Quem vive de benefício previdenciário já começa a fazer contas para 2026. Com um salário mínimo projetado em R$ 1.621, o décimo terceiro do INSS volta ao centro da conversa de milhões de aposentados e pensionistas.
A principal dúvida paira sobre a possível antecipação das parcelas, expediente adotado pelo governo em anos recentes. Enquanto o decreto não sai, vale reunir tudo o que já é público sobre valores, prazos e critérios de elegibilidade.
O que já se sabe sobre a antecipação do 13º do INSS em 2026
Até agora, a equipe econômica apenas confirmou que avalia repetir a estratégia de pagar o abono anual no primeiro semestre. A decisão, segundo fontes do Planalto, deve ser sacramentada por decreto até o fim de março. Caso a medida seja assinada, os depósitos ocorrerão nos tradicionais lotes de abril e maio.
Na hipótese de o governo optar por não adiantar o crédito, vale a regra permanente da Previdência: primeira metade em agosto, segunda em novembro, sempre acompanhando o calendário mensal de benefícios. Mais detalhes sobre cenários e datas aparecem no guia publicado pelo Salão do Livro.
Como o novo salário mínimo impacta o valor do abono anual
O piso nacional foi fixado em R$ 1.621 na proposta orçamentária de 2026. Consequentemente, o décimo terceiro para quem recebe o valor mínimo também sobe para o mesmo patamar, pago em duas metades iguais de R$ 810,50.
Segurados que ganham acima do piso terão o reajuste calculado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O índice definitivo de 2025, divulgado em janeiro de 2026, determinará exatamente quanto cada faixa de benefício será corrigida.
Exemplos de cálculo com base no piso nacional
Imagine um aposentado que recebeu o benefício integral durante todo o ano. Ele terá direito a R$ 1.621 de décimo terceiro, dividido em dois créditos sem descontos na primeira metade. Apenas a segunda parcela sofre retenção de Imposto de Renda, se o valor ultrapassar a faixa de isenção.
Para quem passou a receber o INSS em julho, o valor é proporcional: conta-se um doze avos por mês de pagamento. Nesse caso, seriam seis doze avos do benefício, resultando em R$ 810,50. Esse formato vale igualmente para pensões e auxílios temporários.
Beneficiários que recebem acima do piso aplicam a mesma lógica; muda apenas o salário de referência. O cálculo proporcional costuma gerar dúvidas, daí a popularidade das calculadoras online que projetam o total do abono.
Quem recebe o 13º do INSS em 2026 e quem fica de fora
O décimo terceiro é direito de aposentados por idade, tempo de contribuição ou invalidez, pensionistas por morte e segurados que tenham recebido auxílio-doença ou auxílio-acidente ao longo do ano. Essas categorias compõem o universo de cerca de 33 milhões de pessoas acompanhadas pelo Instituto.
Já os titulares do Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) e da antiga Renda Mensal Vitalícia não entram na lista. Os dois programas têm regras próprias, desvinculadas do abono anual, o que costuma gerar confusão nas redes sociais.
Calendário provável de parcelas e descontos
Caso a antecipação seja confirmada, a primeira metade, correspondente a 50 % do valor total, cai na conta junto com o benefício mensal de abril. A segunda metade, paga em maio, vem acompanhada do desconto de eventual Imposto de Renda.
Na ausência do decreto, o cronograma desliza para agosto e novembro, replicando a lógica: adiantamento sem tributo na primeira etapa e regularização fiscal na segunda. As datas exatas variam conforme o número final do benefício, do mesmo modo que ocorre todos os meses.
Muitos segurados aproveitam a janela de pagamento para planejar viagens em feriados prolongados. Não por acaso, guias sobre os próximos feriados nacionais de 2026 costumam ganhar destaque nessa época do ano.
Especialistas lembram que o segurado pode consultar valores e datas pelo Meu INSS ou pela central 135. Como o tema mexe com orçamento familiar, recomenda-se atenção redobrada a boatos em aplicativos de mensagem. Até que o decreto seja publicado, apenas a regra geral de agosto e novembro está garantida.


