O abono salarial do PIS/PASEP voltou ao centro dos debates trabalhistas com a confirmação das normas que valerão em 2026. O benefício, que pode chegar a R$ 1.621, ganhou novos critérios de renda, calendário unificado e prazo definido para saque.
Entenda, em detalhes, quem terá direito, como o valor é calculado e de que forma conferir a liberação do pagamento. As mudanças interessam a milhões de brasileiros que contam com a renda extra para equilibrar o orçamento anual.
Quem pode receber o PIS/PASEP 2026
Critérios de elegibilidade
Para ter direito ao abono salarial em 2026, o trabalhador precisa estar inscrito no PIS ou no PASEP há pelo menos cinco anos. Além disso, é obrigatório ter exercido atividade formal durante, no mínimo, 30 dias em 2024, ano-base que serve de referência para o benefício.
Outro requisito decisivo é a renda: a média mensal recebida em 2024 deve ficar abaixo de R$ 2.765,93. Esse teto passou a ser corrigido apenas pela inflação medida pelo INPC, sem acompanhar o ganho real do salário mínimo. Na prática, o ajuste limita gradualmente a abrangência do programa.
Por fim, os dados do contrato de trabalho precisam constar corretamente no eSocial ou na RAIS. Caso o empregador cometa erros no envio das informações, o colaborador pode ficar de fora do pagamento até que a situação seja regularizada.
Impacto da nova regra de renda
A alteração que desvinculou o limite de remuneração do piso nacional tende a restringir o acesso ao abono ao longo dos anos. Isso porque o salário mínimo costuma receber ganhos reais, enquanto o INPC repõe apenas a inflação. Se o trabalhador receber aumentos equivalentes ao mínimo, poderá ultrapassar o teto mesmo sem melhora de poder aquisitivo.
Especialistas em finanças trabalhistas apontam que o número de beneficiários pode cair gradualmente. Em contrapartida, quem continuar elegível terá mais clareza sobre o valor a receber, uma vez que o cálculo seguirá o percentual do salário mínimo do ano de pagamento.
No Salão do Livro, onde discutimos educação financeira de forma acessível, a orientação é acompanhar de perto a média salarial anual e verificar se ela se mantém dentro da faixa exigida pelo governo para não ser surpreendido.
Como será calculado o valor do abono
O teto do PIS/PASEP em 2026 será de R$ 1.621, equivalente ao salário mínimo projetado para o exercício. Esse montante só é pago a quem trabalhou os 12 meses de 2024. Para quem atuou menos tempo, o valor é proporcional.
Cada mês trabalhado corresponde a aproximadamente R$ 136. Assim, um empregado que manteve vínculo formal por seis meses terá direito a cerca de R$ 810, enquanto quem esteve empregado por nove meses receberá perto de R$ 1.215.
A quantia é creditada automaticamente em conta da Caixa para trabalhadores de empresas privadas ou no Banco do Brasil para servidores. Quem não possui conta corrente nesses bancos poderá sacar com Cartão Cidadão ou via aplicativo Caixa Tem.
Prazos e formas de consulta
O calendário de pagamento foi unificado e seguirá o mês de nascimento do beneficiário. Os depósitos começam em fevereiro e se estendem até julho de 2026, permanecendo disponíveis para saque até o último dia útil de dezembro do mesmo ano.
A verificação do direito ao benefício passa a estar liberada em 5 de fevereiro de 2026. Isso pode ser feito na Carteira de Trabalho Digital, no portal Gov.br, nos aplicativos Caixa Trabalhador ou Caixa Tem, além dos canais do Banco do Brasil. Se surgir dúvida, o telefone 158 (Alô Trabalho) continua como opção gratuita de atendimento.
Cuidados para não perder o prazo
Quem não retirar os valores até o fim de dezembro de 2026 terá o dinheiro devolvido ao FAT, o fundo que financia o programa. Ainda assim, há possibilidade de resgatar o recurso dentro de cinco anos, mas o trâmite é mais burocrático e exige requisição formal em agência bancária.
Para evitar contratempos, a recomendação é habilitar notificações nos aplicativos oficiais. Desse modo, o trabalhador recebe alertas sobre a disponibilidade do crédito e consegue planejar o saque sem pressa.
A organização financeira ganha importância extra quando se considera que vários benefícios podem coincidir no orçamento familiar. Quem é idoso, por exemplo, pode conferir a isenção de IPTU em 2026, enquanto famílias de baixa renda devem acompanhar as regras do Bolsa Família no próximo ano.
Além disso, quem movimenta valores elevados via transferência instantânea precisa ficar atento às discussões sobre monitoramento de PIX acima de R$ 5.000, pois qualquer ajuste fiscal pode influenciar o planejamento de quem recebe ou saqueia o abono salarial.
Com as informações em mãos, o trabalhador garante maior controle sobre seus direitos e evita perder a chance de complementar a renda anual com o PIS/PASEP 2026.


