Regularizar a contribuição mensal é rotina obrigatória para qualquer microempreendedor individual. Quando o boleto some da gaveta, a 2ª via do DAS vira a salvação imediata, já que permite quitar o débito antes que juros e multa tomem corpo.
Com o processo totalmente on-line em 2026, emitir a guia extra leva poucos minutos. A seguir, o Salão do Livro destrincha cada etapa, destaca por que o documento é essencial para manter o CNPJ em dia e mostra o que acontece se o pagamento atrasar.
Por que a 2ª via do DAS é indispensável para o MEI
A 2ª via do DAS não é apenas um “boleto substituto” — ela tem valor jurídico idêntico ao documento original e garante a regularidade fiscal do microempreendedor. Sem ela, o MEI pode perder acesso a benefícios previdenciários, ter o CNPJ enquadrado como devedor e ainda enfrentar restrições em linhas de crédito.
Outro ponto importante é que a guia atualizada já incorpora automaticamente eventuais acréscimos de juros e multa, dispensando cálculos manuais. O próprio sistema da Receita Federal realiza a apuração com base na data de vencimento, evitando diferenças depois da quitação.
Como emitir a 2ª via do DAS em três etapas oficiais
A emissão acontece exclusivamente no Portal do Empreendedor, ambiente integrado à base de dados da Receita. Tudo é gratuito, não requer instalação de programas e roda em qualquer navegador moderno. A frase-chave 2ª via do DAS aparece com frequência porque reflete exatamente o que o microempreendedor busca.
Acesso ao Portal do Empreendedor
O primeiro passo é entrar no endereço oficial do governo e clicar em “Já sou MEI”. No submenu, escolha “Pagamento de contribuição mensal (DAS)”. O sistema redireciona para a página de geração da guia, sem necessidade de cadastro adicional ou senha específica, já que a identificação principal será o CNPJ.
Essa navegação direta elimina o risco de cair em sites de terceiros, que podem cobrar taxas ou repassar informações incorretas. Vale reforçar que qualquer cobrança para emissão da 2ª via do DAS é indevida; o serviço é totalmente gratuito.
Enquanto isso, políticas de isenção em outros tributos seguem regras próprias. Por exemplo, a isenção total do IPTU para idosos em 2026 possui critérios municipais específicos e não interfere na contribuição do MEI.
Informar CNPJ, escolher o mês e gerar o boleto
Na tela seguinte, digite o CNPJ sem pontos ou traços, confirme os dados da empresa e selecione o mês que deseja quitar. Ao clicar em “Apurar / Gerar DAS”, o sistema calcula o valor devido, acrescendo encargos se o prazo original já expirou.
Esse cálculo automático é prático para quem perdeu mais de uma guia. Caso o contribuinte precise regularizar vários períodos, basta repetir a operação, sempre escolhendo outro mês de referência. A plataforma gera boletos individuais, facilitando o controle financeiro.
Para quem se atrapalha com números, a lógica de atualização funciona de modo semelhante ao conceito de correção em juros simples, tema explorado no artigo sobre como usar a calculadora sem erro. No entanto, todo o processamento já vem pronto no DAS, poupando o usuário desse trabalho.
Depois da apuração, o botão “Emitir DAS” libera o PDF com o código de barras e o QR Code Pix. O documento pode ser salvo no computador ou no celular, garantindo que a 2ª via do DAS esteja sempre à mão.
Consequências de manter o DAS em atraso
Deixar a contribuição se arrastar por meses afeta diretamente a saúde do CNPJ. A Receita Federal pode colocar o débito em cobrança administrativa, gerar pendência no Cadin e dificultar a emissão de certidões negativas. Para quem depende de financiamentos, a irregularidade costuma ser fator eliminatório.
Além disso, o INSS só reconhece o período de contribuição depois do pagamento efetivo. Caso o empreendedor precise de auxílio-doença ou aposentadoria por idade, as guias em aberto podem atrasar a concessão do benefício. Rumores como o de que o novo RG bloquearia aposentadorias já foram desmentidos, conforme lembra a matéria sobre o suposto corte do INSS, mas a inadimplência no DAS segue pesando no cálculo.
A inscrição em dívida ativa também pode ocorrer se o atraso se prolongar. Nesse cenário, o valor original é acrescido de encargos maiores, tornando a quitação ainda mais onerosa. Emitir a 2ª via do DAS assim que notar a falta do boleto é, portanto, a melhor estratégia para evitar efeitos cascata.
Por fim, o documento pago serve como comprovante oficial perante a Receita e deve ser armazenado por cinco anos. Guardar o PDF em nuvem ou no e-mail garante fácil acesso em caso de fiscalização ou para comprovar regularidade em licitações e contratos.


