O primeiro semestre do Prouni 2026 começou com um feito histórico: 594.519 bolsas de estudo em faculdades particulares de todo o país. O Ministério da Educação (MEC) abriu o sistema nesta segunda-feira, 26 de janeiro, e já deixou claro que o cronômetro está correndo: as inscrições gratuitas terminam na próxima quinta-feira, dia 29.
Com uma seleção que usa a nota do Enem e critérios de renda, o programa se consolida como a principal porta de entrada para alunos de baixa e média renda em instituições privadas. A seguir, confira todos os detalhes, requisitos e prazos para não perder essa oportunidade de estudar praticamente sem custo.
Inscrições do Prouni 2026 já estão liberadas
O cadastro é feito exclusivamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Basta usar a conta gov.br, escolher até duas opções de curso e acompanhar, dia a dia, a nota de corte divulgada pelo sistema. O prazo vai até as 23h59 de 29 de janeiro, horário de Brasília.
Ao todo, são 274.819 bolsas integrais, que cobrem 100% da mensalidade, e 319.700 bolsas parciais, que pagam metade do valor. Administração, com 63.978 oportunidades, e Ciências Contábeis, com 41.864, lideram a lista de cursos mais contemplados nesta edição.
Regras de renda para cada modalidade
A bolsa integral exige renda familiar de até 1,5 salário mínimo por pessoa. Já a bolsa parcial pode ser solicitada por quem declara até 3 salários mínimos per capita. Os dados precisam ser comprovados depois da pré-seleção com documentos de todos os integrantes da família.
Se algum candidato não se enquadrar no limite de renda, o sistema bloqueia automaticamente a inscrição. Professor da rede pública que disputa licenciaturas ou pedagogia fica dispensado desse teto, mas precisa apresentar comprovação do vínculo empregatício.
Vale lembrar que o programa aceita tanto participantes do Enem 2024 quanto do Enem 2025. A plataforma seleciona, de forma automática, o melhor desempenho entre as duas edições.
Quem pode participar e quais são as exigências
O principal filtro do Prouni 2026 continua sendo a nota do Enem. É obrigatório atingir, no mínimo, 450 pontos de média nas provas objetivas e não zerar a redação. A pontuação de cada candidato define a classificação dentro do curso escolhido.
Além disso, é preciso se encaixar em pelo menos um dos perfis de escolaridade abaixo. O programa prioriza estudantes que passaram pelo ensino médio em escolas públicas ou que receberam bolsa integral em instituições privadas.
Critérios de escolaridade detalhados
• Ensino médio completo na rede pública.
• Ensino médio completo em escola particular como bolsista integral.
• Ensino médio dividido entre rede pública e privada como bolsista integral.
• Ensino médio dividido entre rede pública e privada como bolsista parcial.
• Ensino médio integral em escola particular, com ou sem bolsa parcial.
• Pessoas com deficiência, conforme a legislação.
• Professores da rede pública, limitados a cursos de licenciatura ou pedagogia.
Quem ainda tem dúvidas sobre cada etapa pode conferir este passo a passo completo, que explica como visualizar vagas e organizar documentos com antecedência.
Cronograma oficial do processo seletivo
• Inscrições: 26 a 29 de janeiro
• Resultado da 1ª chamada: 3 de fevereiro
• Resultado da 2ª chamada: 2 de março
• Manifestação de interesse na lista de espera: 25 e 26 de março
• Resultado da lista de espera: 31 de março
Cada etapa tem prazos apertados de entrega de documentação na instituição escolhida. Perder o período de comprovação resulta em eliminação imediata do processo.
Estratégias para garantir uma vaga
Monitorar a nota de corte diariamente é o passo mais importante durante a inscrição. O sistema divulga a nova pontuação limite toda noite. Caso seu desempenho fique abaixo, ainda é possível alterar opções de curso até o último minuto do dia 29.
Os candidatos que não conseguirem classificação podem recorrer ao Fies 2026, que oferece financiamento de até 100% da mensalidade, pagando apenas depois da formatura. Essa alternativa mantém vivo o objetivo de cursar o ensino superior mesmo sem bolsa.
Entendendo as notas de corte em tempo real
A nota de corte corresponde à pontuação do último classificado provisório dentro do número de bolsas disponíveis. Se a turma oferece 30 vagas e você aparece na 31ª posição, precisa avaliar trocar de curso ou turno para aumentar as chances.
Muitos candidatos optam por cursos com maior oferta de vagas, como Administração, ou por faculdades localizadas fora das capitais, onde a concorrência costuma ser menor. Essa estratégia pode ser decisiva, especialmente para quem está próximo da média exigida.
Como lembra o portal Salão do Livro, a transparência diária do sistema ajuda o estudante a recalcular rotas rapidamente. A recomendação, portanto, é entrar no site todas as noites e conferir se sua classificação permanece dentro do limite.
Outras oportunidades e programas complementares
Mesmo aprovado no Prouni, o aluno precisa arcar com custos indiretos, como material, transporte e alimentação. Iniciativas municipais, estaduais e federais podem aliviar esse orçamento. Programas de subsídio a gás de cozinha, por exemplo, como o Gás do Povo, ajudam a equilibrar as contas de famílias de baixa renda.
Microempreendedores e pequenos empresários que estudam à noite também devem ficar atentos a obrigações fiscais. O fim do prazo do Simples Nacional coincide com o período de inscrição do Prouni e pode impactar o fluxo de caixa de quem financia seus próprios estudos.
No horizonte educacional de 2026, portanto, o Prouni segue no centro das discussões sobre acesso ao ensino superior. Com recorde de bolsas e processos cada vez mais digitais, a expectativa é que o programa continue ampliando oportunidades para estudantes de todo o Brasil.


