O 13º salário do INSS costuma ser a primeira grande injeção de recursos no orçamento dos aposentados e pensionistas todos os anos. Para 2026, o Governo Federal manteve a estratégia de antecipar o abono ainda no primeiro semestre, repetindo um modelo que garantiu alívio financeiro às famílias em temporadas anteriores.
A seguir, o Salão do Livro explica como funciona o cálculo de cada parcela, apresenta o cronograma preliminar de depósitos e traz dicas rápidas para consultar valores de forma segura nos canais oficiais do Instituto.
Quem recebe o 13º salário do INSS em 2026
O abono anual está assegurado a todos os segurados que tenham recebido, em qualquer mês de 2026, benefícios previdenciários regulares. Entram na lista aposentadorias em todas as modalidades, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente e auxílio-reclusão. Vale frisar que titulares do BPC e da Renda Mensal Vitalícia ficam de fora, pois esses programas são assistenciais e não preveem 13º.
Em termos práticos, isso significa que o abono alcança milhões de brasileiros, movimenta o comércio local e injeta bilhões de reais em circulação. Além disso, a antecipação tem efeito direto na arrecadação tributária, já que boa parte dos beneficiários se encaixa na faixa em que há desconto do Imposto de Renda na segunda parcela.
Como é calculada cada parcela do 13º do INSS 2026
O cálculo segue uma divisão simples em duas etapas. Primeiro, o Instituto confere o valor bruto do benefício e aplica um rateio proporcional, se o segurado começou a receber após janeiro. Depois, separa o montante em duas parcelas distintas, cada uma com regras próprias de desconto.
1ª parcela: 50% do valor bruto, sem descontos
A primeira metade equivale a exatos 50% do benefício mensal. Não há retenções. Assim, quem ganha R$ 2.000 recebe R$ 1.000 de forma integral. Quem começou a receber, por exemplo, em abril, terá o cálculo proporcional aos meses em que recebeu: divisões simples feitas pelo próprio sistema do INSS.
Esse adiantamento costuma cair na conta junto com o benefício regular de abril, oferecendo fôlego extra bem no início do segundo trimestre — período em que muitos segurados costumam enfrentar gastos sazonais, como pagamento de IPTU ou compra de medicamentos de uso contínuo.
Entre os cidadãos que acompanham atentamente a previsão de pagamento, há quem utilize o valor para investimentos de curto prazo. Outros optam por quitar dívidas contraídas entre fim de ano e carnaval. Em todos os casos, saber o cálculo exato ajuda na tomada de decisão.
2ª parcela: saldo restante com descontos obrigatórios
A segunda metade corresponde ao que resta do valor integral do abono após o pagamento da primeira parcela. Nessa fase, incidem as retenções obrigatórias. Quem se enquadra na faixa de tributação do Imposto de Renda terá o desconto direto na fonte. Além disso, continua valendo a regra da proporcionalidade para benefícios iniciados depois de janeiro.
Esse segundo pagamento ocorre, tradicionalmente, junto à folha de maio ou de junho, dependendo do valor do benefício. Para boa parte dos segurados, é nessa etapa que a diferença entre o bruto e o líquido fica mais clara, já que taxas e tributos são destacados no extrato.
Na prática, o sistema do INSS faz todo o cálculo automaticamente. Ainda assim, muitos segurados preferem antecipar a conferência no Meu INSS para evitar surpresas. O acesso pelo aplicativo requer login com CPF e senha única Gov.br, recurso que ganhará autenticação por biometria facial a partir de 2026.
Calendário previsto de pagamentos do 13º do INSS 2026
Assim como ocorreu no ano anterior, a programação deve se basear no dígito final do número do benefício e no valor recebido (se até um salário mínimo ou acima desse patamar). Abaixo, confira a projeção que já circula internamente no órgão:
Beneficiários que ganham até um salário mínimo
Primeira parcela (abril): finais 1 e 6 em 24 de abril; 2 e 7 em 27 de abril; 3 e 8 em 28 de abril; 4 e 9 em 29 de abril; 5 e 0 em 30 de abril.
Segunda parcela (maio): mesma ordem, começando em 25 de maio para os finais 1, e encerrando em 8 de junho para os finais 0, respeitando a lógica escalonada habitual.
Vale lembrar que essas datas tendem a ser confirmadas no primeiro trimestre, quando a Portaria oficial for publicada. De qualquer forma, o cronograma raramente foge desse padrão, o que facilita o planejamento do segurado.
Beneficiários que ganham acima de um salário mínimo
Primeira parcela (começo de maio): finais 1 e 6 recebem em 2 de maio; 2 e 7 em 5 de maio; 3 e 8 em 6 de maio; 4 e 9 em 7 de maio; 5 e 0 em 8 de maio.
Segunda parcela (primeira semana de junho): a liberação inicia em 1º de junho para os finais 1 e 6 e termina em 8 de junho para os finais 5 e 0. A divisão de grupos segue a dinâmica consolidada há anos.
Esses repasses são feitos via conta corrente, conta poupança ou cartão-benefício. Para evitar filas, o INSS orienta que o segurado aguarde o dia exato da liberação antes de se deslocar às agências bancárias. Para quem quiser apenas confirmar valores, o extrato costuma ficar disponível dois dias antes do início do calendário.
Como consultar valores e extratos com segurança
A forma mais rápida de conferir o montante do 13º do INSS 2026 é o aplicativo Meu INSS, disponível para Android e iOS. Nele, basta clicar em “Extrato de Pagamento” e checar as linhas referentes ao abono anual. Quem prefere o computador pode acessar o portal oficial com o mesmo login Gov.br.
Outra opção é ligar na Central 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h. O atendente confirma valores e datas após validação de dados pessoais. Em regiões onde a conexão à internet é instável, muitas pessoas recorrem a esse serviço telefônico gratuito.
Por fim, o beneficiário ainda consegue obter o extrato diretamente nos caixas eletrônicos do banco onde recebe o benefício. Em geral, o documento aparece em “Extrato Previdência” ou aba similar. Poucos segundos bastam para saber quanto cairá em cada parcela.
Dicas extras para organizar o orçamento
1. Faça simulações de descontos: mesmo sem acesso ao sistema, o segurado pode estimar o IR utilizando tabelas atualizadas da Receita Federal. Isso ajuda a entender por que o valor da segunda parcela costuma chegar um pouco menor.
2. Acompanhe reajustes salariais: quem ganha até o piso nacional deve ficar atento ao novo valor do salário mínimo, pois ele interfere diretamente no cálculo do 13º. A cada janeiro, o governo publica o índice de correção.
3. Verifique benefícios acumulados: pensionistas que também recebem aposentadoria têm o abono calculado individualmente para cada benefício. Esse detalhe pode alterar o valor final e, em alguns casos, até elevar a faixa de tributação.
Essas medidas simples evitam imprevistos e permitem que o segurado aproveite melhor o reforço de caixa. Vale lembrar que, em cenários de crise, o adiantamento do 13º costuma aliviar a economia local e impulsionar micro e pequenos negócios — prática que, segundo especialistas, amplia a circulação de dinheiro em cidades de todos os portes.
A manutenção da antecipação em 2026, portanto, mantém não só o bolso do aposentado mais tranquilo, como também sustenta o consumo em vários setores. Enquanto o calendário oficial não é publicado, os segurados podem acompanhar atualizações periódicas no aplicativo Meu INSS e em portais especializados em previdência.


