Fevereiro chegou com um aviso importante do Instituto Nacional do Seguro Social. A autarquia iniciou uma varredura nos cadastros e convoca parte dos segurados para a prova de vida do INSS, exigência que garante a continuidade do pagamento dos benefícios.
A maior parte dos aposentados e pensionistas segue isenta de qualquer ação, pois o cruzamento de dados automatizado já vale desde 2026. Mesmo assim, há grupos que precisam confirmar informações pessoais em até 60 dias para que o depósito de fevereiro não seja bloqueado.
Quem deve fazer a prova de vida do INSS agora
O sistema do INSS cruza movimentações em bases públicas — votação, vacinação, renovação de documentos, entre outras. Quando não encontra sinais de atividade recente, dispara o alerta de comprovação. Nesta rodada, três perfis foram notificados:
1. Segurados que não aparecem em nenhum banco de dados há 12 meses. 2. Beneficiários de auxílios por incapacidade, por causa da revisão periódica de informações. 3. Pensionistas convocados por mensagem no aplicativo Meu INSS ou por carta, geralmente devido a endereço ou telefone desatualizados.
Por que o cruzamento de dados pode falhar
Apesar de a tecnologia reduzir filas presenciais, falhas ainda ocorrem. Informações digitadas com erro, nome divergente entre sistemas ou ausência de biometria facial são fatores que impedem o reconhecimento automático. Nesses casos, o algoritmo não consegue carimbar a “vida ativa” do segurado e gera a pendência.
Outro ponto frequente é a troca de domicílio sem atualização do cadastro. Se o cidadão se mudou e não registrou o novo endereço em nenhum órgão, o INSS fica sem referência. A mesma lógica vale para quem não utiliza serviços públicos com frequência: basta um ano longe de postos de saúde, cartórios ou urnas eleitorais para cair no filtro.
Vale lembrar que o procedimento não é punição. Ele existe para coibir pagamentos indevidos e manter o sistema sustentável. A recomendação da autarquia é conferir periodicamente o extrato no Meu INSS para monitorar eventuais alertas.
Passo a passo digital elimina a ida ao banco
Quem recebeu a notificação pode concluir a prova de vida do INSS sem sair de casa. O serviço acontece dentro do aplicativo Meu INSS, disponível para celulares Android e iOS. O acesso requer conta gov.br de nível prata ou ouro.
Após o login, basta procurar a opção “Prova de Vida” na tela inicial. O sistema ativa a câmera do aparelho e solicita alguns movimentos simples, como piscar e virar a cabeça. Em segundos, a plataforma compara a imagem recém-coletada com o registro oficial e devolve a mensagem de confirmação.
Dicas para não travar no reconhecimento facial
A luz ambiente faz diferença. Prefira locais bem iluminados e evite refletores fortes apontados diretamente para o rosto. Óculos com lentes escuras e chapéus podem atrapalhar a leitura biométrica. Caso use acessório indispensável, como aparelho auditivo, mantenha-o, pois não interfere na validação.
Outro cuidado envolve a estabilidade da conexão. Se o Wi-Fi oscilar, a transmissão da imagem pode falhar e o aplicativo exibirá erro. Reiniciar o teste em área com sinal melhor costuma resolver. Não há limite de tentativas, mas cada nova captura reinicia o cronômetro de segurança.
Por fim, cheque se a conta gov.br realmente aparece como prata ou ouro. Quem ainda está no nível bronze precisa validar dados adicionais — como reconhecimento facial na base da Justiça Eleitoral ou assinatura digital — antes de finalizar a prova de vida do INSS.
Calendário e consequências do bloqueio
Os depósitos para quem ganha acima do salário mínimo começam na última semana de fevereiro. Se o status “Aguardando Comprovação” permanecer ativo, o banco pode segurar a transferência até que o procedimento seja regularizado.
O segurado que perdeu o prazo de 60 dias ainda tem 30 dias extras para resolver. Nesse intervalo, porém, o benefício fica retido. Caso a pendência ultrapasse 90 dias, o processo avança para suspensão e exige agendamento presencial para ser revertido.
Relacionamento com outros benefícios e obrigações
Muitas dúvidas surgem quando o cidadão combina rendimentos, como aposentadoria e pensão. Importante: a prova de vida do INSS é individual. Quem recebe dois benefícios no mesmo CPF faz apenas uma confirmação. Já dependentes listados em pensão por morte precisam comprovar vida separadamente, se maiores de 18 anos.
O procedimento também se conecta a outras rotinas. A renovação da CNH, por exemplo, costuma constar nos sistemas e servir de prova de vida automática. Quem pretende atualizar o documento em 2026 encontra um guia completo sobre a CNH 2026 no Salão do Livro.
Outro tema recorrente é o 13º. Antecipar parcelas pode virar armadilha para aposentados que não cumpriram a etapa da comprovação. Detalhes sobre o assunto estão em matéria sobre antecipação do 13º do INSS.
Em cenários mais amplos, manter os dados em dia evita dor de cabeça com outras políticas públicas, como o pagamento antecipado do Bolsa Família ou pedidos de isenção de IPTU.
Para quem depende dos valores previdenciários no início do mês, o conselho é simples: abra o aplicativo, verifique o extrato e faça a prova de vida do INSS assim que o sistema solicitar. Dessa forma, o depósito cai na data prevista e o beneficiário evita idas desnecessárias à agência.


