A possibilidade de receber o 13º salário do INSS ainda no primeiro trimestre de 2026 voltou a movimentar aposentados e pensionistas. Depois de cinco anos consecutivos de adiantamentos, a expectativa é que o governo confirme, por decreto, um novo calendário que coloque os depósitos antes ou bem perto da Páscoa, marcada para 5 de abril.
O tema ganha força porque o adiantamento se transformou numa estratégia de estímulo econômico, injetando recursos na praça num período em que o comércio tradicionalmente registra vendas mais tímidas. Entre os beneficiários, a dúvida agora é quando — e não se — o dinheiro chegará.
Calendário recente indica nova tradição de adiantamento
Até 2019, o décimo terceiro do INSS era dividido em duas parcelas pagas no segundo semestre, seguindo o modelo do setor privado. Tudo mudou em 2020, quando, em meio à pandemia, o governo decidiu liberar o valor já no primeiro semestre para minimizar o impacto da crise sobre os mais vulneráveis.
Daí em diante, a prática se consolidou. Seja por necessidade sanitária, seja por cálculo econômico, abril virou sinônimo de 13º para quem depende do Instituto Nacional do Seguro Social. A repetição do padrão alimenta a ideia de que 2026 não fugirá à regra.
Como ficaram os depósitos entre 2020 e 2025?
Nos últimos cinco anos, o depósito da primeira parcela do 13º começou entre a segunda quinzena de março e a primeira de maio. Em 2023 e 2024, por exemplo, o dinheiro esteve na conta ainda em abril, coincidindo com datas comemorativas e turbinando o comércio.
Em 2025, espera-se a mesma lógica, o que reforça a projeção para o ano seguinte. Se o Palácio do Planalto optar por repetir o modelo, a Páscoa de 2026 pode chegar com o benefício já creditado, ajudando famílias a pagar contas, comprar presentes ou até mesmo reforçar a poupança.
Nesse cenário, entender como a antecipação do 13º do INSS em 2026 afeta o orçamento doméstico torna-se fundamental para evitar gastos por impulso.
O que falta para o pagamento ser confirmado
Embora o histórico pese a favor dos beneficiários, a liberação depende de um ato formal: o decreto presidencial. Até o momento, não há sinalização de data, mas, tradicionalmente, o texto sai poucas semanas antes do início dos créditos.
Após a publicação, a Previdência divulga o cronograma detalhado, respeitando o final do número do benefício e o limite de um salário mínimo ou acima dele. Esse trâmite costuma ocorrer de forma ágil, mas quaisquer ajustes no Orçamento ou em metas fiscais podem alterar o desenho final.
Caminho do decreto presidencial até a conta do aposentado
Primeiro, a equipe econômica define a viabilidade fiscal do adiantamento. Em seguida, o Ministério da Previdência elabora a minuta do decreto, que precisa ser analisada pela Casa Civil antes de ir à assinatura presidencial.
Com o texto publicado, o INSS atualiza seus sistemas e informa as datas no aplicativo Meu INSS, canais 135 e agências. O prazo entre decreto e crédito costuma variar de duas a três semanas, o que reforça a necessidade de acompanhamento constante pelos beneficiários.
Para quem teme cair em bloqueios durante esse período, é importante checar se a prova de vida do INSS está em dia e se há pendências cadastrais que possam travar o repasse.
Estratégias para usar o 13º antecipado sem sustos
Receber o 13º meses antes do Natal amplia a responsabilidade financeira de aposentados e pensionistas. Afinal, o dinheiro que chegará em abril não estará disponível no fim do ano, quando despesas tradicionais, como IPTU e material escolar, costumam pesar.
Especialistas recomendam criar um plano de gastos logo após o depósito, separando parte do valor para contas sazonais. Quem já está de olho na aposentadoria complementar pode, por exemplo, aproveitar brechas legais que aumentam o benefício futuro, como mostra o texto sobre cinco brechas legais que podem engordar sua aposentadoria do INSS.
Dicas para colocar o dinheiro para trabalhar
1. Quitação de dívidas caras: priorizar cartões e empréstimos com juros elevados evita a bola de neve financeira e libera renda mensal para outros objetivos.
2. Reserva de emergência: mesmo quem já possui um fundo pode reforçá-lo, garantindo até seis meses de custo de vida cobertos contra imprevistos.
3. Investimento conservador: títulos do Tesouro Selic e CDBs de liquidez diária oferecem segurança e rentabilidade superior à poupança para quem prefere risco baixo.
4. Adiantamento de contas fixas: antecipar parcelas de plano de saúde ou seguro residencial traz descontos e protege o orçamento de reajustes futuros.
5. Presentes e viagens: se a intenção é aproveitar o feriado de Páscoa, definir um teto de gasto evita que a celebração comprometa o restante do ano.
Vale lembrar que alguns segurados enfrentam revisões periódicas de benefícios. Entender quem escapa do pente-fino do INSS em 2026 ajuda a planejar o uso do 13º com mais tranquilidade.
No Salão do Livro, acompanharemos cada passo dessa decisão para que leitores mantenham o controle das finanças e saibam, com antecedência, quando o dinheiro realmente cairá na conta.


