O Instituto Nacional do Seguro Social realiza, neste sábado (21) e domingo (22), um grande mutirão que coloca 15 mil vagas à disposição de segurados em todo o país. A ação concentra perícias médicas e avaliações sociais e promete reduzir significativamente o tempo de espera para quem vê o benefício parado há meses.
Com atendimentos distribuídos de Norte a Sul, o mutirão do INSS se apresenta como atalho importante para destravar pagamentos fundamentais à subsistência de milhares de famílias. A seguir, veja como participar, quem pode agendar e por que a iniciativa ganhou força justamente agora.
Por que o mutirão do INSS foi convocado
O estoque de pedidos pendentes que dependem de perícia ou laudo social ultrapassa a casa do milhão. Sem profissionais suficientes para a análise presencial diária, os processos se acumulam e, em muitos casos, o segurado fica sem renda durante todo esse intervalo.
Para reduzir esse passivo, o INSS concentra força de trabalho e infraestrutura em dois dias consecutivos. Ao amplificar a capacidade de atendimento, a autarquia dá vazão a solicitações como auxílio por incapacidade temporária, aposentadoria por incapacidade permanente, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e revisões que exigem nova perícia.
Além disso, o órgão busca cumprir metas internas de produtividade. O mutirão do INSS surge como estratégia efetiva para atingir indicadores de gestão e, ao mesmo tempo, aliviar a pressão social sobre a fila de benefícios.
Impacto direto no bolso do segurado
A cada processo destravado, um pagamento atrasado finalmente chega ao destinatário. Em cenários de vulnerabilidade, semanas de espera podem significar a diferença entre manter ou não despesas básicas em dia. Por isso, a iniciativa é vista com entusiasmo por segurados e entidades de defesa do idoso e da pessoa com deficiência.
A liberação do benefício retroativo também injeta recursos extras na economia local. Municípios que concentram grande número de aposentados ou trabalhadores afastados tendem a notar circulação maior de renda após ações desse tipo.
O mutirão, portanto, não se limita ao atendimento: ele repercute na qualidade de vida dos beneficiários e movimenta o comércio regional.
Meta de fila zero ainda em 2026
Diante da fila robusta, a autarquia mira um objetivo ousado: zerar ou, ao menos, equilibrar o volume de pedidos represados até o fim de 2026. Para alcançar esse resultado, outros mutirões semelhantes podem ser convocados ao longo do ano, acompanhados de concursos públicos e contratação de profissionais temporários.
A estratégia reforça o compromisso do órgão com a transparência e a eficiência administrativa. Caso o plano funcione, o tempo médio de concessão tende a se estabilizar abaixo de 45 dias, patamar considerado aceitável por especialistas em direito previdenciário.
No Salão do Livro, a equipe acompanha de perto esse cronograma, já que muitos leitores e autores independentes dependem de benefícios para manter suas rotinas criativas.
Quem pode garantir atendimento no mutirão do INSS
O foco principal recai sobre segurados que já possuem pedido registrado e aguardam etapa presencial obrigatória. São eles:
- Trabalhadores afastados em razão de doença ou acidente que solicitaram auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença).
- Segurados que pediram aposentadoria por incapacidade permanente e ainda não passaram por perícia conclusiva.
- Pessoas com deficiência ou idosos de baixa renda na fila do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
- Cidadãos que precisam de revisão de benefício condicionada a novo exame médico.
- Solicitantes de avaliação social para confirmar critérios de renda ou grau de deficiência.
Quem se enquadra nessas situações deve fazer o agendamento prévio. Sem esse passo, o usuário não será atendido, já que o sistema não opera por ordem de chegada.
Documentos indispensáveis no dia
Para evitar contratempos, o segurado precisa apresentar documento de identidade com foto, CPF, laudos médicos recentes, exames complementares, receitas e relatórios de fisioterapia ou terapia ocupacional, quando houver.
No caso do BPC, a avaliação social exige comprovantes de renda familiar, contas de consumo e documentos de todos os moradores da casa. Sem essas provas, o assistente social poderá agendar nova visita domiciliar, o que prolonga o processo.
Manter o aplicativo Meu INSS atualizado no celular também facilita checar local, horário e sala de atendimento, prevenindo atrasos.
Distribuição das 15 mil vagas pelo país
Capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre concentram a maioria das oportunidades, em razão do volume populacional. Contudo, agências de médio porte em cidades do interior receberam lotes adicionais para atender à demanda regional.
De acordo com o INSS, todas as regiões contam com pelo menos uma agência participante. A lista completa está disponível no portal gov.br, onde o segurado pode filtrar por estado e município.
Pelo telefone 135, o atendente informa se ainda há horários vagos e, se necessário, direciona o usuário para cidades próximas, solução útil quando a agência de referência já estiver lotada.
Como agendar uma vaga e participar do mutirão do INSS
O agendamento é gratuito e pode ser feito de duas maneiras. A primeira é pelo aplicativo Meu INSS, disponível para Android e iOS. Após login com CPF e senha Gov.br, basta escolher a opção “Agendamentos/Requerimentos” e selecionar o serviço de mutirão correspondente.
A segunda via é o tradicional 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). O atendente confirma dados pessoais, indica horários disponíveis e conclui a marcação.
Passo a passo no aplicativo Meu INSS
1. Abra o aplicativo e toque em “Entrar com gov.br”.
2. Insira CPF e senha.
3. No menu principal, clique em “Agendamentos/Requerimentos”.
4. Busque “Perícia Médica – Mutirão” ou “Avaliação Social – Mutirão”.
5. Escolha dia, hora e confirme.
Depois da confirmação, o sistema gera comprovante que pode ser salvo em PDF ou enviado por e-mail. É importante chegar com 15 min de antecedência para a triagem inicial.
O mesmo passo a passo vale para quem precisa reagendar, caso ocorra imprevisto.
Central 135 continua essencial
A ligação para o 135 ainda é opção preferida de segurados que não usam smartphone. O serviço orienta idosos, pessoas com deficiência visual e cidadãos sem acesso constante à internet.
Durante a chamada, tenha em mãos CPF, número do benefício (se já existir) e CEP, pois o atendente confirma essas informações para concluir o procedimento.
Quem ligar de telefone fixo paga tarifa local; de celular, a chamada tem custo de ligação para número fixo.
Vale lembrar que o INSS também abriu agenda para ressarcimento de descontos associativos. Embora seja outro serviço, muitos segurados aproveitam a mesma ligação para esclarecer dúvidas sobre a devolução de valores.
Por fim, o mutirão do INSS dos dias 21 e 22 de fevereiro representa chance valiosa de acelerar processos que dependiam exclusivamente de perícia ou laudo social. Quem garantir vaga pode, finalmente, dar andamento ao pedido e receber o benefício sem novas demoras.


