A virada do ano trouxe um alívio imediato para quem depende da Previdência: o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inicia na próxima segunda-feira, 26 de janeiro, o calendário de pagamentos de 2026 já aplicando o novo salário mínimo de R$ 1.621.
O reajuste impacta aposentadorias, pensões e auxílios, e mantém a rotina de depósitos escalonados de acordo com o final do Número de Inscrição Social (NIS). Abaixo, veja como ficou cada data, quais mudanças chegam junto com o aumento e onde checar valores sem enfrentar filas.
Como fica o calendário para quem recebe até um salário mínimo
Seguindo a prática de anos anteriores, os segurados que ganham exatamente o piso previdenciário são os primeiros da fila. O pagamento começa em 26 de janeiro para cartões terminados em 1, sempre ignorando o dígito verificador após o traço.
Dois dias depois, a ordem progride até chegar ao final 0, em 6 de fevereiro. Dessa forma, o INSS mantém a estratégia de espalhar os depósitos para evitar congestionamento nas agências bancárias.
Datas detalhadas para finais de 1 a 5
Quem tem cartão com final 1 verá o crédito já na segunda-feira, 26 de janeiro. No dia seguinte, 27, é a vez dos finais 2. A sequência continua de forma linear: final 3 em 28/01, final 4 em 29/01, e final 5 em 30/01.
Essas cinco datas concentram a maioria dos beneficiários, razão pela qual a Caixa e o Banco do Brasil reforçam atendimento presencial e eletrônico. Mesmo assim, a recomendação oficial é priorizar canais digitais para consultar valores.
Vale destacar que o aplicativo Meu INSS tem apresentado instabilidade. Caso o app trave, a central telefônica 135 funciona de segunda a sábado e oferece o extrato detalhado sem custo adicional.
Pagamentos de 6 a 0 e benefícios acima do piso
A partir de 2 de fevereiro entram na folha os finais 6, 7, 8, 9 e 0. Nesse mesmo dia, o INSS inicia o depósito para quem recebe acima do salário mínimo, unificando as duas faixas de renda até 6 de fevereiro.
Esse grupo inclui segurados que ultrapassam R$ 1.621, bem como aposentadorias especiais, pensões por morte e auxílios que ficaram acima do piso após reajustes por tempo de contribuição. Os valores são corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado.
Em caso de dúvida, o segurado pode acessar o site meu.inss.gov.br com login Gov.br ou ligar para o 135. O protocolo telefônico informa não apenas o valor bruto, mas também eventuais descontos de empréstimos consignados ou pensão alimentícia.
Impacto do reajuste de R$ 1.621 no bolso dos segurados
O novo mínimo representa um ganho nominal de mais de R$ 100 em comparação ao piso anterior. O aumento afeta imediatamente quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC), auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte, todos atrelados ao valor-base do salário mínimo.
Além disso, o teto previdenciário sobe acompanhando a inflação, alcançando patamar histórico que ultrapassa a barreira dos R$ 8 mil. Para quem faz planos de aposentadoria, entender esses números é fundamental. O Salão do Livro já destacou que planejar o futuro financeiro virou leitura obrigatória para muitas famílias.
Desconto de Imposto de Renda e efeitos na renda líquida
Uma novidade comemorada é a atualização da tabela de Imposto de Renda. Com a faixa de isenção ampliada, parte dos aposentados que recebem até dois salários mínimos deixa de ter imposto retido na fonte.
Isso ameniza o impacto da inflação sobre o consumo básico, uma preocupação recorrente entre quem vive de benefício fixo. Além disso, programas como o Bolsa Família em fevereiro de 2026 também contribuem para reforçar o orçamento de famílias de baixa renda.
Para quem pretende complementar a renda, vale atenção às mudanças em outros programas federais. A modalidade saque-aniversário do FGTS, cujo prazo para nascidos em janeiro termina no fim do mês, é exemplo de alternativa rápida de caixa, conforme detalha o guia disponível em saque-aniversario-fgts-prazo-janeiro.
Onde consultar o extrato e resolver pendências sem sair de casa
Mesmo com o app Meu INSS sobrecarregado, os canais digitais continuam sendo a forma mais prática de verificar o extrato. Ao entrar com CPF e senha Gov.br, o usuário acessa “Extrato de Pagamento” e confere valor líquido, data de depósito e até o banco responsável.
Outro ponto importante é manter os dados cadastrais atualizados para evitar bloqueio de benefício. Quem perdeu a senha ou esqueceu o e-mail pode redefinir o acesso pela biometria facial se o celular tiver câmera frontal compatível.
Central 135 e alternativas presenciais
A central telefônica 135 funciona das 7h às 22h, horário de Brasília, inclusive aos sábados. O atendente repassa o valor exato, tira dúvidas sobre empréstimo consignado e agenda perícia médica quando necessário.
Em último caso, o segurado pode procurar uma agência do INSS. Para evitar fila, é obrigatório agendar pelo telefone ou internet. Ali, é possível emitir segunda via de carta de concessão e atualizar dados de contato.
Esses cuidados ajudam a garantir que o pagamento ocorra sem contratempos, especialmente para quem depende do benefício para custeio de medicamentos, aluguel e contas básicas, como a eletricidade — item que tem pesado no bolso, segundo levantamento sobre eletrodomésticos que mais consomem energia.
Ao seguir o calendário, usar os canais oficiais e ficar atento às novas regras de isenção do IR, o segurado consegue planejar melhor o orçamento e evitar surpresas no fim do mês.


