Faltam apenas quatro dias para que aposentados e pensionistas que recebem acima do piso nacional vejam o primeiro depósito de 2026 cair na conta. O Instituto Nacional do Seguro Social confirmou que, a partir de 2 de fevereiro, começa a liberação dos valores referentes à folha de janeiro para esse público.
Quem vive a expectativa de quitar boletos ou planejar o orçamento pode relaxar: o calendário já está definido e agrupa dois finais de benefício por dia. A seguir, detalhamos datas, percentuais de reajuste e canais de consulta para evitar surpresas.
Datas de pagamento para benefícios superiores ao piso
Os segurados que ganham acima de R$ 1.621, novo salário mínimo de 2026, seguem um cronograma diferente daqueles que recebem o piso. A ordem de liberação leva em conta o penúltimo dígito do número do benefício, o que garante um fluxo de depósitos mais equilibrado entre as agências bancárias.
De 2 a 6 de fevereiro, dois finais de cartão serão atendidos por dia, sempre em dias úteis. Na segunda-feira, entram os segurados com finais 1 e 6; na terça, 2 e 7, e assim sucessivamente até a sexta-feira, quando recebem os finais 5 e 0.
Calendário completo do INSS 2026
Veja abaixo a distribuição oficial divulgada pelo órgão:
2 de fevereiro (segunda-feira): finais 1 e 6
3 de fevereiro (terça-feira): finais 2 e 7
4 de fevereiro (quarta-feira): finais 3 e 8
5 de fevereiro (quinta-feira): finais 4 e 9
6 de fevereiro (sexta-feira): finais 5 e 0
O dinheiro costuma estar disponível logo nas primeiras horas do dia bancário. Caso o valor não apareça, vale consultar o extrato ou entrar em contato com o banco para verificar possíveis atualizações cadastrais.
Para quem acompanha de perto a movimentação do instituto, não é novidade que a rotina de depósitos segue à risca o cronograma oficial. Em janeiro, por exemplo, os segurados que recebem o piso tiveram o pagamento iniciado em 26 de janeiro, mantendo a tradição de iniciar a folha pelos valores menores.
Reajuste anual altera teto e corrige valores
O primeiro pagamento de 2026 chega com o reajuste aplicado. O índice utilizado foi a variação do INPC, que fechou 2025 em 3,90%. Dessa forma, todos os benefícios acima do mínimo receberam acréscimo proporcional.
O teto previdenciário, por sua vez, passou para R$ 8.475,55, ampliando a margem para aqueles que contribuíram sobre salários maiores ao longo da vida profissional. Ainda que pareça distante da realidade da maioria, o novo teto impacta diretamente pensões por morte, auxílios-doença e aposentadorias concedidas no valor máximo.
Impacto do reajuste no bolso do segurado
A correção anual pode parecer tímida, mas, considerando a defasagem inflacionária acumulada, faz diferença no longo prazo. Para quem recebia, por exemplo, R$ 3.000, o benefício passa para R$ 3.117 com o índice de 3,90%. Essa diferença ajuda a compensar aumentos de energia, medicamentos e, claro, a tão comentada cesta básica.
Além disso, a definição antecipada do reajuste contribui para planejamentos mais realistas. Muitos segurados, principalmente aqueles que arcam com aluguel ou financiamento imobiliário, já projetam o orçamento anual logo no início do ano.
Vale lembrar que benefícios vinculados ao salário mínimo, como Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadorias na faixa do piso, têm reajuste diferente. Esses valores acompanham diretamente a variação do mínimo, já depositado aos segurados desde 26 de janeiro.
Como checar o extrato e evitar surpresas
Consultar o valor exato e a data de pagamento ficou mais simples. O Meu INSS, disponível para web e dispositivos móveis, permite o acesso ao extrato em poucos cliques. Basta fazer login com a conta Gov.br e selecionar “Extrato de Pagamento”.
Outra alternativa é a Central 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. O atendimento é humano durante todo o horário, mas o segurado também pode usar o serviço eletrônico para checar informações básicas.
Passo a passo no Meu INSS
1. Acesse o aplicativo ou o site oficial.
2. Entre com seu login Gov.br; quem não tem cadastro pode criar na mesma hora.
3. Clique em “Extrato de Pagamento” e escolha o mês desejado.
4. Verifique valor bruto, descontos e data prevista de crédito.
5. Se notar bloqueios ou divergências, solicite atendimento via chat ou Central 135.
Em casos de inconsistência, o segurado pode agendar um atendimento presencial na própria plataforma. A dica é não deixar para a última hora, já que alguns ajustes cadastrais, como atualização de conta bancária, demandam análise interna.
Quem acompanha constantemente as novidades do instituto também se beneficia ao conhecer mudanças que afetam outros direitos. A recente discussão sobre fiscalização digital que pode bloquear a CNH, por exemplo, mostra como diferentes áreas do governo buscam modernizar processos que impactam diretamente o dia a dia do cidadão.
O Salão do Livro se mantém atento a essas atualizações não só para informar sobre o calendário do INSS 2026, mas também para conectar leitores a temas correlatos — como o novo lote de pagamentos liberado pelo instituto ou as regras de isenção de IPTU para idosos que entraram em vigor neste ano.
Por fim, manter-se informado é a melhor estratégia para garantir que o dinheiro esteja disponível na data correta e para evitar deslocamentos desnecessários às agências. Com calendário em mãos, reajuste aplicado e canais de consulta ativos, o segurado pode focar no que realmente importa: usar o benefício da forma mais planejada possível.


