Janeiro chegou trazendo mudanças importantes para quem leciona na educação básica. A aposentadoria do professor em 2026 passou a exigir mais pontos e meio ano extra na idade mínima, reflexo direto do escalonamento previsto na Reforma da Previdência de 2019.
Os ajustes valem para docentes de creches, pré-escolas, ensino fundamental e médio. Quem atua no ensino superior continua submetido às regras gerais. A seguir, o Salão do Livro detalha cada transição, esclarece quem se enquadra e mostra como simular o benefício sem dor de cabeça.
Como fica a regra de transição por pontos em 2026
A regra de transição por pontos, popular entre quem tinha tempo de contribuição elevado, soma idade e período em sala de aula. Em 2026, o requisito avançou em um ponto completo.
Para as professoras, o placar agora pede 88 pontos, mantendo o mínimo de 25 anos de magistério. Já os professores precisam alcançar 98 pontos, com 30 anos em docência. A alteração, embora pareça pequena, empurra a aposentadoria do professor em 2026 alguns meses para frente, principalmente para quem estava prestes a completar a marca anterior.
Quem atinge 88 ou 98 pontos neste ano?
O cálculo continua simples: some idade + tempo de contribuição. Uma professora com 55 anos e 33 anos de sala de aula, por exemplo, chega a 88 pontos e já pode protocolar o pedido. Na outra ponta, um professor de 60 anos com 38 anos de trabalho atinge 98 pontos e também se habilita.
A diferença em relação a 2025 é que, mesmo com tempo mínimo garantido, o docente ainda precisa cumprir o novo total de pontos. Por isso, muitos profissionais optam por permanecer em atividade por alguns meses extras, garantindo também um benefício mais robusto.
Os que alcançarem a marca podem avaliar vantagens financeiras oferecidas por programas específicos para a categoria, como o Mais Professores, que amplia descontos e parcerias em 2026.
Idade mínima progressiva aperta o cerco
A segunda alternativa de transição combina idade mínima com tempo de contribuição fixo. Aqui, o relógio avança seis meses a cada virada de ano, até atingir o limite final estipulado na reforma.
Em 2026, as professoras precisam ter 54 anos e 6 meses, além de 25 anos de serviço. Para os professores, o corte está em 59 anos e 6 meses, com 30 anos de magistério. Na prática, quem nasceu no segundo semestre terá de esperar até completar esse meio ano adicional, ainda que já tenha cravado o tempo de contribuição.
Pedágio de 100% mantém exigências fixas
Diferentemente das fórmulas anteriores, a regra do pedágio 100% permanece inalterada. Ela exige que o profissional arque com um período extra equivalente ao que faltava para atingir o tempo mínimo em 13 de novembro de 2019.
As idades continuam congeladas: 52 anos para mulheres e 55 para homens. Caso uma professora tivesse dois anos a cumprir na data da reforma, precisará trabalhar quatro anos a mais — os dois que faltavam, mais o dobro. Esse caminho pode ser interessante para quem já tinha idade avançada, mas não completava o tempo de contribuição.
Muitos docentes aproveitam a espera para reforçar a renda. Aplicativos que permitem ganhar dinheiro no fim de semana tornam-se aliados na reta final de carreira, amortizando o impacto do pedágio.
Passo a passo para simular a aposentadoria do professor em 2026
O Instituto Nacional do Seguro Social recomenda que o pedido só seja feito após uma simulação oficial. O procedimento é rápido e já foi atualizado com as metas de 2026.
Usando o Meu INSS sem erros
1. Acesse o portal ou aplicativo Meu INSS e faça login.
2. Selecione “Simular Aposentadoria”.
3. Confira se todo o tempo de magistério está registrado. Falhas são comuns em quem lecionou em redes diferentes.
4. Caso falte algum período, providencie a CTC (Certidão de Tempo de Contribuição) antes de concluir o pedido.
5. Verifique qual regra mostra a data mais próxima de concessão.
Os dados corretos evitam idas e vindas no processo e ajudam o professor a planejar as finanças. Nesse momento, vale checar também outros direitos, como consulta ao FGTS pelo celular, para compor um colchão de emergência enquanto o benefício não sai.
Caso a simulação indique concessão nos próximos meses, o docente deve reunir documentos de identificação, comprovantes de contribuição e eventuais laudos que comprovem tempo especial. A espera média pela análise tem variado entre 45 e 90 dias, dependendo da origem das contribuições.
Professores que planejam o desligamento devem lembrar que a rescisão gera verbas adicionais. Entender quanto se recebe na rescisão ajuda a decidir se vale a pena permanecer ou pedir o benefício imediatamente.
A aposentadoria do professor em 2026 tornou-se um pouco mais distante, mas continua possível para quem acompanha as mudanças e mantém o cadastro atualizado. Pontuação maior, idade progressiva e pedágio fixo compõem o cenário que, até 2031, chegará ao formato definitivo previsto pela reforma.


