O tradicional abono de fim de ano dos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social pode voltar a ser pago antes do inverno. Se o governo repetir a estratégia de anos anteriores, a primeira metade do 13º do INSS cairá na conta ainda na folha de abril, oferecendo um reforço imediato ao orçamento de milhões de idosos.
A antecipação ainda depende de decreto presidencial, porém, especialistas consideram o movimento praticamente certo. Com isso, quem recebe o teto previdenciário poderá ver até R$ 4.237 na primeira parcela, valor que representa 50 % do benefício mensal, livre de descontos.
Quem recebe a primeira parcela do 13º do INSS em 2026
O direito ao 13º salário é exclusivo dos segurados vinculados a benefícios contributivos. Aposentados, pensionistas por morte, além de quem está em auxílio-doença, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão entram na lista — desde que o benefício tenha sido pago por mais de quinze dias no ano-base.
Por outro lado, titulares do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ficam de fora, porque o BPC tem natureza assistencial, não previdenciária. Essa distinção costuma gerar dúvidas anualmente, mas está prevista em lei e não deve mudar em 2026.
Direito garantido para aposentados e pensionistas
A legislação previdenciária estabelece que todo segurado que contribuiu para o sistema tem direito a receber o 13º salário integralmente, proporcional ao tempo de benefício no ano corrente. Quem se aposentou em fevereiro de 2026, por exemplo, terá direito a onze doze avos do abono.
Já os pensionistas seguem regra idêntica. Mesmo que a pensão seja concedida no meio do ano, o cálculo respeita a quantidade de meses em que houve pagamento. A fórmula ajuda a equalizar os valores sem onerar o sistema.
A antecipação interessa sobretudo a esse grupo, pois muitos utilizam o dinheiro extra para despesas médicas e dívidas de início de ano. Segundo projeções internas do Ministério da Previdência, mais de 30 milhões de benefícios devem ser contemplados.
Como é calculado o valor do abono de até R$ 4,2 mil
O 13º do INSS corresponde exatamente ao salário-benefício mensal. Portanto, quem recebe um salário mínimo ganhará metade desse valor em abril ou maio e a outra metade entre maio e junho, já com desconto de Imposto de Renda, se aplicável.
Segurados no teto — hoje fixado em R$ 8.475,55 — poderão embolsar R$ 4.237 na primeira parcela. O valor exato muda se o benefício foi concedido depois de janeiro, pois a conta será proporcional. Na segunda parcela incide IR conforme a faixa de renda, o que reduz um pouco a quantia líquida.
Impacto do teto previdenciário no pagamento
O teto do INSS serve como balizador para o orçamento público. Cada reajuste anual aumenta a despesa federal com o 13º em bilhões de reais. Para 2026, técnicos da equipe econômica projetam impacto superior a R$ 30 bilhões apenas na primeira metade do abono.
Apesar do custo elevado, a antecipação também gera efeito multiplicador no varejo. Comércio de medicamentos, supermercados e serviços sentem imediatamente a injeção de recursos, algo que costuma ser considerado na hora de editar o decreto.
Além disso, o adiantamento pode desafogar agências bancárias, que, segundo levantamento recente, registram menor sobrecarga quando o pagamento ocorre em meses diferentes da gratificação natalina tradicional. Bancos e INSS já estudam reforçar plantões caso a liberação seja confirmada.
Calendário provável e o que falta para a antecipação virar lei
Até o momento, não existe cronograma oficial divulgado pelo INSS. A prática dos últimos anos, no entanto, oferece um roteiro quase certo: créditos começam pelos segurados com final de benefício 1, sem considerar dígito, avançando até o final 0. A divisão em dois blocos — quem ganha até um salário mínimo e quem recebe acima dele — permanece.
As datas exatas só serão conhecidas após publicação em Diário Oficial, mas analistas apontam que a primeira parcela deve acompanhar a folha de abril ou, no máximo, de maio. A segunda metade tende a cair entre o fim de maio e o início de junho, seguindo modelo de 2023, 2024 e 2025.
Decreto presidencial é a peça que oficializa o adiantamento
A assinatura do decreto costuma ocorrer no primeiro trimestre. Em 2025, o documento foi publicado em março; em 2024, saiu em fevereiro. Para 2026, fontes do Planalto indicam que a medida pode chegar ainda mais cedo, dentro de pacote de estímulo ao consumo.
Enquanto o texto não sai, segurados buscam informações em cartas de concessão e nos aplicativos Meu INSS. O órgão já prepara atualizações no sistema para refletir o eventual crédito extra, inclusive na plataforma usada por contadores e advogados.
Quem deseja acompanhar mudanças nos valores pode conferir explicações mais detalhadas no artigo sobre 13º do INSS em 2026. O Salão do Livro irá continuar monitorando cada etapa, reforçando o compromisso com informações claras para o público maduro.
Em resumo, falta apenas o ato formal do Executivo para que a primeira metade do 13º do INSS chegue aos bolsos dos aposentados já em abril, com potencial de até R$ 4,2 mil, garantindo um fôlego bem-vindo no início do ano.


