Saber exatamente quanto tempo ainda resta para se aposentar pelo INSS deixou de ser mera curiosidade e se tornou passo decisivo no planejamento financeiro. As regras de transição avançam ano a ano, e, em 2026, exigem atenção redobrada de quem pretende pedir o benefício.
Com a ajuda do portal Meu INSS, o trabalhador consegue simular em poucos minutos se já alcançou o tempo de contribuição necessário ou o que ainda falta. A seguir, veja o que mudou, como fazer a consulta e por que manter o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) sempre em ordem.
Como consultar o tempo de contribuição no Meu INSS
O caminho mais rápido e seguro para conferir seu histórico é o sistema Meu INSS, disponível na web e em aplicativos para smartphones. O acesso exige apenas conta Gov.br ativa. Depois do login, basta procurar a função “Simular Aposentadoria”.
O simulador puxa todas as informações registradas no CNIS. Caso falte algum vínculo empregatício ou período de recolhimento como contribuinte individual, é possível editar dados manualmente, garantindo uma projeção realista.
Passo a passo detalhado
1. Acesse meu.inss.gov.br ou abra o app no celular. Digite CPF e senha da conta Gov.br.
2. Na tela inicial, selecione “Simular Aposentadoria”.
3. Confira a lista de vínculos. Use o ícone de lápis para corrigir períodos ausentes ou divergentes.
4. O sistema exibirá todas as modalidades de aposentadoria disponíveis, indicando qual delas está mais próxima ou já atingida.
5. Salve a simulação em PDF; isso facilita consultas futuras e discussão com especialista, caso necessário.
Se encontrar informações incompletas, o segurado deve juntar holerites, carteira de trabalho ou guias de recolhimento para solicitar inclusão de tempo ao INSS. Manter tudo digitalizado agiliza o processo.
Regras de aposentadoria válidas em 2026
Para quem já contribuía antes da Reforma de 2019, a legislação prevê faixas de transição que se ajustam a cada janeiro. Em 2026, três caminhos concentram a maior parte dos pedidos: idade mínima progressiva, sistema de pontos e regra geral.
Entender cada critério ajuda a evitar pedidos precipitados que podem reduzir o valor do benefício. Veja os requisitos.
Idade mínima progressiva
• Mulheres: 59 anos e 6 meses de idade, mais 30 anos de contribuição.
• Homens: 64 anos e 6 meses de idade, mais 35 anos de contribuição.
A idade sobe seis meses a cada ano-calendário. Quem completar o tempo de contribuição, mas não atingir a idade mínima, precisa aguardar o próximo aniversário para fazer o pedido.
Nesse modelo, o cálculo do benefício usa o percentual de 60 % da média de todos os salários a partir de julho de 1994, com acréscimo de 2 % por ano acima de 20 anos de contribuição (homens) ou 15 anos (mulheres).
Regra por pontos
• Mulheres: atingir 93 pontos, somando idade e anos de contribuição, com mínimo de 30 anos de recolhimento.
• Homens: atingir 103 pontos, também somando idade e tempo, exigindo ao menos 35 anos de recolhimento.
Nessa modalidade, não existe idade mínima fixada. A cada ano, a pontuação sobe um ponto. O cálculo do valor segue a mesma fórmula usada na idade mínima progressiva.
Segurados que trabalham expostos a agentes nocivos ou em condições especiais podem converter tempo especial em comum, aumentando a pontuação. Vale consultar um especialista em planejamento previdenciário para não desperdiçar períodos valiosos.
Regra geral para quem começou a contribuir após a Reforma
Para novos segurados, a norma é mais direta: mulheres podem se aposentar aos 62 anos com ao menos 15 anos de contribuição; homens precisam de 65 anos e 20 anos de recolhimento. Aqui não há transição anual.
Essa fórmula costuma conceder benefícios menores, pois utiliza toda a média salarial, sem descartar os 20% menores salários, como ocorria antes. Por isso, planejar contribuições complementares pode aumentar o valor final.
Dicas práticas para não perder tempo nem dinheiro
1. Verifique o CNIS todo início de ano. Falhas em registros de empresa são comuns e corrigir ainda no vínculo facilita a comprovação.
2. Para quem tem períodos especiais, rural ou serviço público, vale buscar consultoria especializada. O custo do atendimento costuma se pagar no aumento do benefício.
3. Mantenha telefone e endereço atualizados no Meu INSS; isso evita perder prazos de perícias e convocações.
O Salão do Livro já observou casos em que segurados ganharam até R$ 1.000 de diferença mensal apenas ao revisar dados antes de pedir aposentadoria. Atenção aos detalhes faz toda a diferença.
Além disso, a combinação entre aposentadoria e outros direitos pode aumentar a renda. Quem está de olho na renda extra do 13º pode conferir como a primeira parcela do abono pode render até R$ 4,2 mil em abril de 2026, conforme destacado no artigo sobre a primeira parcela do 13º do INSS.
Para os que ainda estudam e buscam uma segunda carreira, programas como o Pé-de-Meia Licenciaturas, que abriu 12 mil bolsas de R$ 1.050 para 2026, ajudam a turbinar a formação acadêmica e podem ser conhecidos neste guia de bolsas. Mesmo após a aposentadoria, manter-se ativo profissionalmente ou em cursos pode impactar positivamente a renda familiar.
Planejar o futuro previdenciário, portanto, começa com a simples verificação do tempo de contribuição no Meu INSS. Ao entender as regras vigentes para 2026, o segurado se posiciona melhor diante de qualquer mudança e garante um benefício mais justo quando chegar a hora de pendurar as chuteiras.


