A aposentadoria ainda é o principal projeto financeiro de longo prazo da maioria dos brasileiros. Mesmo com tantas mudanças nas regras, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) continua sendo a porta de entrada para quem busca uma renda estável na terceira idade.
Entender como cada modalidade funciona e quais são as exigências de contribuição tornou-se fundamental após a Reforma da Previdência de 2019. A seguir, o Salão do Livro detalha os novos caminhos para garantir o benefício, trazendo números atualizados e orientações sobre filiação ao Regime Geral de Previdência Social.
Por que conhecer a aposentadoria do INSS é crucial
De acordo com o próprio órgão, mais de 24,3 milhões de pessoas já recebem algum tipo de aposentadoria, o que representa cerca de 11% da população do país. Esse volume injeta aproximadamente R$ 47,4 bilhões por mês na economia, aliviando o orçamento de milhões de famílias e movimentando o comércio local.
Para quem ainda está na ativa, saber o passo a passo de contribuição evita surpresas desagradáveis no futuro. Além disso, acompanhar o calendário oficial, como o cronograma de pagamentos de 2026, ajuda a manter a regularidade dos recolhimentos e a planejar o orçamento doméstico.
Impacto econômico dos benefícios previdenciários
O valor mensal que sai dos cofres da Previdência responde por boa parte da renda em municípios pequenos, onde o benefício supera a arrecadação de tributos locais. Esse dinheiro garante compras no supermercado, pagamento de serviços e até investimentos em pequenos negócios familiares.
Quando o salário mínimo sobe, o reflexo é imediato nas aposentadorias que acompanham o piso nacional. Para 2026, a estimativa de reajuste já provoca debates, pois mesmo oscilações modestas impactam bilhões de reais em benefícios.
Qualquer interrupção no atendimento, como a anunciada suspensão temporária dos serviços presenciais entre 28 e 30 de janeiro de 2026, também afeta o dia a dia de segurados e municípios, reforçando a importância de canais digitais atualizados.
Modalidades de aposentadoria em vigor
A Reforma da Previdência, efetivada pela Emenda Constitucional 103/2019, reduziu o número de regras e estabeleceu três formatos principais. Apesar da simplificação, cada tipo exige atenção a critérios como idade mínima, tempo de contribuição e atividade exercida.
Confira o panorama das modalidades atualmente oferecidas pelo INSS:
Regras de transição após a Reforma da Previdência
Quem já contribuía antes da mudança não perdeu direitos, mas passou a seguir faixas de transição. Uma delas estabelece pedágio de 50% do tempo que faltava para atingir o antigo requisito. Outra combina idade mínima progressiva e pontuação resultante da soma de idade e tempo de filiação.
Para servidores públicos vinculados ao INSS, há regra específica: pedágio de 100% do tempo restante. Embora pareça rigorosa, ela permite manter a integralidade do benefício. O cálculo, porém, exige acompanhamento técnico, pois qualquer falha de registro no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) pode atrasar a concessão.
Também existe a regra de transição baseada exclusivamente na idade, destinada a quem já estava próximo dos 60 anos (mulheres) ou 65 anos (homens) em 2019. A cada ano, a idade mínima sobe alguns meses até igualar o novo patamar definitivo.
Formas de contribuição para quem quer assegurar o benefício
Em linhas gerais, basta filiar-se ao Regime Geral para ter direito à aposentadoria e a outros auxílios, como salário-maternidade e auxílio-doença. O modo de recolhimento, contudo, varia conforme o vínculo de trabalho.
Para o empregado celetista, o desconto é automático na folha e os recolhimentos exigem conferência mensal, a fim de evitar lacunas de contribuições. Já o contribuinte individual — autônomos e profissionais liberais — deve emitir a Guia da Previdência Social (GPS) e quitar o valor obrigatório, sob pena de multa.
No caso do Microempreendedor Individual, o imposto unificado inclui a contribuição previdenciária. Quem não se enquadra em nenhum grupo, como estudantes ou cuidadores familiares, pode optar pela categoria facultativa, garantindo a contagem de tempo e carência mínima.
Mesmo depois de iniciar os recolhimentos, manter os dados atualizados é crucial. O CPF, por exemplo, virou passaporte para uma série de facilidades, desde descontos até consulta de valores esquecidos, como explica o artigo sobre CPF ativo e benefícios adicionais em 2026.


