O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) já divulgou todas as datas de depósito do Bolsa Família de fevereiro de 2026. A nova rodada mantém os adicionais criados em 2023, permitindo que as parcelas alcancem até R$ 900 quando a família reúne todos os requisitos.
Quem depende do programa social precisa ficar de olho no último dígito do Número de Identificação Social (NIS), pois é esse número que determina o dia em que o dinheiro cai na conta. Abaixo, veja como funcionará a liberação, quais são os bônus disponíveis e as principais exigências para evitar bloqueios.
Calendário de pagamento do Bolsa Família de fevereiro de 2026
O depósito continua escalonado nos últimos dez dias úteis do mês. Confira a agenda completa:
NIS final 1: 12/02
NIS final 2: 13/02
NIS final 3: 18/02 (após o feriado)
NIS final 4: 19/02
NIS final 5: 20/02
NIS final 6: 23/02
NIS final 7: 24/02
NIS final 8: 25/02
NIS final 9: 26/02
NIS final 0: 27/02
Além do depósito escalonado, o MDS mantém a regra que antecipa o benefício para famílias que moram em municípios com decreto de emergência ou calamidade pública reconhecido pelo Governo Federal. Nesses casos, o valor total é liberado logo no primeiro dia útil previsto no cronograma, reduzindo a espera e ajudando quem enfrenta situações adversas.
Municípios em emergência recebem de forma unificada
Quando uma cidade tem situação de emergência oficialmente declarada, a pasta autoriza o chamado “pagamento unificado”. Isso significa que todos os beneficiários locais recebem o repasse no dia 11/02, sem considerar o dígito final do NIS.
A medida evita deslocamentos em períodos de enchente, seca ou outros desastres que afetem serviços públicos. Basta que o município conste na lista oficial da Defesa Civil Nacional para que a antecipação seja aplicada automaticamente.
Quem vive em áreas afetadas não precisa solicitar nada. O recurso cai normalmente na conta poupança social vinculada ao Caixa Tem ou no cartão Bolsa Família. Ainda assim, é importante conferir o extrato para confirmar se o valor chegou integralmente.
Como as famílias chegam ao teto de R$ 900
O piso do benefício permanece em R$ 600 por domicílio. Para ultrapassar esse valor, entram em cena dois acréscimos que compõem o chamado Bolsa Família de fevereiro de 2026.
O primeiro extra é o Benefício Primeira Infância, de R$ 150 por criança de zero a seis anos incompletos. O segundo, chamado Benefício Variável Familiar, acrescenta R$ 50 para cada gestante, nutriz (mãe de bebê até seis meses) e jovem de sete a 18 anos. Somados, esses valores podem turbinar o repasse até o limite de R$ 900, como no exemplo de um lar com duas crianças pequenas.
Benefício Primeira Infância garante R$ 150 extras
A lógica é simples: cada criança até seis anos rende mais R$ 150. Uma família com trigêmeos nessa faixa etária, por exemplo, recebe R$ 600 fixos + R$ 450 de bônus, totalizando R$ 1.050. Porém, há um teto global estipulado pelo Ministério que atualmente cobre a maioria das estruturas familiares brasileiras.
Para ter direito, as crianças precisam estar registradas no Cadastro Único, com vacinas em dia e consultas de acompanhamento de crescimento já lançadas no sistema de saúde. A ausência dessas informações pode suspender o acréscimo até que a situação seja regularizada.
Vale lembrar que a atualização cadastral é exigida a cada dois anos ou sempre que houver mudança de renda, endereço ou composição familiar. O procedimento é feito no CRAS mais próximo mediante apresentação de documentos básicos.
O que fazer para evitar bloqueios e consultar o saldo
Além dos critérios de saúde e educação, o Ministério reforça três “regras de ouro” para quem quer manter o Bolsa Família de fevereiro de 2026 sem sobressaltos: atualizar o Cadastro Único, comprovar frequência escolar mínima dos dependentes e garantir a vacinação completa das crianças. Gestantes precisam manter o pré-natal em dia, enquanto nutrizes devem apresentar acompanhamento do bebê.
A consulta ao saldo pode ser feita pelo aplicativo Caixa Tem ou pelo app oficial do programa. Se surgirem dúvidas, o telefone 121 do MDS fornece orientações detalhadas. Casos de bloqueio também podem ser acompanhados pelo CRAS, que indica o motivo e os passos para a reativação.
Para quem costuma acompanhar outros benefícios, o calendário tem funcionado de forma semelhante. A consulta ao PIS/Pasep 2026, por exemplo, também segue um cronograma escalonado de liberação, o que exige atenção constante do trabalhador.
Já famílias que dependem de recursos extras podem avaliar outras fontes de renda, como o FGTS. Quem foi desligado entre 2020 e 2025, por exemplo, teve o saldo desbloqueado pela Caixa, como detalhado em pagamento do FGTS desbloqueado 2026. Comparar prazos e condições ajuda a planejar o orçamento de forma mais segura.
O Salão do Livro lembra que a informação oficial sobre o Bolsa Família de fevereiro de 2026 parte sempre do MDS. Portais, aplicativos e canais de atendimento devem ser consultados para confirmar valores e datas, evitando boatos nas redes sociais. O cuidado garante que cada família receba tudo a que tem direito, sem surpresas desagradáveis.


