha frequente são links enviados por WhatsApp que prometem consulta rápida. Evite clicar em sites desconhecidos e sempre digite o endereço do TRF diretamente no navegador. Dúvidas? Procure apenas canais oficiais.
Especialistas recomendam ignorar ligações que solicitam códigos de confirmação. O pagamento dos atrasados do INSS ocorre automaticamente, sem cobrança de taxa ou intermediação adicional.
Dicas para não cair em fraude
1. Desconfie de e-mails que peçam dados bancários ou foto de documentos. O TRF nunca solicita informações por mensagem.
2. Antes de ir ao banco, consulte seu processo novamente e imprima o comprovante de “pago”. Isso evita argumentos falsos de que o valor não foi liberado.
3. Se receber ligações insistentes, anote o número e registre boletim de ocorrência. Informar a polícia ajuda a rastrear quadrilhas especializadas.
Para quem deseja reforçar a segurança, conhecer critérios que reduzem o risco de bloqueio de benefício também faz diferença. Vale a leitura sobre quem escapa do pente-fino do INSS em 2026, publicada recentemente.
Seguindo esses cuidados, o beneficiário garante acesso tranquilo aos valores e evita dores de cabeça num momento em que cada centavo importa.


