A corrida por uma das 12 000 novas bolsas do programa Pé-de-Meia Licenciaturas 2026 começou oficialmente nesta terça-feira, 17 de fevereiro. A iniciativa do Ministério da Educação garante R$ 1.050 mensais a futuros professores matriculados em cursos presenciais de licenciatura.
Com inscrições abertas na Plataforma Freire, o benefício funciona como apoio financeiro imediato e, ao mesmo tempo, como poupança para quem decidir lecionar na rede pública depois de formado. O Salão do Livro detalha quem pode participar, como se candidatar e quais são os prazos que não podem ser perdidos.
Quem pode disputar o Pé-de-Meia Licenciaturas 2026
O programa nasce para atacar a crônica falta de docentes qualificados nas escolas do país. Diferentemente da versão voltada ao ensino médio, o Pé-de-Meia Licenciaturas 2026 foi desenhado exclusivamente para o ensino superior e estabelece três exigências centrais.
Primeiro, o candidato precisa ter alcançado média igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio. Segundo, o ingresso na faculdade deve ocorrer em 2026, sempre por um dos sistemas federais de acesso — Sisu, Prouni ou Fies, nessa ordem de prioridade. Por último, a matrícula precisa estar confirmada junto à instituição antes do pedido de bolsa.
Na prática, o estudante que atender a esses requisitos poderá solicitar o auxílio já no primeiro semestre letivo. Vale reforçar que as 12 mil vagas são nacionais e atenderão somente aos cursos de licenciatura presenciais, deixando de fora as modalidades a distância.
Critérios que aumentam as chances de seleção
A nota do Enem continua sendo o principal filtro de classificação. Quanto maior a média geral, mais alta a posição do candidato na fila de concessão. Além disso, o sistema automatizado prioriza quem conquistou a vaga pelo Sisu; Prouni e Fies surgem como segunda e terceira alternativas, respectivamente.
Outro ponto sensível é a quantidade de vagas por edição. Mesmo que todos os requisitos sejam cumpridos, só recebe o benefício quem se encaixar no limite de 12 000 bolsas disponíveis. Por isso, especialistas recomendam submeter a candidatura assim que possível.
Calendários acadêmicos apertados, mudanças no vestibular e até folgas prolongadas — como os feriados nacionais de 2026 — podem alterar a data de efetivação da matrícula, então todo cuidado é pouco para não perder o prazo final de inscrição.
Como funciona a bolsa de R$ 1.050 mensais
O valor repassado a cada contemplado é fracionado em duas parcelas distintas. São R$ 700 depositados mensalmente, quantia que pode ser sacada a qualquer momento para cobrir despesas de transporte, moradia ou materiais didáticos durante a graduação.
Já os R$ 350 restantes formam uma reserva automática. Esse montante só fica disponível após a conclusão do curso e depende de o recém-formado ingressar na rede pública de ensino em até cinco anos. A ideia é estimular a permanência do profissional na carreira docente.
Etapas de inscrição na Plataforma Freire
Todo o processo acontece on-line e leva poucos minutos, mas exige atenção. O primeiro passo é acessar a Plataforma Freire com CPF e senha cadastrados no gov.br. Dentro do sistema, o candidato deve atualizar ou preencher o currículo acadêmico, incluindo número de inscrição no Enem e dados da faculdade.
Em seguida, é necessário concordar com o Termo de Ciência, documento que explica direitos e deveres do bolsista. Só depois disso o estudante consegue selecionar o programa Pé-de-Meia Licenciaturas 2026 e finalizar a pré-inscrição.
Os resultados preliminares saem até o dia 20 de cada mês, começando em março de 2026. A confirmação da bolsa ficará condicionada à análise dos documentos enviados pela instituição de ensino superior.
Calendário e critérios de seleção
O MEC estabelece duas datas-chave: 17 de fevereiro, quando o sistema foi aberto, e 19 de dezembro de 2026, último dia para enviar a solicitação. Quem for aprovado começará a receber a parcela mensal logo após a matrícula ser validada pela universidade.
A pasta também definiu um cronograma interno de chamadas mensais para ajustar eventuais desistências e liberar vagas remanescentes. Isso significa que, mesmo ultrapassado o primeiro ciclo, ainda é possível ser convocado em lotes posteriores, caso se mantenha a pontuação mínima no Enem.
Prioridades de chamada e limites de vagas
A classificação final respeita a seguinte ordem: Sisu, Prouni e Fies. Dentro de cada grupo, valem a média do Enem e a data de inscrição. O número máximo de 12 mil bolsas não pode ser ampliado por lei; portanto, a cada novo edital, estudantes fora da lista inicial precisam ficar atentos a possíveis reclassificações.
Problemas de documentação, como histórico escolar incompleto ou falhas na comprovação de renda, são a principal causa de cortes nos processos seletivos. Manter papéis em dia evita contratempos e aumenta a chance de ser chamado logo na primeira leva.
Para não comprometer o próprio orçamento até o início dos depósitos, alguns candidatos têm recorrido a fontes temporárias de renda ou antecipações salariais, tema abordado em pautas recentes sobre adiantamento de benefícios do INSS, por exemplo.
Com uma política de incentivo direto aos futuros professores e regras claras de participação, o Pé-de-Meia Licenciaturas 2026 busca corrigir lacunas históricas na formação docente e promete injetar R$ 1.050 mensais no orçamento de quem decidir abraçar a sala de aula como profissão.


