O início de fevereiro traz uma boa notícia para quem tem renda atrelada ao piso nacional. Nesta quinta-feira, 06 de fevereiro, cai na conta o primeiro depósito de 2026 já com o salário mínimo reajustado, ultrapassando a marca de R$ 1.600.
O dinheiro refere-se à folha de janeiro e segue a tradicional regra do quinto dia útil. Tanto trabalhadores contratados pelo regime da CLT quanto aposentados, pensionistas e segurados que recebem benefícios no piso do INSS entram nesse lote.
Por que o valor passa de R$ 1.600 em 2026
O fator determinante é a atualização do salário mínimo, que subiu para R$ 1.621 neste ano. Como consequência, todo pagamento vinculado ao piso acompanha esse índice: salários formais, aposentadorias, pensões e auxílios previdenciários.
O ajuste é automático. Assim que o novo mínimo entra em vigor, empregadores e o Instituto Nacional do Seguro Social já aplicam o valor reajustado na folha seguinte. Por isso, o crédito de janeiro, liberado em 06/02, vem com a quantia cheia.
Impacto para trabalhadores com carteira assinada
Para quem recebe o piso, o depósito de R$ 1.621 chega sem necessidade de solicitação extra. Basta ter vínculo ativo pelos moldes da CLT e trabalhar o período completo. Admissões recentes também são contempladas, desde que tenham cumprido integralmente a jornada referente ao mês fechado.
Outra particularidade envolve o calendário. A legislação trabalhista define que o pagamento deve ocorrer até o quinto dia útil. Em fevereiro de 2026, esse quinto dia útil cai justamente na quinta-feira, 06, e não depende do mês de nascimento do empregado.
Esse modelo difere do que acontece em iniciativas pontuais, como o PIS/Pasep, cujo cronograma é dividido por mês de aniversário. Aqui, todos os colaboradores que recebem o piso nacional são contemplados de uma só vez.
Benefícios do INSS também sobem
No âmbito previdenciário, o reajuste segue a mesma lógica. Aposentadorias, pensões por morte e auxílios no piso não podem, por lei, ficar abaixo do salário mínimo. Portanto, passam a ser pagos em R$ 1.621.
O cronograma do INSS, porém, é escalonado conforme o número final do benefício. Nem todos recebem exatamente em 06/02, mas todos os segurados do piso verão o novo valor ainda em fevereiro. É importante acompanhar o número do cartão para saber a data exata.
Quem aguarda análises de concessão deve ficar atento aos prazos, já que um processo parado pode atrasar o repasse e até gerar correção monetária, como detalhamos no guia sobre benefícios em análise.
Critérios para receber no dia 06/02
A regra que garante o crédito acima de R$ 1.600 em 06 de fevereiro é simples: ter o rendimento atrelado ao salário mínimo e estar enquadrado na data do quinto dia útil. Veja os grupos:
- Trabalhadores CLT cujo salário mensal corresponde exatamente ao piso nacional.
- Segurados do INSS com aposentadoria, pensão ou auxílio no valor mínimo.
- Empregados admitidos recentemente, desde que tenham completado o mês de trabalho.
Não há exigência de tempo de contribuição nem de cargo específico. O ponto decisivo é a vinculação direta ao piso.
Vale lembrar que a quantia exibida em holerites ou comprovantes bancários já chega líquida de eventuais descontos de INSS e FGTS, quando aplicável. Mesmo assim, o valor bruto respeita os R$ 1.621.
Outras datas importantes no calendário financeiro
Fevereiro não se resume ao crédito de salários. Contribuintes que se enquadram em programas sociais ou benefícios fiscais devem organizar a agenda para não perder prazos. Entre as principais obrigações, estão:
— A quitação de tributos municipais e estaduais, especialmente para quem busca a isenção de IPTU e IPVA em 2026;
— A publicação dos editais de concursos públicos, como o da Ebserh, que encerra inscrições para médicos ainda nesta semana;
— O início do calendário do 13º do INSS, cujas datas prováveis já foram levantadas pelo Salão do Livro.
Organização financeira para o início do ano
Com o aumento do piso, muitos brasileiros precisam ajustar o orçamento doméstico. Embora o acréscimo seja bem-vindo, gastos de início de ano, como matrícula escolar e impostos, costumam apertar o bolso.
Especialistas recomendam destinar parte desse reajuste a uma reserva de emergência e, se possível, quitar dívidas com juros altos. O excedente pode ser aplicado em educação, um investimento que só traz retorno positivo a longo prazo — tema caro ao público do Salão do Livro.
Para motoristas, entrar em dia com a vistoria obrigatória de veículos com mais de cinco anos também evita multas e dores de cabeça futuras.
O que muda se o salário mínimo subir de novo
O valor de R$ 1.621 é válido para todo o ano-base 2026, salvo decisão legislativa que antecipe novo reajuste. Caso ocorra, a correção é repassada da mesma forma: salários, benefícios e auxílios são devidamente atualizados no depósito seguinte ao anúncio oficial.
A regra vale, inclusive, para abonos como PIS/Pasep. Portanto, se o piso sofrer nova alteração, o valor máximo de saque nos programas também sobe.
Quem acompanha o tema sabe que mudanças no salário mínimo impactam diretamente a economia doméstica de milhões de famílias. Por isso, manter a rotina de consulta a calendários oficiais é essencial para planejar gastos e evitar surpresas.
O primeiro pagamento do ano já sinaliza esse efeito prático: na quinta-feira, todos os rendimentos conectados ao piso superam R$ 1.600. Para quem depende dessa renda, a data marca o início de um orçamento um pouco mais robusto em 2026.


