Estudantes universitários que sonham em transformar a educação brasileira ganharam mais uma chance de tirar projetos do papel. O Desafio LED 2026, iniciativa da Globo em parceria com a Fundação Roberto Marinho, reservou R$ 300 mil para financiar soluções focadas no combate à evasão escolar.
As inscrições estão abertas até 1º de março de 2026 e qualquer aluno com 18 anos ou mais, matriculado no primeiro semestre letivo, pode submeter sua proposta on-line. A seguir, confira todos os detalhes sobre o edital, as etapas de seleção e os exemplos de projetos já consagrados.
Detalhes do Desafio LED 2026
O Desafio LED: Me dá uma luz aí! volta suas atenções, nesta edição, para um dos problemas mais persistentes do sistema de ensino nacional: manter crianças e adolescentes frequentando a escola. Ao todo, cinco propostas serão premiadas e dividirão o aporte de R$ 300 mil, valor que deve ser empregado no desenvolvimento e na implantação de protótipos.
Cada iniciativa classificada passará por uma imersão de mentoria com especialistas em educação, tecnologia e gestão de projetos. Essa jornada foi desenhada para que os participantes possam sair do campo das ideias e chegar a um modelo viável, pronto para ser apresentado no palco do Festival LED, no Rio de Janeiro.
Quem pode participar e como enviar propostas
O edital é direcionado exclusivamente a estudantes brasileiros com 18 anos ou mais e que comprovem matrícula ativa no primeiro semestre de 2026. A inscrição, gratuita, deve ser feita pelo site oficial do movimento (www.movimentoled.com.br), onde se encontra o regulamento completo e o formulário de submissão.
No ato da inscrição, o candidato precisa fornecer dados pessoais, comprovante de matrícula e um resumo executivo do projeto. O documento deve evidenciar de que forma a proposta dialoga com realidades sociais diversas e reconhece a educação como ferramenta de transformação.
Critérios de seleção
As iniciativas serão avaliadas segundo múltiplos critérios, entre eles:
- Originalidade e relevância da solução;
- Potencial de impacto no enfrentamento da evasão escolar;
- Viabilidade técnica e financeira do protótipo;
- Aderência a metodologias inovadoras de ensino ou uso criativo de tecnologia;
- Capacidade de engajamento familiar e comunitário.
Esses parâmetros orientam o corpo de jurados, composto por profissionais do setor educacional e especialistas convidados pela organização. A pluralidade do comitê tem como meta assegurar diferentes olhares sobre cada proposta.
Outra exigência envolve a clareza do plano de execução. O candidato deve apresentar cronograma, indicadores de resultado e estimativa de custos, detalhando de que forma o recurso será distribuído entre pesquisa, testes de campo e divulgação.
Mentoria e premiação
Depois da primeira triagem, os cinco selecionados participam de uma fase de mentorias individuais. Nela, recebem orientação sobre design de projeto, medição de impacto e comunicação de resultados. O objetivo é preparar cada equipe para a etapa final: a apresentação pública durante o Festival LED.
Cada projeto receberá parte proporcional dos R$ 300 mil, e o repasse será feito em etapas, condicionado ao cumprimento de metas previamente acordadas. O pacote de apoio inclui, além do aporte financeiro, acesso a redes de contato que podem acelerar parcerias com escolas, universidades e entidades do terceiro setor.
No Festival LED, espaço que reúne educadores, pesquisadores e empreendedores sociais, os vencedores dão visibilidade às suas criações e podem angariar novos apoiadores. Para o Salão do Livro, esse ecossistema de ideias é terreno fértil para narrativas que mostrem educação e cultura avançando lado a lado.
Projetos que brilharam em 2025
Para quem busca inspiração, vale observar os cinco trabalhos laureados no ciclo anterior. Em 2025, o primeiro lugar ficou com a plataforma Te Guio, criada por Ana Paula de Souza Silva, do Rio de Janeiro. O ambiente digital disponibiliza informações acessíveis e suporte emocional a educadores e famílias de crianças no espectro autista.
Na segunda posição apareceu o Útero Pop, idealizado por Milena Aparecida Nicolay Nogueira, também carioca. A proposta oferece educação menstrual para meninas a partir dos oito anos, incentivando autoconhecimento e autoestima. Já o terceiro lugar foi conquistado pelo Jogo Lendas Matemáticas, de Ethan Freitas da Silva Gonçalves de Alcântara, um tabuleiro que transforma conteúdos de matemática em desafios lúdicos.
Completando o pódio, Pedro Henrique Pereira Novaes, da Bahia, apresentou a Plataforma QG Uni, que conecta estudantes a moradias acessíveis próximas a instituições de ensino superior. Por fim, Albert de Souza Nunes, do Amazonas, levou ferramentas pedagógicas adaptadas a comunidades ribeirinhas, fortalecendo a inclusão de crianças cegas ou com baixa visão.
Todos esses exemplos demonstram como criatividade, senso de urgência e compromisso social são pontes para reter alunos na escola. Se você possui uma ideia que dialoga com essas frentes, vale observar os requisitos, ajustar o projeto e, quem sabe, figurar entre os próximos vencedores do Desafio LED 2026.


