Com a virada do ano, aposentados e pensionistas já voltam as atenções para a possível antecipação do 13º salário do INSS 2026. A medida — adotada em 2025 para impulsionar o consumo — ainda depende de um decreto presidencial, mas o assunto domina conversas em agências, grupos de redes sociais e centrais de atendimento.
Enquanto o governo não bate o martelo, vale revisar o que está confirmado: quais benefícios geram direito à parcela extra, como o novo salário mínimo influencia o valor a receber e de que forma o segurado pode acompanhar tudo pelo Meu INSS. O Salão do Livro compilou as principais informações a seguir.
Calendário regular e possibilidade de antecipação
Pelo cronograma padrão da Previdência Social, o 13º é dividido em duas etapas: 50% em agosto e o restante em novembro. O repasse inclui descontos de Imposto de Renda, quando aplicável, e eventuais consignados. Esse calendário só muda se o Planalto editar decreto antecipando as parcelas para o primeiro semestre.
Foi exatamente o que ocorreu em 2025, quando as parcelas caíram nas contas em maio e junho para aquecer a economia. A experiência reforçou entre os segurados a esperança de que a antecipação do 13º salário do INSS 2026 aconteça de novo. Até o momento, porém, o status oficial é “aguardando decreto”. Caso a decisão seja favorável, o anúncio costuma vir entre março e abril, logo após a definição final do salário mínimo.
Efeito das parcelas antecipadas na economia
Em 2025, o adiantamento liberou bilhões de reais no varejo em pleno outono, período tradicionalmente mais fraco para as vendas. Embora não existam garantias de repetição, a equipe econômica ainda avalia número de beneficiários, impacto fiscal e necessidade de estímulo ao consumo em 2026.
Para o aposentado, a diferença é sentida no bolso: a antecipação ajuda no pagamento de dívidas ou na compra de medicamentos, sem esperar até agosto. Para o governo, porém, há o desafio de equilibrar as contas públicas em ano de fortes compromissos orçamentários.
Qualquer que seja a decisão, o segurado pode acompanhar as novidades pelo app Meu INSS ou ligando no 135. Se houver mudanças, o sistema costuma atualizar o extrato poucos dias após a publicação do decreto.
Quem tem direito ao 13º salário do INSS 2026
A regra é simples: todo segurado que recebeu benefício previdenciário ao longo do ano ganha, também, o abono anual. A lista inclui:
- Aposentados de todas as modalidades;
- Pensionistas por morte;
- Beneficiários de auxílio-doença (incapacidade temporária);
- Recebedores de auxílio-acidente;
- Segurados do auxílio-reclusão.
Importante não confundir: titulares do BPC, por ser benefício assistencial, não têm direito ao 13º. O mesmo vale para quem recebe apenas pensão especial ou pensão alimentícia sem vínculo previdenciário.
Em paralelo, segurados que escaparam do pente-fino do INSS em 2026 mantêm normalmente o direito ao abono, desde que continuem com o benefício ativo durante o ano-base.
Pagamento proporcional para novos beneficiários
Quem tiver o benefício concedido depois de uma eventual antecipação não perde nada. O Instituto calcula a parcela de forma proporcional aos meses recebidos e deposita em lote posterior, geralmente junto com a folha de novembro.
Exemplo prático: se a aposentadoria for aprovada em julho, e a primeira parcela do 13º já tiver sido paga em maio, o segurado receberá todo o valor devido de uma só vez no segundo semestre. O sistema confere automaticamente a data de início do benefício para definir a proporção exata.
Mesmo raciocínio vale para pensões concedidas ao longo do ano. Para evitar dúvidas, a recomendação é acessar o extrato detalhado assim que a primeira competência aparecer no aplicativo ou no site do Meu INSS.
Valores com o novo salário mínimo e formas de consulta
O piso nacional projetado para 2026 é de R$ 1.621. Para quem ganha exatamente um salário mínimo, o 13º será de R$ 1.621 no total, dividido em duas quotas iguais de R$ 810,50. Na segunda parcela podem incidir descontos de IR e de consignados, o que faz o valor líquido variar de caso para caso.
Já para aposentadorias acima do piso, o cálculo segue a mesma lógica: metade do benefício bruto primeiro, restante depois, com as deduções cabíveis. A única exceção são servidores civis federais aposentados antes de 1988, que recebem o abono pelo órgão de origem, não pelo INSS.
Como acompanhar datas e valores
A consulta mais rápida acontece pelo aplicativo Meu INSS. Basta fazer login com conta Gov.br, tocar em “Extrato de Pagamento” e verificar a coluna “13º/Abono”. O mesmo serviço está disponível na versão web, sem necessidade de instalar nada.
Quem prefere atendimento telefônico pode ligar de segunda a sábado, das 7h às 22h, no 135. É preciso informar CPF, data de nascimento e responder a perguntas de segurança. O serviço confirma tanto o valor bruto como a data exata do crédito.
Outra dica é ativar as notificações do app para receber alertas sempre que um novo pagamento for processado. Assim, o segurado não corre o risco de perder mudanças de calendário ou ajustes no valor do benefício.
Em caso de dúvidas sobre atrasados, vale conferir se o nome aparece em algum lote de RPVs ou precatórios. A Justiça Federal, por exemplo, liberou R$ 2,8 bilhões em atrasados do INSS, e o aposentado pode verificar online se tem valores a receber.
Por fim, quem utiliza o FGTS como complemento de renda encontra no app do Fundo uma função que libera até R$ 3 mil em poucos cliques, conforme detalhado nesta ferramenta pouco conhecida. O recurso pode ajudar a equilibrar o orçamento enquanto o 13º não chega.
No aguardo da definição oficial, o recomendável é acompanhar canais oficiais e desconfiar de boatos. Assim que o decreto presidencial sair, os sistemas do INSS atualizam automaticamente, e o beneficiário verá no extrato o valor exato e a data do depósito referente ao 13º salário do INSS 2026.


