O interesse do brasileiro em conquistar a carteira de motorista ganhou fôlego inédito desde que a CNH do Brasil entrou em operação. Em apenas doze meses, a busca pela primeira habilitação saltou de 369,2 mil para 1,7 milhão de registros, um aumento de 360% confirmado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Lançada em dezembro de 2024, a plataforma digital acumula 3 milhões de solicitações e já emitiu 298,5 mil documentos. A agilidade no processo, a redução de custos e a ampliação de vagas explicam a preferência dos futuros condutores, que agora contam com alternativas mais flexíveis para as etapas teórica e prática.
Demanda explode e consolida a CNH do Brasil como porta de entrada
Os números divulgados pela Senatran revelam que a iniciativa virou a principal via de acesso à Carteira Nacional de Habilitação. Enquanto a plataforma somou 1,7 milhão de pedidos em janeiro de 2026, os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) registraram cerca de 194 mil solicitações no mesmo período, evidenciando a migração em massa para o ambiente digital.
Tal crescimento acompanha outras movimentações recentes de consumo de serviços online. A popular Semana do Cinema 2026, por exemplo, também mostrou como ações de preço e praticidade conseguem atrair público em grande escala. No caso da CNH do Brasil, a facilidade vai além do valor: todo o trâmite pode ser acompanhado pelo celular, sem idas frequentes a órgãos presenciais.
Comparativo com solicitações nos Detrans
Em números absolutos, a plataforma digital virou protagonista: mais de oito vezes o volume de pedidos feitos diretamente nos Detrans em janeiro. A diferença indica mudança de comportamento e reforça a importância da digitalização nos serviços públicos.
Outro indicador relevante é o tempo de espera reduzido. Quem opta pela CNH do Brasil relata menos filas para exames e maior oferta de horários, fator decisivo para quem trabalha ou estuda em períodos conflitantes.
A economia também pesa. Ao concentrar etapas e permitir contratação de instrutores independentes, o programa corta parte das taxas repassadas por autoescolas tradicionais, mantendo só as cobranças obrigatórias do processo de habilitação.
Instrutores autônomos mudam a lógica das aulas práticas
Uma das novidades mais celebradas é a possibilidade de contratar instrutores autônomos, liberada após atualização das normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Apenas em janeiro de 2026, foram 24.754 cursos práticos ministrados por profissionais independentes, número que tende a crescer à medida que mais gente se cadastra.
Essa flexibilização estimula a concorrência, barateia pacotes de aulas e oferece liberdade ao candidato para escolher horários, rotas ou até combinar acompanhamentos específicos, algo que raramente cabia no modelo engessado das autoescolas.
Impacto da concorrência na formação de condutores
Ao ampliar o mercado de trabalho para instrutores, a CNH do Brasil força adaptação das escolas de direção. Muitas passaram a rever preços e criar modalidades híbridas para não perder alunos, cenário parecido com o observado nas universidades que equilibram financiamento, caso do Fies 2026.
Outro reflexo é a personalização. Há instrutor que oferece planos intensivos para quem já domina o veículo, enquanto outros focam em motoristas mais ansiosos. Essa segmentação beneficia quem precisa de atendimento específico, algo difícil de encontrar em turmas cheias.
Além disso, a liberação para atuação autônoma ajuda a levar o serviço a regiões onde não havia oferta de autoescola, ampliando a inclusão e a mobilidade, pilares defendidos pela Senatran ao lançar o programa.
Crescimento expressivo em todas as etapas do processo
Os indicadores de conclusão confirmam que o projeto não só atrai candidatos, mas entrega resultados. O número de formados em cursos teóricos disparou 319%, passando de 196.707 para 824.494 pessoas. Já as aplicações de provas subiram 32%, chegando a 225.462 exames.
Nas aulas práticas, o aumento foi de 22% (de 328 mil para mais de 400 mil registros), enquanto os exames de rua cresceram 11%, ultrapassando 323 mil avaliações no primeiro mês de 2026. A tendência sinaliza ritmo acelerado para os próximos meses.
Próximas adequações para públicos específicos
A Senatran já estuda ajustes voltados a motoristas com mais de 65 anos, previstos para entrar em vigor em 2026. O objetivo é garantir que as condições de saúde acompanhadas por esse grupo sejam compatíveis com a direção, medida semelhante aos incentivos de alívio tributário, como a isenção do IPTU 2026 para idosos com único imóvel.
Entre as possibilidades estão intervalos menores para renovação e exames médicos específicos. O debate ainda ocorre em consultas públicas, mas indica que o governo deve manter a lógica de inclusão sem abrir mão da segurança.
Enquanto isso, candidatos das demais faixas etárias seguem beneficiados pela agilidade da CNH do Brasil. O Salão do Livro, ao acompanhar políticas de educação e cidadania, observa que o projeto se torna referência de transformação digital, mostrando como o uso inteligente de dados e processos pode democratizar direitos fundamentais.


