O trabalhador que teve a casa atingida por enchentes ou vendavais agora encontra no aplicativo FGTS uma saída rápida para repor parte das perdas. A Caixa Econômica Federal liberou o Saque Calamidade FGTS, que permite resgatar até R$ 6.220 por morador de município com decreto de calamidade pública.
O recurso fica disponível por noventa dias após o reconhecimento oficial do desastre. A quantia pode ser transferida diretamente para qualquer conta do solicitante, inclusive a poupança digital Caixa Tem, sem necessidade de ir à agência.
Quem tem direito ao Saque Calamidade FGTS
O benefício é exclusivo para quem reside em área afetada por eventos climáticos extremos e teve o endereço reconhecido pela Defesa Civil e pela prefeitura local. Ter saldo no FGTS não basta; é preciso que o imóvel realmente esteja na zona atingida.
Valem ocorrências como inundações, deslizamentos, vendavais, rompimento de barragem, ciclone ou furacão. A data limite para o pedido é de até 90 dias contados da publicação da portaria federal que chancela a situação de calamidade.
Passo a passo para solicitar o saque de R$ 6.220 pelo aplicativo
Todo o processo se resolve no celular em poucos minutos. Após abrir o aplicativo FGTS, o usuário seleciona Meus Saques, escolhe Outras Situações de Saque e, em seguida, Calamidade Pública. Na lista de municípios, basta apontar sua cidade, indicar a conta de recebimento e anexar os documentos exigidos.
A aprovação costuma ocorrer em questão de dias, e o valor é creditado na conta escolhida. Caso opte pela poupança digital, o dinheiro pode ser movimentado pelo Caixa Tem com cartão virtual, transferência ou saque sem cartão.
Documentos exigidos
A Caixa solicita foto de documento de identidade com foto (RG, CNH ou Passaporte), comprovante de residência emitido até 120 dias antes do desastre e selfie do solicitante segurando o documento. Quando o comprovante não está no nome do requerente, vale certidão de casamento ou declaração da prefeitura.
Quem perdeu todos os papéis durante a enchente pode apresentar declaração de residência fornecida pelo órgão municipal competente, solução que evita deslocamentos desnecessários em um momento já delicado.
Lembre que cada saque obedece ao intervalo de 12 meses. A exceção vale, por ora, para moradores do Rio Grande do Sul em municípios duramente afetados pelas grandes cheias, que foram dispensados desse prazo mínimo.
Integração com outros benefícios
Em períodos de crise, muitos brasileiros recorrem simultaneamente a diferentes programas de apoio. A busca pela antecipação do 13º do INSS ou pelo abono salarial costuma crescer, mostrando que o Saque Calamidade FGTS integra um conjunto de medidas emergenciais.
Quem enfrenta problemas financeiros também deve ficar atento a práticas como bloqueio de contas por dívida ativa ou golpes digitais. Informar-se evita surpresas e mantém o orçamento minimamente equilibrado.
Prazos por município e regras para novos resgates
Fevereiro de 2026 concentra várias datas-limite. Moradores de Jaguarari, na Bahia, têm até 10/02 para enviar a solicitação. No Paraná, Alto Piquiri e Quarto Centenário dividem o mesmo prazo. Sacramento (MG), Nova Veneza (SC) e Sarandi (RS) encerram o período em 17/02. Já Feijó e Tarauacá, no Acre, podem pedir até 14/04/2026.
A lista completa está no aplicativo FGTS e é atualizada sempre que novos decretos são reconhecidos. Se a cidade ainda não aparece, a orientação é consultar a prefeitura sobre o envio da documentação à Caixa. Em alguns casos, o processo municipal pode estar pendente.
Cidades com liberação em fevereiro de 2026
Além dos municípios citados, há localidades em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo com prazos correndo. O trabalhador deve abrir o aplicativo, selecionar o estado e verificar se sua cidade já consta como habilitada para o Saque Calamidade FGTS.
Importa lembrar que o valor máximo de R$ 6.220 vale por conta vinculada. Caso o morador tenha mais de um emprego registrado, o montante é limitado por pessoa, não por contrato, evitando que uma mesma pessoa receba valores em duplicidade.
Quem optou pelo saque no ano anterior precisa respeitar o intervalo de doze meses antes de pedir nova liberação, exceto quando uma norma federal flexibiliza esse requisito, como aconteceu recentemente no Rio Grande do Sul.
No Salão do Livro, a cobertura desse tipo de medida social procura tornar o leitor mais consciente sobre direitos trabalhistas, assim como sobre ajustes no cadastro do Meu INSS ou atualizações no calendário do PIS. Afinal, informação acessível se torna ferramenta indispensável para atravessar períodos de instabilidade.
Para quem considera alternativas de renda, iniciativas como empreender fora do regime CLT podem complementar o orçamento, embora exijam planejamento. Já a Carteira de Identidade Nacional vem sendo solicitada em alguns processos, reforçando a importância de manter documentos atualizados.


