A tarifa de energia sofreu novo reajuste em 2026, e o impacto já aparece no bolso de quem não abre a fatura sem levar um susto. Em algumas residências, o valor subiu mais de 20% só no primeiro bimestre do ano.
Para enfrentar o aumento da conta de luz, entender quais aparelhos puxam a maior parte do consumo é o primeiro passo. A seguir, detalhamos os cinco campeões de gasto e reunimos práticas fáceis – e baratas – para frear o medidor.
Chuveiro elétrico concentra a maior fatia
O chuveiro segue imbatível quando se fala em potência dentro de uma casa brasileira. Em dias de bandeira vermelha, ele pode responder por um terço de toda a energia usada no mês. Isso ocorre porque o aparelho trabalha com resistência que aquece a água quase instantaneamente, exigindo picos elevados de eletricidade.
Limitar o tempo de banho a cinco minutos e manter a chave na posição “verão”, mesmo em dias frios, reduz o consumo em até 30%. Outra medida simples é fechar o registro enquanto se ensaboa. A soma de pequenos cortes resulta em diferença significativa no fim do mês.
Como enxugar o gasto sem abrir mão do banho quente
Use duchas com seletor eletrônico de temperatura. Elas permitem ajuste fino, evitando a posição “inverno”, que dispara a carga. O investimento inicial costuma se pagar em poucos meses de conta mais baixa.
Programe os banhos fora do horário de pico (entre 18h e 21h). Algumas distribuidoras oferecem tarifa branca, mais barata nesses períodos; vale consultar sua concessionária.
Por fim, avalie chuveiros pressurizados a gás em residências com grande número de moradores. Embora a instalação exija obra, o custo operacional pode compensar a longo prazo.
Climatização: ar-condicionado lidera o gasto no verão
No calor das grandes cidades, o ar-condicionado passa de luxo a necessidade. A conta, porém, sobe na mesma proporção: equipamento ligado por oito horas pode consumir o equivalente a vários eletrodomésticos juntos.
Manter filtros limpos, vedar portas e janelas e ajustar a temperatura para 23 °C ou 24 °C poupa o compressor de trabalhar no limite. Modelos com tecnologia Inverter, apesar de mais caros, chegam a economizar 40% na comparação com aparelhos convencionais.
Manutenção e ajustes que fazem diferença
Limpeza mensal do filtro é regra de ouro. Quando obstruído, o equipamento perde eficiência e puxa mais corrente elétrica.
Desligar o modo “swing” (que oscila as aletas) em ambientes vazios ajuda a direcionar o ar apenas onde há pessoas. Menos área refrigerada, menor custo.
Outra dica é ativar o timer para desligar uma hora antes de dormir. O corpo resfria naturalmente durante o sono, e o quarto costuma permanecer agradável até o amanhecer.
Consumo contínuo: geladeira, máquina de lavar e pequenos fornos
Diferentemente de outros aparelhos, a geladeira trabalha 24 horas por dia. Quando a borracha da porta perde vedação, o motor liga com mais frequência para recompor a temperatura, elevando o gasto. Teste simples: feche a porta sobre uma folha de papel. Se ela escorregar com facilidade, é hora de trocar o vedante.
Evite guardar alimentos quentes ou apoiar roupas na grade traseira, pois isso bloqueia a dissipação de calor. Geladeiras posicionadas a cinco centímetros da parede têm melhor circulação de ar e funcionam com menos esforço.
A máquina de lavar, quando usada várias vezes por semana, também pesa na fatura. O aquecimento de água em ciclos específicos pode turbinar o consumo. Agrupar roupas para encher o tambor é mais eficiente do que várias lavagens menores. Caso o modelo permita, selecione ciclos frios.
Já a air fryer e os fornos elétricos, cada vez mais populares, usam resistência semelhante à do chuveiro. Abrir a gaveta ou a porta durante o preparo provoca queda brusca de temperatura, levando o termostato a acionar a resistência novamente. Planejar o cozimento e evitar aberturas desnecessárias conserva calor e kilowatts.
Mesmo medidas aparentemente pequenas podem liberar verba para outras prioridades, como investir em educação ou aproveitar programas de incentivo fiscal. Um exemplo é a chance de concorrer a prêmios ao incluir o CPF na nota, iniciativa detalhada nesta análise.
O que pouca gente percebe é o chamado consumo vampiro: aparelhos em modo standby representam até 12% da conta mensal. Televisão, micro-ondas, roteador e carregadores continuam puxando corrente mesmo “desligados”. Desconectar da tomada ou usar filtro de linha com chave geral anula essa drenagem silenciosa.
Para quem deseja monitorar o próprio uso, há tomadas inteligentes que medem o gasto em tempo real e enviam relatórios pelo celular. O investimento inicial é baixo comparado ao retorno em informação – e economia.
Vale lembrar que a redução no gasto de energia anda de mãos dadas com organização financeira. Se o objetivo é abrir uma nova conta bancária para separar despesas, um comparativo dos maiores bancos de 2026, disponível neste guia, ajuda a escolher opções sem tarifas escondidas.
O Salão do Livro acompanha de perto temas que afetam o orçamento das famílias, da tarifa de luz aos incentivos para leitores e educadores. Ao aplicar ajustes simples no dia a dia, sobra fôlego no orçamento para investir em conhecimento – seja comprando mais livros ou participando de cursos que ampliam horizontes profissionais.


