Fevereiro de 2026 mal começou e, junto com a expectativa pelos desfiles e blocos de rua, surgem também as perguntas sobre o pagamento do Bolsa Família. Com o feriado prolongado do Carnaval, milhões de famílias querem saber se o crédito do benefício será antecipado, mantido ou até mesmo adiado.
Embora o governo federal ainda não tenha divulgado o calendário definitivo, já é possível traçar cenários a partir de decisões adotadas em anos anteriores. A seguir, detalhamos o que se sabe até agora sobre as datas, os valores e os canais oficiais de consulta do programa social com maior alcance no país.
Datas de pagamento: como o Carnaval interfere na rotina bancária
O Bolsa Família costuma ser depositado nos últimos dias úteis de cada mês, de forma escalonada, conforme o final do Número de Identificação Social (NIS). Em fevereiro, porém, o mês mais curto se complica com o Carnaval, período em que bancos fecham na segunda e terça-feira e operam meio expediente na Quarta-feira de Cinzas.
Para evitar que as famílias fiquem sem acesso ao recurso, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e a Caixa Econômica Federal costumam antecipar os pagamentos que coincidiriam com esses dias sem expediente. Em 2025, por exemplo, quem tinha NIS terminando em 1 recebeu o depósito logo na sexta-feira anterior ao feriado, prática que pode se repetir em 2026.
Possíveis ajustes no cronograma oficial
Até que o governo divulgue o calendário definitivo, três hipóteses ganham força nos bastidores técnicos do MDS:
1. Antecipação total até a sexta-feira pré-Carnaval – Todos os depósitos previstos para a semana da folia seriam liberados antes do feriado.
2. Escalonamento misto – Parte dos créditos sairia antes da festa, enquanto os demais seriam mantidos nos dias úteis seguintes à Quarta-feira de Cinzas.
3. Manutenção integral – Caso o governo julgue que a estrutura do Caixa Tem absorve o fluxo sem problemas, o calendário original poderia permanecer inalterado, algo pouco provável, mas não descartado.
Valores confirmados para fevereiro: piso de R$ 600 segue em vigor
Independentemente do dia do depósito, os montantes que cada família receberá em fevereiro de 2026 já estão definidos. O valor mínimo permanece em R$ 600, cifra que pode aumentar conforme a composição familiar.
Os adicionais são de R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 para beneficiários de 7 a 18 anos; e R$ 50 para gestantes ou nutrizes. Não há, até o momento, nenhuma indicação de reajuste ou corte nesses adicionais.
Impacto do benefício no orçamento das famílias
Para muitas casas, o pagamento de fevereiro chega em um período sensível. O mês concentra contas de início de ano, como material escolar e IPTU, além dos gastos extras que costumam surgir no Carnaval. É por isso que a definição exata do cronograma tem peso duplo sobre o planejamento financeiro de quem depende do programa.
Na prática, um dia a mais sem o dinheiro pode significar atraso em contas de consumo. Por outro lado, antecipar a quantia libera o orçamento para despesas emergenciais, como o botijão de gás. Quem tem dúvidas sobre esse item, inclusive, pode recorrer ao aplicativo Gás do Povo e verificar se tem direito ao benefício complementar.
As regras de repasse continuam disponíveis no aplicativo Bolsa Família e no Caixa Tem, que concentra o histórico de movimentações financeiras do programa.
Como consultar o calendário oficial e evitar informações falsas
Assim que o governo confirmar as datas, elas serão publicadas nos canais oficiais: app Bolsa Família, app Caixa Tem, Portal Cidadão e perfis do Ministério do Desenvolvimento Social nas redes sociais. A equipe do Salão do Livro reforça que somente essas fontes devem ser consideradas confiáveis.
Falsos calendários circulam com frequência em aplicativos de mensagem, e há tentativas de golpe que prometem “liberar” quantias extras em troca de depósitos. Para se proteger, vale conhecer também os sinais de alerta do falso PIX, método que criminosos têm usado contra beneficiários.
Canais de atendimento e documentação necessária
Quem precisar de confirmação sobre o status do benefício deve ter em mãos o número do NIS, CPF do responsável familiar e documento com foto. Com esses dados, é possível:
• Ligar para a Central MDS (telefone 121) e consultar saldo ou pendências;
• Acessar o chat do Caixa Tem para verificar o extrato;
• Procurar o CRAS mais próximo, caso exista suspeita de bloqueio ou divergência cadastral.
O acompanhamento presencial é fundamental em situações de inconsistência documental. Um cadastro desatualizado pode, inclusive, levar à suspensão temporária do repasse. Para evitar imprevistos, o governo recomenda atualizar endereço, renda e escolaridade sempre que houver mudança.
Outra forma de planejamento é conferir periodicamente o calendário por NIS para 2026, que antecipa os meses seguintes e ajuda no controle de contas.
Por ora, a orientação é aguardar a publicação oficial do cronograma de fevereiro. A expectativa é que ele seja divulgado até o fim da primeira quinzena do mês, seguindo a tradição de liberar o documento com pelo menos dez dias de antecedência aos primeiros créditos.
Acompanhe esta matéria: atualizaremos as informações assim que o governo confirmar as datas definitivas.


