O início de 2026 traz um alerta sanitário: o Ministério da Saúde confirmou 47 casos de Mpox em território nacional. A pasta assegura que o Sistema Único de Saúde (SUS) opera com protocolos robustos para impedir que o vírus ganhe escala.
Nos bastidores, a equipe de vigilância epidemiológica trabalha para que o diagnóstico seja rápido e o isolamento, imediato — postura considerada decisiva para evitar cadeias de transmissão. O Salão do Livro acompanhou o pronunciamento e explica, a seguir, como o governo pretende domar o avanço da zoonose.
Sistema de vigilância do SUS é colocado à prova
De acordo com o Ministério da Saúde, a rede pública dispõe de laboratórios capazes de processar exames de PCR específicos para Mpox com agilidade. Esses centros foram equipados com insumos suficientes para atender à demanda atual, algo que, segundo a pasta, não ocorria em surtos anteriores.
Profissionais de saúde de todo o país passaram por reciclagens recentes, atualizando-se sobre manejo clínico, procedimentos de triagem e orientações de isolamento. O objetivo é padronizar condutas entre postos, hospitais de referência e vigilância local.
Diagnóstico rápido e isolamento imediato
Quando o paciente chega a uma Unidade Básica de Saúde com erupções cutâneas e febre, o protocolo determina coleta de material e envio ao laboratório regional. A promessa é de laudo em menos de 48 horas, reduzindo a janela para contaminações secundárias.
Se o resultado der positivo, o SUS garante internação ou monitoramento domiciliar — dependendo da gravidade — e rastreia contatos próximos. A abordagem tenta cortar a transmissão antes que ela se estabeleça em comunidades inteiras.
Essa estratégia lembra outros esforços recentes do governo federal para endurecer políticas de proteção coletiva, como ocorre com a atualização do Estatuto do Idoso, que elevou punições para abandono familiar. Nos dois casos, a tônica é agir antes que o problema se agrave.
Estratégias para conter avanço da Mpox
Além do rastreamento de casos, o Ministério mantém vigilância reforçada em portos, rodoviárias interestaduais e, principalmente, aeroportos. Passageiros vindos de regiões com alta circulação do vírus passam por triagem clínica e, se necessário, testagem.
Com 47 notificações já confirmadas, técnicos da pasta falam em “cenário controlável”, mas não descartam ampliar barreiras sanitárias caso o número suba. O estoque de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) foi reforçado em estados que registraram ocorrências.
Vigilância em portos e aeroportos
Nos principais terminais internacionais, agentes da Anvisa distribuem folhetos informativos e observam viajantes que apresentem lesões cutâneas visíveis. Em caso de suspeita, a pessoa é encaminhada a um posto de saúde do próprio aeroporto, onde o exame pode ser iniciado imediatamente.
O mesmo cuidado vale para navios de cruzeiro atracando no país. Tripulações receberam instruções específicas, incluindo a obrigação de comunicar sintomas antes da atracação, prática já adotada em outras emergências de saúde pública.
A intensificação da triagem de viajantes dialoga com medidas adotadas em outras frentes governamentais, como a exigência de documentação regular para quem pretende evitar dores de cabeça na suspensão da CNH com 20 pontos. Em ambos os casos, a premissa é simples: prevenção ocupa menos recursos do que correção.
Sintomas, vacinação e orientações ao cidadão
A Mpox difere da varíola comum por ser essencialmente uma zoonose. Entre os sinais mais relatados nesta onda de 2026 estão erupções na face, mãos, pés e genitais; febre; dores musculares; e inchaço dos gânglios linfáticos. A recomendação oficial é procurar imediatamente a UBS diante de qualquer lesão acompanhada de febre.
A vacinação segue restrita a grupos de maior risco, como profissionais de laboratório que lidam diretamente com o vírus e pessoas com sistema imune comprometido. O Ministério monitora estoques e afirma ter doses suficientes para cobrir a demanda prevista nos protocolos.
Para o público em geral, a principal medida continua sendo evitar contato direto com lesões de indivíduos infectados, usar máscara em ambientes de risco e higienizar as mãos com frequência. A pasta insiste que, com diagnóstico precoce e cooperação da população, os 47 casos de Mpox no Brasil não precisam se transformar em surto de grandes proporções.


