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    Início » Mais de 30% dos cursos de Medicina reprovam no Enamed; pediatria, ginecologia e saúde mental concentram maior número de erros
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    Mais de 30% dos cursos de Medicina reprovam no Enamed; pediatria, ginecologia e saúde mental concentram maior número de erros

    Thais AmorimBy Thais Amorimjaneiro 27, 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    Índice

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    • Desempenho frágil em temas rotineiros
      • Pediatria: lacunas expostas logo no início
      • Ginecologia e saúde mental: atenção primária em risco
    • Relatos de falhas estruturais nas escolas médicas
      • Quando o cotidiano não cabe na grade curricular
    • Consequências imediatas e possíveis mudanças
      • Reputação em jogo e futuro incerto

    Nem sempre o último ano de Medicina garante domínio dos conteúdos básicos que o futuro médico vai precisar ao receber pacientes no consultório. É o que revela o relatório do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) sobre o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), aplicado a mais de 39 mil estudantes.

    Os dados mostram que mais de 30% dos cursos avaliados foram reprovados e quase 13 mil formandos não alcançaram a nota mínima de 60% de acertos. Os maiores tropeços ocorreram em pediatria, ginecologia e saúde mental, áreas vitais da atenção primária.

    Desempenho frágil em temas rotineiros

    Os itens de pediatria, ginecologia e saúde mental exibiram os índices de erro mais altos. As questões, classificadas pelo Inep como de baixa dificuldade, tratavam de cenários corriqueiros que todo interno deveria dominar antes de conquistar o diploma.

    Quando o assunto era o manejo da dengue em casos com sinais de comprometimento grave, 66% dos candidatos erraram, mesmo após seis anos de estudos e estágios. Outro exemplo: perguntas sobre conduta inicial diante de cefaleia persistente com sinais de inflamação vascular confundiram 65% dos participantes.

    Pediatria: lacunas expostas logo no início

    Casos clínicos envolvendo crianças costumam exigir atenção redobrada, e o Enamed expôs esse déficit. Ao analisar a primeira infância, boa parte dos estudantes não reconheceu sinais de desidratação nem calculou corretamente a reposição hídrica. Para o Inep, esse conhecimento é essencial, já que episódios de diarreia grave permanecem entre as principais causas de internação infantil.

    Especialistas ouvidos destacam que a falha pode refletir tanto carência de hospital-escola quanto número reduzido de docentes especializados em pediatria. A rotina dos ambulatórios universitários sobrecarregados prejudica o acompanhamento individual, cenário relatado até por estudantes de faculdades com mensalidades superiores a R$ 10 mil.

    No Salão do Livro, leitores interessados em literatura médica frequentemente perguntam sobre obras de referência para complementar a prática clínica. O desempenho no Enamed reforça a necessidade de materiais didáticos mais acessíveis e atualizados, capazes de aproximar teoria e experiência de campo.

    Ginecologia e saúde mental: atenção primária em risco

    No bloco de ginecologia, muitos candidatos falharam ao indicar o protocolo correto para gestantes com risco obstétrico moderado. Os erros chamam atenção porque o pré-natal adequado é um dos principais indicadores de saúde populacional.

    Já na saúde mental, questão considerada elementar sobre identificação de sintomas depressivos em adultos jovens apresentou índice de erro superior a 50%. Segundo o Inep, compreender critérios diagnósticos de transtornos comuns deveria fazer parte da rotina desde os primeiros anos de internato.

    A combinação desses resultados levanta dúvidas sobre a qualidade da formação oferecida em ambientes com pouca supervisão e grande rotatividade de preceptores. Estudantes relatam que, muitas vezes, a carga assistencial se sobrepõe ao ensino, limitando o aprendizado prático.

    Relatos de falhas estruturais nas escolas médicas

    O desempenho no exame ganhou contornos mais graves quando vários formandos começaram a detalhar problemas de bastidores. Faltam desde laboratórios adequados até professores com dedicação exclusiva. Em algumas salas, a inquietação foi tanta que um docente chegou a prescrever um medicamento incorreto durante uma aula, gerando protestos dos futuros médicos.

    Outra reclamação recorrente envolve consultórios superlotados. Com muitos alunos disputando o mesmo paciente, a observação atenta e a tomada de decisão ficam comprometidas. Bolsistas e matriculados em instituições particulares de alto custo relatam situações semelhantes, indicando que o desafio não é restrito às faculdades públicas.

    Quando o cotidiano não cabe na grade curricular

    A prova do Enamed trouxe ainda questões sobre dor de cabeça persistente, doença de Parkinson e manejo inicial em pronto atendimento — todos temas vistos na graduação. Mesmo assim, 56% dos estudantes não souberam identificar medicamentos básicos para o controle da rigidez muscular típica do Parkinson.

    Para o Inep, a discrepância sugere que o internato, etapa final da graduação, não está expondo o aluno à prática clínica de forma consistente. A rotatividade em serviços de saúde sem equipe docente fixa deixa lacunas que não deveriam existir após seis anos de estudos.

    Estudantes confessam que passam semanas em setores onde a alta demanda força protocolos padronizados, enquanto a supervisão direta de um especialista se torna rara. Isso limita o diálogo clínico, fundamental para compreender detalhes que dificilmente cabem em apostilas.

    Consequências imediatas e possíveis mudanças

    Diante do resultado, o Ministério da Educação anunciou medidas que podem atingir instituições com desempenho insatisfatório. Entre elas estão proibição de novas vagas, redução de turmas e abertura de processos administrativos destinados a corrigir falhas estruturais e pedagógicas.

    O Conselho Federal de Medicina (CFM) voltou a defender o Profmed, exame que seria obrigatório para obtenção de registro profissional após a formatura. A proposta avança no Senado e pode se somar ao Enamed para reforçar a fiscalização da qualidade do ensino.

    Reputação em jogo e futuro incerto

    Para os formandos, a nota baixa vai além do boletim. Eles temem que a reputação da instituição comprometa a entrada em residências médicas competitivas. “A gente quer falar com orgulho de onde veio”, desabafou um aluno que, apesar de mensalidade elevada, diz nunca ter acesso a procedimentos básicos de sutura.

    Segundo educadores, a percepção pública sobre a escola pode influenciar inclusive a contratação em hospitais privados, onde recrutadores avaliam histórico acadêmico. Faculdades reprovadas terão de apresentar planos de melhoria que contemplem contratação de docentes, criação de campos de estágio e aquisição de equipamentos.

    Embora o Enamed não seja um barômetro absoluto de qualidade, o alto índice de erro em áreas essenciais liga o alerta para a formação de quem estará, em breve, na linha de frente do atendimento à população.

    educação médica Enamed ginecologia pediatria saúde mental
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