Os primeiros depósitos da pensão por morte de 2026, já corrigidos pelo novo salário mínimo, começaram a cair na conta nesta segunda-feira, 26 de janeiro. O reajuste atinge viúvos e viúvas em todo o país, que passam a receber, no mínimo, R$ 1.621,00. A mudança segue o cronograma anual do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e acompanha a atualização do piso nacional e do teto previdenciário.
No universo de leitores do Salão do Livro, muitos aposentados, pensionistas e até familiares que administram a renda dos pais buscam informação detalhada sobre benefícios. Por isso, reunimos a seguir tudo o que importa sobre o reajuste da pensão por morte, as datas de pagamento e as formas de conferência do extrato para evitar surpresas.
Reajuste da pensão por morte: o que muda em 2026
Impacto para quem recebe o piso
A alteração mais visível está no valor mínimo. Quem recebia R$ 1.518,00 passa a receber R$ 1.621,00, alta de R$ 103,00. Essa diferença garante que o poder de compra acompanhe a inflação acumulada e respeite o novo piso nacional. O reajuste da pensão por morte é automático; o beneficiário não precisa fazer qualquer solicitação ao INSS.
Vale lembrar que, quando o falecido aposentado era segurado pelo piso, o viúvo recebe o benefício integral, ou seja, 100% do mínimo após a correção. Se havia cotas proporcionais, como 60% ou 50%, o cálculo parte desse novo valor base. Dessa forma, mesmo quem ganha apenas uma fração percebe o incremento no contracheque.
Para muitos lares, esse acréscimo faz diferença no orçamento. Famílias que já contam com programas sociais, como o Gás do Povo, podem equilibrar melhor as contas, evitando o aperto no fim do mês.
Correção para valores acima do mínimo
Quando a pensão é superior ao piso nacional, o reajuste segue a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Para 2026, o percentual aplicado foi de 3,90%. Na prática, se o benefício era de R$ 4.000,00, por exemplo, ele passa a R$ 4.156,00.
A correção também vale para complementos de pensão, como adicionais por dependentes ou quando o segurado acumulava duas rendas. O teto previdenciário, por sua vez, saltou de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55, limite que segura o crescimento de valores superiores.
Quem analisa aposentadoria futura pode aproveitar o momento para revisar contribuições. O artigo “Aposentadoria no INSS: modalidades e como contribuir” detalha todas as opções de recolhimento para garantir um benefício mais robusto amanhã.
Calendário de depósitos já começou
Pagamentos para quem ganha até um salário mínimo
O INSS lançou um calendário escalonado, determinado pelo último algarismo do número de benefício (NB). Para quem recebe até R$ 1.621,00, a ordem inicia hoje, dia 26, para finais 1, e se estende até 6 de fevereiro para finais 0.
Veja as datas críticas: 26/01 (final 1), 27/01 (final 2), 28/01 (final 3), 29/01 (final 4), 30/01 (final 5), 02/02 (final 6), 03/02 (final 7), 04/02 (final 8), 05/02 (final 9) e 06/02 (final 0). A orientação do INSS é que o depositado esteja disponível no mesmo dia, a partir do início do expediente bancário.
Para evitar filas em agências, muitos beneficiários checam o crédito pelo aplicativo do banco ou pelo internet banking. Caso precise ajustar prioridades no orçamento, vale observar como o reajuste se soma a outros compromissos, como a portabilidade de crédito, que pode reduzir parcelas de empréstimos.
Datas para quem ultrapassa o piso
Os beneficiários cujo valor excede R$ 1.621,00 seguem um calendário diferente, também baseado em finais, só que agrupados em pares. A rodada inicia em 02 de fevereiro para os finais 1 e 6, avança dia 03/02 para 2 e 7, 04/02 para 3 e 8, 05/02 para 4 e 9, e encerra dia 06/02, contemplando finais 5 e 0.
Como essa clientela costuma ter valores maiores, empréstimos consignados e descontos de Imposto de Renda são frequentes. Por isso, é recomendável analisar o extrato completo e verificar se o percentual aplicado está correto.
No Salão do Livro, frequentemente recebemos perguntas sobre mudanças legislativas. Quem se interessa pelo tema pode conferir o calendário INSS 2026, que detalha todas as datas do ano e o impacto do novo piso.
Como confirmar o novo valor do benefício
Meu INSS passo a passo
Para checar quanto entrou na conta, basta acessar o aplicativo ou a versão web do Meu INSS. Depois de fazer login, o usuário seleciona “Extrato de Pagamento”. O sistema abre automaticamente o mês vigente, mas é possível escolher janeiro/2026 para verificar a nova cifra.
Nesse documento aparecem o valor bruto, descontos de consignado, retenção de IR e até mensalidades associativas. É aí que se confirma se o reajuste da pensão por morte foi aplicado corretamente. Caso haja divergência, é recomendado abrir solicitação pelo próprio app.
Se o sistema apresentar instabilidade, convém checar se há manutenção prevista. Entre 28 e 30 de janeiro, por exemplo, o INSS publicou aviso de indisponibilidade que pode afetar consultas — informações detalhadas estão em INSS suspende atendimento presencial e digital.
Atendimento telefônico
Quem prefere a voz humana pode ligar para o 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h. É importante ter em mãos CPF, número do benefício e data de nascimento para agilizar a verificação. O atendente informa o valor líquido liberado e a data de crédito.
O serviço telefônico também permite agendar perícias e atualizar dados cadastrais, funções úteis para quem precisa regularizar pendências antes de buscar outros programas sociais. Além disso, o 135 orienta sobre emissão de guias de recolhimento, lembrete relevante para microempreendedores que estão atentos ao prazo do Simples Nacional.
Por fim, caso necessite do comprovante em papel, o pensionista pode imprimir o extrato em uma agência da Previdência Social. Basta levar documento oficial com foto. Contudo, a recomendação do INSS continua sendo o uso digital, que poupa tempo e evita aglomerações.


