O cronograma oficial do Bolsa Família 2026 já circula entre os beneficiários e traz de volta o pagamento mínimo de R$ 600, agora somado aos acréscimos para crianças, gestantes e adolescentes. A liberação continua escalonada conforme o último dígito do NIS, método que evita filas nas agências da Caixa.
Quem depende do programa deve ficar atento: a principal causa de bloqueio segue sendo a falta de atualização no Cadastro Único. Logo, conferir o app Bolsa Família ou o Caixa Tem a cada mês deixou de ser dica e virou rotina obrigatória.
Calendário de fevereiro confirma liberação escalonada
Para o primeiro pagamento do ano, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social definiu início em 12 de fevereiro, avançando até o dia 27. O beneficiário precisa apenas conferir o número final do NIS e comparecer ao ponto de saque na data marcada:
NIS 1: 12/02 (quinta-feira)
NIS 2: 13/02 (sexta-feira)
NIS 3: 18/02 (quarta-feira)
NIS 4: 19/02 (quinta-feira)
NIS 5: 20/02 (sexta-feira)
NIS 6: 23/02 (segunda-feira)
NIS 7: 24/02 (terça-feira)
NIS 8: 25/02 (quarta-feira)
NIS 9: 26/02 (quinta-feira)
NIS 0: 27/02 (sexta-feira)
Pagamentos previstos para os demais meses
Depois de fevereiro, o repasse continua mensal, mantendo sempre o intervalo mínimo de dez dias úteis entre o primeiro e o último depósito. Veja a sequência confirmada pelo governo:
Março: 18/03 a 31/03
Abril: 16/04 a 30/04
Maio: 18/05 a 29/05
Junho: 17/06 a 30/06
Julho: 20/07 a 31/07
Agosto: 18/08 a 31/08
Setembro: 17/09 a 30/09
Outubro: 19/10 a 30/10
Novembro: 16/11 a 30/11
Dezembro: 10/12 a 23/12
A pasta também deixou claro que antecipações ocorrem apenas em situações de calamidade pública ou quando a data cai em feriado, política semelhante à adotada no cronograma do INSS.
Regras de permanência exigem atenção ao CadÚnico
Receber o Bolsa Família 2026 depende de quatro requisitos básicos: renda per capita de até R$ 218, dados atualizados no Cadastro Único, frequência escolar regular e carteiras de vacinação em dia. Gestantes ainda precisam fazer o acompanhamento pré-natal pelo SUS.
A falha mais comum, segundo técnicos ouvidos pelo Salão do Livro, é justamente a desatualização cadastral. Se o app exibir mensagem de bloqueio, o indicado é procurar o CRAS do município e regularizar a situação o quanto antes.
Renda e condicionalidades de saúde e educação
A checagem de renda per capita permanece rigorosa. Famílias unipessoais podem seguir no programa, mas devem comprovar residência individual e abrir portas para a fiscalização do MDS. O procedimento verifica contas de luz, contrato de aluguel e até registro de consumo.
No campo da educação, escolas públicas enviam mensalmente a frequência de cada aluno ao governo federal. Frequência abaixo de 60 % por dois meses consecutivos gera alerta automático e pode suspender o repasse.
Já no quesito saúde, o cartão de vacinação atualizado e o monitoramento nutricional de até seis anos continuam obrigatórios. O mesmo vale para gestantes, que precisam comprovar consultas pré-natais no posto de saúde.
Benefícios financeiros: base, complementos e bônus por faixa etária
O valor mínimo de R$ 600 é garantido pelo Benefício Complementar, caso a soma dos demais componentes não alcance esse piso. Para muitas famílias, contudo, o total mensal supera essa marca graças aos adicionais concedidos de acordo com a composição familiar.
Benefício de Renda de Cidadania: R$ 142 por integrante.
Benefício Primeira Infância: R$ 150 para cada criança de 0 a 6 anos.
Benefício Variável Familiar: R$ 50 extras destinados a gestantes, nutrizes e jovens de 7 a 18 anos.
Mesmo sem previsão de reajuste, o pacote de complementos mantém o foco na primeira infância, estratégia similar à debatida na reforma do novo RG e nos benefícios do INSS. Gestores argumentam que a transferência de renda nessa fase garante retorno social a longo prazo.
Além disso, o Ministério não descarta ajustes pontuais em caso de calamidades, replicando a lógica de antecipação adotada no PIS/Pasep. Consultas ao abono salarial, por sinal, já podem ser feitas — detalhes estão no guia disponível em Consulta do PIS/Pasep 2026.
Como consultar o pagamento pelo CPF
A verificação do repasse pelo CPF segue intuitiva. Primeiro, abra o aplicativo Bolsa Família ou, se preferir, o Caixa Tem. Na tela inicial, digite seu CPF e a senha do portal Gov.br. Em segundos, aparecem a data do próximo depósito e o valor já liberado.
Identificou a mensagem “benefício bloqueado”? Agende atendimento no CRAS mais próximo. O bloqueio não significa corte definitivo, mas sinaliza necessidade de correção cadastral. Quanto mais rápido o beneficiário agir, menor o risco de perder parcelas futuras.
Para quem tem acesso limitado à internet, a opção é ligar para o atendimento Caixa no 111 ou usar terminais de autoatendimento com cartão social. O banco atualiza o sistema todas as noites, então vale checar no dia seguinte após qualquer alteração cadastral.
Por fim, mantenha o costume de revisar seus dados a cada 24 meses. O próprio aplicativo envia alertas quando o prazo de atualização se aproxima, prática que deve reduzir a fila de beneficiários bloqueados em 2026.
A agenda do Bolsa Família 2026 está definida, os valores continuam focando a proteção da infância e as regras de permanência seguem rígidas. Para fugir de contratempos, consulte o CPF mensalmente e mantenha o CadÚnico sempre atualizado.


