Parar de trabalhar sem correr riscos financeiros continua sendo a grande preocupação de quem planeja a aposentadoria. A reforma da Previdência mudou várias regras, mas ainda é possível receber o benefício em 2026 com apenas 15 anos de contribuição.
Entender cada detalhe dessa exigência evita surpresas quando chegar o momento de dar entrada no pedido. A seguir, o Salão do Livro explica, de forma objetiva, tudo o que influencia a aposentadoria por idade com tempo mínimo reduzido.
Requisitos para aposentar com 15 anos de contribuição
O Instituto Nacional do Seguro Social mantém duas exigências principais para quem pretende se aposentar em 2026: idade mínima e tempo mínimo de recolhimento. Para muitos trabalhadores, 15 anos de contribuição continuam suficientes, desde que a idade exigida seja respeitada.
Idade mínima após a reforma
Mulheres precisam completar 62 anos de idade e comprovar 15 anos de contribuição. No caso dos homens, há duas situações distintas:
• Quem já contribuía antes de novembro de 2019 pode se aposentar aos 65 anos, também com 15 anos de recolhimento.
• Quem começou a contribuir depois da reforma precisa dos mesmos 65 anos, porém com 20 anos de tempo mínimo.
Na prática, milhões de segurados se encaixam no modelo antigo e conservam o direito de parar de trabalhar quando atingem a idade mínima. Vale lembrar que o INSS não abre exceções: sem a idade correta, o pedido de aposentadoria é automaticamente negado.
Outra informação importante é que regras de transição seguem ativas, mas não alteram o requisito dos 15 anos para quem já estava no mercado antes da mudança constitucional. Elas apenas criam caminhos alternativos para quem busca se aposentar antes das idades definitivas.
Impacto do tempo de contribuição no valor do benefício
Ter o tempo mínimo garante o direito ao benefício, mas não significa receber o valor máximo. O INSS calcula a renda mensal com base na média de todos os salários, corrigidos desde julho de 1994, e aplica um percentual que varia conforme o total de recolhimentos.
Cálculo percentual e salário mínimo garantido
Com 15 anos, o segurado começa recebendo 60% da média salarial. A partir daí, cada ano extra eleva o índice em 2 pontos percentuais. Por exemplo: quem contribui por 17 anos recebe 64% da média; com 20 anos, o percentual sobe para 70%.
A legislação protege trabalhadores de baixa renda ao assegurar que ninguém receba menos que um salário mínimo nacional. Em 2026, portanto, o piso previdenciário continua valendo como referência para pagamentos iniciais.
Esse mecanismo evita valores inferiores ao mínimo, mas também reforça a importância de continuar contribuindo. Poucos anos adicionais podem representar um ganho considerável no contracheque da aposentadoria.
Vale acompanhar outros benefícios do INSS, como a eventual antecipação do 13º salário, que volta e meia entra no radar do governo e impacta diretamente o planejamento anual dos segurados.
Estratégias para aumentar o valor da aposentadoria
Mesmo quem já possui os 15 anos de contribuição pode adotar algumas medidas simples para elevar o valor do benefício futuro. Planejamento, regularidade nos recolhimentos e revisão de dados no CNIS fazem diferença concreta no cálculo final.
Primeiro, vale checar se todas as contribuições constam no extrato. Inconsistências ou períodos sem registro podem reduzir a média salarial. Em caso de erro, é possível apresentar carnês, holerites ou contratos de trabalho para correção.
Segundo, avaliar a viabilidade de contribuir por mais alguns anos tende a ser vantajoso. Como cada ano adicional adiciona 2 pontos percentuais, chegar a 20 anos, por exemplo, inclui 10 pontos a mais sobre a média de salários.
Contribuição facultativa e recolhimento complementar
Segurados que ficaram fora do mercado podem optar pela contribuição facultativa para não perder tempo de serviço. A modalidade permite pagamentos mensais ao INSS mesmo sem vínculo empregatício, mantendo o direito à aposentadoria por idade.
Em determinados casos, recolher sobre um salário maior nos últimos anos também influi positivamente no valor da média, especialmente se a maior parte da vida laboral teve remuneração baixa. O cuidado aqui é respeitar alíquotas e tabelas vigentes.
Outra alternativa envolve usar recursos extras, como valores do FGTS. O trabalhador pode contar com modalidades de saque disponíveis sem precisar de demissão prévia; há cinco formas de liberar o FGTS diretamente no celular que podem auxiliar na complementação das contribuições.
Por fim, especialistas costumam recomendar reservar parte do orçamento para previdência privada ou investimentos de baixo risco, criando uma renda complementar. Embora não interfira no cálculo do INSS, essa estratégia oferece segurança adicional.
Com atenção a cada detalhe — idade mínima, tempo de recolhimento e valor da média salarial — o segurado consegue planejar a aposentadoria com 15 anos de contribuição sem sustos. O ponto central é acompanhar regras e prazos, mantendo a documentação sempre em ordem.


