Ajustar o calendário de saída do mercado de trabalho virou tarefa obrigatória para quem planeja pedir o benefício previdenciário nos próximos anos. A simulação da aposentadoria 2026 ajuda exatamente nisso: aponta o tempo que falta e estima quanto o segurado deve receber, já considerando as transições da Reforma da Previdência.
Com poucos cliques no portal ou aplicativo Meu INSS, o trabalhador confere se atingiu a pontuação necessária, descobre a idade mínima exigida e ainda identifica falhas no histórico de contribuições. Esse mapeamento antecipa decisões, reduz surpresas e garante mais controle financeiro, como destaca o próprio Salão do Livro em reportagens sobre economia doméstica.
Por que refazer a simulação da aposentadoria em 2026?
Desde que a Reforma da Previdência entrou em vigor, as regras de transição sofrem ajustes anuais. Em 2026, tanto a fórmula por pontos quanto a idade mínima progressiva ficaram mais rígidas, elevando a exigência para homens e mulheres. Quem realizou cálculos antigos pode se surpreender com a nova data de elegibilidade.
A atualização é fundamental, pois o simulador utiliza dados do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Se houver contribuições sem registro ou períodos de trabalho omitidos, o prazo pode parecer maior do que realmente é. Refazer o cálculo permite corrigir inconsistências e, se necessário, complementar recolhimentos em atraso.
Mudanças na regra por pontos em 2026
Na regra por pontos, soma-se idade e tempo de contribuição. Em 2026, o total exigido chegou a 103 pontos para mulheres e 98 para homens. Isso significa, por exemplo, que uma segurada com 60 anos e 43 anos de recolhimento alcança a marca, enquanto um trabalhador do sexo masculino precisa, digamos, combinar 63 anos de idade e 35 de contribuição para atingir o requisito.
Essas mudanças anuais tornam o planejamento dinâmico. Um cálculo feito em 2024, por exemplo, pode mostrar elegibilidade, mas a mesma pessoa, se não formalizar o pedido, corre o risco de ter de aguardar mais um ou dois anos por causa do reajuste de pontos.
Vale lembrar que outras regras – como a idade mínima progressiva – também sofreram acréscimos. Mulheres precisam de 58 anos e seis meses, enquanto homens necessitam de 63 anos e seis meses em 2026. A cada virada de ano, acrescenta-se mais seis meses à exigência, reforçando a importância de monitorar o simulador regularmente.
Passo a passo para utilizar o simulador do Meu INSS
O acesso é gratuito e leva menos de dois minutos. Após entrar em meu.inss.gov.br ou abrir o aplicativo, utilize a conta Gov.br para autenticação. Em seguida, digite “Simular aposentadoria” na barra de busca e aguarde o carregamento dos dados. O sistema mostrará automaticamente o tempo contribuído, o que falta cumprir e qual regra está mais próxima de ser alcançada.
Caso o resultado indique pendências, o painel detalha quantos meses de contribuição ou pontos ainda são necessários. Também há indicação de possíveis erros de registro. Nessa hora, vale conferir se todos os vínculos empregatícios constam corretamente. Se notar falhas, protocole uma retificação o quanto antes para evitar prejuízos no valor do benefício.
Dicas para evitar erros no CNIS
Primeiro, compare o extrato previdenciário com documentos como carteira de trabalho e contracheques. Divergências comuns incluem salário de contribuição inferior ao real ou períodos sem qualquer registro. Qualquer lacuna pode reduzir a média salarial e ampliar o prazo de espera.
Caso identifique ausência de informações, reúna provas – holerites, contrato de trabalho, recibos – e abra um requerimento de acerto pelo próprio Meu INSS. O processo exige paciência, mas impede que o benefício futuro saia com valor menor.
Outra medida preventiva é manter o recolhimento em dia quando se trabalha como autônomo. Atrasos geram multas e complicam o cálculo. Para quem tem dúvidas sobre alíquotas ou códigos de pagamento, é possível consultar contadores ou checar guias confiáveis, evitando cair em boatos sobre benefícios que prometem atalhos inexistentes.
Planejamento antecipado e revisão de contribuições
Simular a aposentadoria não serve apenas para checar datas. O recurso permite projetar quanto se receberá, dado que o cálculo considera a média de salários a partir de julho de 1994, descartando 20% das menores remunerações. Quem teve muitos vínculos com valores baixos e, agora, ganha melhor, pode estender um pouco o período de contribuição para elevar a média.
Além disso, o sistema ajuda a enxergar oportunidades de recolher como segurado facultativo ou complementar alíquotas que ficaram aquém do teto, estratégia válida para profissionais liberais. Antes de decidir, contudo, compare a despesa adicional com o ganho previsto. Há situações em que pagar a diferença não compensa, sobretudo se a idade mínima estiver próxima.
Vale ficar atento ao calendário de pagamentos do instituto. Quem já é aposentado ou recebe pensão sabe que a programação oficial sinaliza datas de saque. Para quem planeja solicitar o benefício, acompanhar o calendário do INSS de fevereiro de 2026 oferece uma visão clara dos ciclos de crédito.
A simulação também revela se o segurado pode optar por outra regra de transição, como a que exige 15 anos de contribuição para mulheres e 15 anos para homens que já estavam no mercado antes da reforma. Quem deseja entender melhor essa alternativa encontra detalhes no guia sobre aposentadoria com 15 anos de contribuição em 2026.
Por fim, revisar o extrato periodicamente evita contratempos na fase de concessão. O trabalhador que resolve inconsistências ainda na ativa poupa tempo quando chegar a hora de pedir o benefício. Com as regras mais duras ano após ano, esse cuidado faz diferença entre sair do serviço na data planejada ou prolongar a jornada por mais alguns meses.
Ao manter o simulador como aliado, o segurado transforma dados em estratégia, ajusta expectativas e preserva a renda futura sob as exigências atualizadas da legislação. A simulação da aposentadoria 2026, portanto, não é apenas ferramenta digital; é um componente essencial do planejamento financeiro de longo prazo.


