O Ministério da Educação liberou, nesta quinta-feira (29), a tão esperada relação dos selecionados na chamada regular do Sisu 2026. A partir de agora, cada candidato precisa correr para não perder prazos de matrícula ou, caso não tenha sido aprovado, sinalizar interesse na lista de espera.
Salão do Livro reuniu todas as etapas, datas e cuidados que garantem a vaga na universidade pública — ou apontam alternativas imediatas, como Prouni e Fies, para quem ainda busca um caminho rumo ao ensino superior.
Resultados do Sisu 2026 já estão no ar
Quem participou da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio deve acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior para saber se foi contemplado na primeira chamada. O sistema exibe o curso, a modalidade de concorrência e a instituição pública onde a vaga foi obtida.
A consulta exige login Gov.br. Depois de visualizar a aprovação, o estudante precisa prestar atenção às datas específicas publicadas no edital da própria universidade, pois cada campus define período, horário e forma de envio da documentação.
Como conferir a aprovação
1. Entre no Portal Único utilizando a mesma conta Gov.br usada na inscrição.
2. Localize o campo “Resultado da chamada regular” e verifique se o status aparece como “Selecionado”.
3. Anote o número da inscrição e o turno do curso, pois essas informações serão exigidas no ato da matrícula.
4. Clique no link disponibilizado pela instituição para ler o edital interno. Ali constam formato (presencial ou digital), lista de documentos, calendário e eventuais procedimentos de pré-matrícula.
5. Salve ou imprima o comprovante: ele é importante caso ocorra instabilidade no portal nos próximos dias.
A plataforma também mostra a melhor posição alcançada nas modalidades de ampla concorrência ou cotas. Essa função é útil para quem dependerá da lista de espera e precisa avaliar em qual opção há mais chance de convocação.
Caso a classificação não seja a desejada, o candidato deve ficar atento ao próximo passo: manifestar interesse na lista de espera até 2 de fevereiro, e somente para uma das duas opções de curso.
Matrícula: o que fazer depois do resultado
O prazo nacional para garantir a vaga começa em 2 de fevereiro, mas cada universidade pode estender o período ou dividir o procedimento em etapas. Ler o edital da instituição é indispensável para evitar deslocamentos desnecessários ou o envio incompleto de arquivos digitais.
Há universidades que exigem a apresentação presencial de documentos originais; outras aceitam upload autenticado. Como regra geral, não podem faltar RG, CPF, histórico escolar, certificado de conclusão do ensino médio e, quando for o caso, documentos que comprovem cotas.
Documentação e prazos variam entre universidades
• Agende-se: alguns campi solicitam agendamento prévio on-line para evitar filas, enquanto outros adotam atendimento por ordem de chegada.
• Fique de olho na declaração do Inep: a partir de 30 de janeiro, estará disponível a certificação para quem usou o Enem para concluir o ensino médio. Sem ela, a matrícula pode ser recusada.
• Digital ou presencial? Universidades federais de grandes centros têm optado pela análise digital prévia e conferência presencial posterior, mas instituições estaduais do interior mantêm entrega física de todos os documentos.
• Guardar recibos é prudente: prints do protocolo de envio ou comprovantes de postagem podem ser solicitados em auditorias internas.
• Consulte eventuais taxas: embora o Sisu não cobre matrícula, algumas universidades podem exigir pagamento de carteirinha ou guia de assistência estudantil na primeira semana de aula.
A desistência ou perda de prazo devolve automaticamente a vaga ao banco de dados do Sisu, o que poderá beneficiar concorrentes vindos da lista de espera.
Lista de espera e alternativas além do Sisu
Candidatos não aprovados em nenhuma das duas opções devem manifestar interesse na lista de espera também até 2 de fevereiro. Basta selecionar uma única opção de curso dentro do portal; a confirmação de interesse gera um comprovante, que o estudante deve guardar.
Diferentemente de anos anteriores, as chamadas subsequentes são feitas diretamente pelas universidades. Por isso, vale acompanhar diariamente e-mails, SMS e sites oficiais. Ignorar uma convocação dentro do prazo estipulado implica perda definitiva da vaga.
Entretanto, o cronograma de 2026 não termina com o Sisu. Há, pelo menos, duas oportunidades imediatas:
Prouni 2026 – inscrições até 29 de janeiro. São 594 mil bolsas integrais e parciais. Quem busca licenciaturas pode somar, ainda, a bolsa de R$ 1.050 oferecida a futuros professores. A renda familiar precisa ficar dentro do limite de três salários mínimos por pessoa.
Fies 2026 – inscrições entre 3 e 6 de fevereiro. O Fies Social financia até 100% das mensalidades para estudantes de baixa renda e permite quitação só depois da formatura.
Outras medidas governamentais podem ajudar a equilibrar o orçamento do universitário: quem vai morar em outra cidade, por exemplo, deve conhecer isenções tributárias como as listadas no artigo sobre IPVA 2026, que aliviam despesas de transporte.
Além disso, idosos que voltam à universidade encontram vantagens específicas; o guia sobre isenção de IPTU para maiores de 60 anos traz instruções úteis para quem divide a casa com familiares estudantes.
Por fim, o candidato deve monitorar comunicados institucionais mesmo após a matrícula, pois retificações de calendário ou de documentação são comuns no início do semestre. Permanecer informado garante que a dura conquista de uma vaga em universidade pública não se perca por descuido burocrático.


