Quem tem 60 anos ou mais já faz as contas de começo de ano imaginando o valor do IPTU. Em 2026, várias prefeituras brasileiras confirmaram regras que permitem zerar ou reduzir drasticamente o imposto para esse público.
Apesar de a medida ser ampla, a isenção não cai do céu: cada município estabelece exigências próprias, abre prazos específicos e cobra uma lista de documentos. A seguir, destrinchamos o que muda, onde o benefício já está garantido e como solicitar sem tropeçar na burocracia.
Regras gerais para conseguir a isenção de IPTU em 2026
A lei que concede a isenção de IPTU para idosos é municipal. Na prática, isso significa que o contribuinte precisa verificar o texto aprovado pela Câmara da própria cidade. Mesmo com diferenças locais, alguns pontos se repetem na maior parte do país.
Critérios de renda e propriedade
O primeiro requisito costuma ser a idade: ter pelo menos 60 anos completos até 31 de dezembro do ano anterior ao lançamento do tributo. Além disso, o morador deve ser o proprietário ou coproprietário do imóvel.
A residência precisa ser usada apenas como moradia, sem fins comerciais. Caso o idoso possua outro imóvel, mesmo que em cidade diferente, o benefício costuma ser negado. Muitos municípios ainda impõem teto de renda, normalmente entre dois e três salários mínimos mensais.
Em diversos locais, aposentados e pensionistas do INSS entram no mesmo rol de prioridade. A boa notícia é que a prova de renda pode ser feita com extrato bancário ou carta de concessão, documentos fáceis de obter.
Quem já acompanha o calendário de benefícios sociais — como o Bolsa Família 2026 — perceberá semelhanças: prazo, renda e documentação também são exigidos para programas federais.
Desconto parcial versus isenção total
Nem sempre o pedido resulta em IPTU zero. Quando a renda ou o valor venal do imóvel ultrapassa o limite, a prefeitura costuma aplicar abatimentos que variam de 30% a 50%. Para muita gente, esse desconto já alivia o orçamento durante o ano.
Alguns municípios adotam escala: quanto menor a renda do morador, maior o percentual de isenção. Outros optam por faixas de valor venal. Se a avaliação da casa ou apartamento ficou dentro da primeira faixa, o imposto desaparece; se ultrapassou, entra o desconto.
Por isso é importante conferir o carnê e a lei municipal. Caso o abatimento calculado pelo sistema da prefeitura não bata com o direito previsto, vale protocolar recurso para reavaliar o benefício.
Cidades onde o IPTU zero já está garantido
Grandes capitais confirmaram a continuidade do programa de isenção. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Salvador renovaram as regras para o próximo ano fiscal.
Além dessas capitais, centenas de cidades médias também aderiram. Em Salesópolis (SP), por exemplo, a Câmara aprovou um teto de três salários mínimos de renda familiar. Já em municípios gaúchos, o índice de reajuste do imposto foi congelado para aposentados, o que pode turbinar a economia na virada de 2025 para 2026.
Diferentes prazos de solicitação
Ainda que a legislação varie, o prazo para protocolar a isenção costuma abrir no primeiro trimestre. Em São Paulo, o sistema on-line libera pedidos até 31 de março. No Rio, o contribuinte tem até o fim de abril para anexar documentos.
Perdeu a data? A maioria das cidades aceita requerimento fora do período, mas cobra o imposto até que o processo seja deferido. Ou seja, o atraso pode exigir o pagamento de algumas parcelas, reembolsadas depois em forma de crédito.
Para evitar dor de cabeça, salve lembretes no celular ou anote no calendário ao lado de outros compromissos financeiros, como a checagem da consulta ao PIS/Pasep 2026. Essa estratégia de organização faz diferença para manter as contas em dia.
Passo a passo para reunir documentos e pedir o benefício
A lista de papéis não costuma ser extensa, mas cada item é indispensável para evitar indeferimento por falta de informação. Veja como começar o processo de forma simples.
Documentos obrigatórios mais comuns
Documento de identidade com CPF está no topo da lista. Em seguida, vem o comprovante de residência recente — conta de luz ou água costuma servir. Algumas prefeituras já aceitam a versão digital desses papéis.
O solicitante deve apresentar também escritura ou matrícula atualizada. Se o idoso recebeu o imóvel por herança e o inventário ainda não foi finalizado, é preciso anexar documento que comprove a posse legítima.
Por fim, entra o comprovante de renda: extrato do benefício, carteira profissional ou declaração de rendimentos. Quem recebe valores acima do teto pode tentar o desconto parcial. Anexar o número de inscrição imobiliária fecha o pacote.
Nos últimos anos, várias cidades modernizaram o serviço. O protocolo pode ser feito totalmente pela internet, reduzindo deslocamentos. O próprio idoso ou um procurador cadastrado faz o upload dos arquivos. Quando necessário, a assinatura eletrônica valida as declarações.
Para quem gosta de conferir detalhes legislativos, o Salão do Livro tem coberto temas sobre direito do consumidor, previdência e, claro, literatura. Acompanhar essas reportagens ajuda a entender melhor as mudanças que impactam o bolso.
Conseguiu o benefício em 2025? Não durma no ponto. Muita prefeitura exige renovação anual, e o sistema costuma disparar aviso poucos meses antes do vencimento. Fique atento à caixa de e-mail e às mensagens no aplicativo da administração municipal.
Quando bem utilizado, o abatimento do IPTU libera recursos para outras prioridades, como saúde, lazer ou até aquela assinatura de clube de livros que estava na lista de desejos.
Se restarem dúvidas específicas, vale buscar o setor de atendimento ao contribuinte da sua cidade. Lá é possível confirmar prazos, checar pendências e garantir que nenhum documento fique pelo caminho. Uma tarde de organização pode render uma economia que faz diferença no orçamento anual.


