Quem trabalhou com carteira assinada em 2024 já pode preparar o bolso: o abono salarial do PIS/Pasep será liberado em 2026 e pode alcançar R$ 1.621, equivalente ao salário mínimo atual. A boa notícia é que não é obrigatório ter conta na Caixa Econômica Federal para acessar o valor.
O governo disponibilizou alternativas digitais e presenciais para evitar filas e facilitar o saque, do aplicativo Caixa Tem ao tradicional atendimento nas agências. A seguir, veja detalhadamente quem tem direito, o calendário oficial e todas as rotas para colocar o dinheiro no bolso.
Quem tem direito ao abono salarial de 2026
O abono salarial do PIS/Pasep é pago anualmente a trabalhadores que cumpriram os critérios estabelecidos em lei. Para o lote de 2026, a regra considera o ano-base 2024.
Entre os requisitos, destacam-se:
- Ter trabalhado ao menos 30 dias com carteira assinada em 2024;
- Receber remuneração média mensal de até dois salários mínimos no período;
- Estar inscrito no PIS/Pasep há, no mínimo, cinco anos;
- Ter os dados corretamente informados pela empresa na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou eSocial.
A consulta ao abono pode ser feita a partir de 5 de fevereiro de 2026 por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal oficial que reúne a consulta ao PIS/Pasep. O telefone 158 também continua disponível para checagem de valores e datas.
Calendário de pagamentos e valores proporcionais
O depósito do abono salarial segue o mês de nascimento do trabalhador. Os créditos começam em 15 de fevereiro e avançam até 15 de agosto de 2026. Cada data engloba tanto quem tem conta na Caixa quanto quem opta por outras formas de recebimento.
O valor de R$ 1.621 é reservado a quem trabalhou os 12 meses de 2024. Quem atuou por período menor recebe quantia proporcional: basta dividir o salário mínimo por 12 e multiplicar pelo número de meses trabalhados. Por exemplo, quem teve carteira assinada por seis meses leva metade do teto, ou seja, R$ 810,50.
Vale lembrar que servidores públicos inscritos no Pasep recebem pelo Banco do Brasil, mas as regras de cálculo e calendário permanecem idênticas às do PIS.
Canais para receber sem conta na Caixa
Não ter conta corrente ou poupança na Caixa Econômica Federal deixou de ser empecilho. O banco e o Ministério do Trabalho criaram soluções que vão do PIX à retirada presencial com documento. Confira os caminhos disponíveis:
PIX e poupança social digital
Quem possui cadastro no aplicativo Caixa Tem recebe o abono automaticamente na chamada poupança social digital. O processo é simples: o sistema cria a conta de forma gratuita com o CPF do trabalhador, que pode consultar o saldo, gerar QR Code para compras, pagar boletos ou transferir o valor via PIX para qualquer banco.
Para quem ainda não utiliza o app, o download é gratuito na Play Store e na App Store. Depois de cadastrar CPF, criar senha e confirmar dados, basta acessar a aba “Benefícios” e verificar se o crédito do abono salarial já foi liberado.
A transferência via PIX é concluída em segundos. Caso o usuário prefira manter o dinheiro ali, a poupança social não cobra tarifa de manutenção e permite até três transferências gratuitas por mês para outras instituições.
Saque com documento ou Cartão do Cidadão
Se o trabalhador não tem ou não deseja utilizar o Caixa Tem, ainda pode sacar o abono presencialmente. Basta levar documento oficial com foto — RG ou CNH — a qualquer agência da Caixa. O atendimento segue o calendário de liberação, por isso vale checar a data antes de sair de casa.
Outra possibilidade é recorrer a lotéricas, terminais de autoatendimento ou correspondentes Caixa Aqui. Nesses pontos, o saque exige o Cartão do Cidadão e a senha cadastrada. O cartão continua gratuito e pode ser solicitado nas agências mediante apresentação de documento e comprovante de residência.
Mesmo quem retirar o valor fisicamente pode, se desejar, registrá-lo em outro banco via DOC ou TED. A diferença é que essa transação pode gerar tarifa, ao contrário do PIX realizado pelo Caixa Tem.
Organize-se antes de ir à agência
Embora todas as alternativas estejam disponíveis, a recomendação é sempre verificar se o pagamento já foi creditado e qual a quantia exata. Dessa forma, evita-se deslocamentos desnecessários e eventuais filas.
O aplicativo Carteira de Trabalho Digital mostra não apenas o valor, mas o canal escolhido para o depósito. Se o sistema indicar “Conta Social Digital”, significa que o dinheiro está no Caixa Tem. Caso conste “Pendente de saque”, o trabalhador deve se dirigir a uma agência ou lotérica.
Documentos indispensáveis para o saque presencial
Para evitar contratempos, vale conferir a documentação exigida. São aceitos RG, carteira de habilitação, passaporte ou carteira profissional com foto. O número do NIS (PIS) também ajuda a agilizar o atendimento, mas não é obrigatório se a identificação estiver legível.
Portar o Cartão do Cidadão acelera a operação em lotéricas e caixas de autoatendimento, mas o documento de identidade ainda é solicitado em alguns casos. Quem esqueceu a senha do cartão deve procurar uma agência da Caixa para recadastrá-la.
Servidores que recebem via Banco do Brasil passam por processo similar: podem transferir o valor para outro banco, sacar em guichês de caixa ou usar o aplicativo da instituição para movimentar o saldo.
O Salão do Livro, sempre atento a temas que impactam o bolso dos leitores, seguirá acompanhando atualizações sobre o abono salarial do PIS/Pasep. Até lá, vale ficar de olho nas datas de liberação e escolher o canal que melhor se encaixa em sua rotina.


