O calendário corre e a antiga carteira de identidade já tem data para sair de cena: janeiro de 2026. A partir desse marco, a Carteira de Identidade Nacional (CIN) se torna o documento padrão em todo o país, reunindo todas as informações sob o CPF.
Além de oferecer camada extra de segurança, a primeira via da CIN é gratuita e vem acompanhada de versão digital integrada ao app Gov.br. A seguir, o Salão do Livro reúne tudo que você precisa saber para emitir o novo RG sem esquentar a cabeça.
Benefícios imediatos do Novo RG 2026
A mudança mais perceptível é a eliminação do número de RG por estado. O CPF passa a desempenhar o papel de identificador único, medida que combate fraudes e facilita o cruzamento de dados em serviços como INSS e SUS.
Outra novidade vem na forma de tecnologia embarcada: um QR Code garante verificação instantânea de autenticidade e o código MRZ, usado em passaportes, acelera o controle de fronteiras no Mercosul. Em poucos segundos, autoridades confirmam a validade do documento, reduzindo o risco de falsificações.
CPF passa a ser o único número
Unificar o cadastro sob o CPF economiza tempo de quem precisa provar identidade em diferentes órgãos. A troca de informações entre sistemas agora é automática, evitando preenchimento de formulários repetidos e diminuindo filas.
Da aposentadoria ao atendimento médico, a conferência de dados fica mais simples. Para quem acompanha questões previdenciárias, o acesso a benefícios pode ser agilizado, tal qual detalhado no guia sobre INSS sem atrasos.
Além disso, o uso de um único número facilita o bloqueio rápido em caso de roubo, pois basta informar o CPF para cancelar a CIN em todo o território nacional.
Documentos e etapas para solicitar a Carteira de Identidade Nacional
Quem ainda segura o RG antigo precisa reunir três itens básicos para a troca presencial: certidão de nascimento ou casamento, CPF ativo e comprovante de residência emitido nos últimos 90 dias. É possível incluir informações opcionais, como tipo sanguíneo, NIS ou título de eleitor, desde que sejam apresentados os comprovantes originais.
Em 2026, todos os institutos de identificação estaduais oferecem agendamento online. Plataformas como Poupatempo (SP), SAC (BA) e Detran (RJ) seguem conectadas ao Gov.br, permitindo escolher dia e horário em poucos cliques.
Agendamento online simplifica o processo
No site ou aplicativo oficial, o solicitante seleciona a unidade mais próxima e recebe a confirmação por e-mail ou SMS. No dia marcado, basta levar os documentos e passar pela coleta biométrica — digitais e fotografia — etapa que dura cerca de 10 minutos.
Concluída a coleta, a CIN costuma ficar pronta em até 15 dias úteis, dependendo do fluxo do estado. Enquanto isso, o protocolo entregue já permite ativar a versão digital no app Gov.br. O processo exige reconhecimento facial, garantindo que só o titular tenha acesso.
Com o documento digital liberado, fica mais simples apresentar a identidade em viagens dentro do Mercosul ou para abrir conta bancária, evitando carregar o plástico na carteira. Se o cartão de crédito estiver bloqueado, por exemplo, a CIN digital acelera a conferência de dados durante a renegociação da dívida, assunto tratado no nosso passo a passo sobre cartão de crédito bloqueado em 2026.
Prazos de validade e dicas para não perder a data
A validade do novo RG varia conforme a faixa etária. Crianças de até 12 anos terão de renovar a cada cinco anos; adultos até 60 anos, a cada dez. A partir dos 60, a CIN torna-se permanente. Quem viajará pelo Mercosul deve conferir se o documento se mantém dentro do prazo exigido pelas autoridades estrangeiras.
Apesar de o RG antigo continuar aceito em situações pontuais até 2032, programas sociais já pedem a CIN para novos cadastros. Para evitar imprevistos, vale marcar o agendamento logo, especialmente em meses de maior demanda, como o período de Carnaval, quando benefícios como o Bolsa Família podem ser antecipados.
Como acompanhar a entrega e ativar alertas
A maioria dos institutos estaduais envia mensagem de texto ou e-mail assim que a carteira física fica pronta. Quem preferir pode acompanhar o status pelo protocolo no próprio site de agendamento. Ativar notificações evita idas desnecessárias ao posto de atendimento.
Depois de retirar o documento, recomenda-se guardar o RG antigo em local seguro. Ele pode ser útil em casos de divergência cadastral, principalmente se alguns órgãos ainda não tiverem migrado totalmente para a base da CIN.
Por fim, mantenha o CPF regularizado junto à Receita Federal. Um CPF pendente de regularização pode barrar a emissão da CIN e também prejudicar o acesso a créditos do programa Nota Fiscal, conforme explicamos no guia sobre créditos do CPF na nota.


