A ansiedade dos candidatos chegou à reta final. Nesta quinta-feira, 29 de janeiro, o Ministério da Educação publica a relação dos classificados na chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026. A consulta será liberada no portal oficial do programa, e deve movimentar estudantes em todo o país que usaram as notas do Exame Nacional do Ensino Médio como porta de entrada para universidades públicas.
Quem acompanha de perto os trâmites do ensino superior, como faz o Salão do Livro, já sabe: o cronograma é apertado. Logo após o resultado do Sisu 2026, datas de matrícula e manifestação de interesse na lista de espera entram em vigor. Entenda a seguir cada etapa e como as novidades deste ano afetam o candidato.
O que muda no resultado do Sisu 2026
O anúncio de 274,8 mil vagas distribuídas em 7.399 cursos de 136 instituições públicas se mantém como o principal atrativo do resultado do Sisu 2026. Contudo, a edição deste ano trouxe um ajuste considerado estratégico: a possibilidade de submeter notas de três edições consecutivas do Enem. Valem os desempenhos de 2023, 2024 ou 2025.
Essa flexibilização amplia a competitividade. Candidatos que se prepararam por mais tempo ou que tiveram melhor desempenho em anos anteriores ganharam fôlego extra na disputa. Além disso, reforça a exigência de ter alcançado pontuação acima de zero na redação e concluído o ensino médio, pré-requisitos clássicos do Sisu.
Uso das notas de três edições do Enem
A decisão de aceitar mais de uma edição do exame se converteu em elemento-chave nesta seleção. Candidatos puderam comparar, escolher e usar a melhor pontuação para tentar a vaga desejada, estratégia que eleva a nota de corte em determinados cursos.
Outro reflexo: universidades em diferentes regiões receberam inscrições de estudantes que, em anos anteriores, talvez não tentassem a oportunidade por receio de desempenho insuficiente. Dessa forma, o resultado do Sisu 2026 tende a apresentar maior mobilidade geográfica entre aprovados.
Para o MEC, a medida também reduz o número de vagas ociosas, pois aumenta a chance de aparecimento de candidatos com notas competitivas. A conferir, nos próximos meses, se a taxa de preenchimento se consolida com esse formato.
Próximos passos para quem foi aprovado
Passada a empolgação ao localizar o nome na lista, chega a fase burocrática: a matrícula institucional. A partir de 2 de fevereiro, cada universidade inicia seu próprio calendário, dividido em entrega de documentos, confirmação de presença e eventuais chamadas internas.
O candidato precisa ficar atento ao site da instituição. Perder prazo significa abrir mão da vaga conquistada. Vale lembrar que, em alguns casos, a matrícula pode ser parcialmente on-line, mas a apresentação presencial de documentos originais é obrigatória para validar o processo.
Matrícula começa em 2 de fevereiro
Datas curtas exigem planejamento. Quem reside longe da universidade deve providenciar deslocamento, moradia provisória ou definitiva e, claro, organizar a documentação solicitada. Entre os papéis mais comuns estão histórico escolar, certificado de conclusão do ensino médio, RG, CPF e comprovante de quitação eleitoral.
Cotas raciais e sociais, quando previstas, demandam documentação adicional, como autodeclaração ou comprovantes de renda. A leitura atenta do edital interno de cada curso é o melhor caminho para evitar imprevistos.
Para estudantes que dividirão a rotina entre trabalho e aulas, vale checar possíveis programas de assistência estudantil. Cada universidade possui políticas específicas de bolsas transporte, alimentação ou moradia.
Alternativas para quem não entrou na chamada regular
Nem sempre o nome aparece na primeira lista, mas o jogo segue aberto. O resultado do Sisu 2026 também abre a temporada da lista de espera, disponível de 29 de janeiro a 2 de fevereiro. Durante esse intervalo, o candidato manifesta interesse diretamente no portal do Sisu, escolhendo uma das duas opções de curso informadas na inscrição.
A partir daí, a responsabilidade passa para as universidades. Cada instituição define quando e como convoca candidatos da lista. O acompanhamento precisa ser diário, já que as chamadas costumam ocorrer em sequência curta, sobretudo se houver desistências ou documentações incompletas entre os aprovados.
Lista de espera: atenção total aos comunicados
Emails, publicações em sites oficiais e até redes sociais das universidades se tornam canais fundamentais. Ao menor sinal de convocação, o candidato deve responder imediatamente, enviando documentos digitalizados ou comparecendo ao campus, conforme orientações específicas.
Vale destacar que a inscrição na lista de espera é única: é possível selecionar apenas um curso, reforçando a necessidade de ponderar bem a escolha antes de confirmar a participação. Caso convocado e aprovado, não há segunda chance para trocar de opção.
Além disso, algumas universidades utilizam notas adicionais — como desempenho em disciplinas específicas do Enem — para ranquear os inscritos na lista de espera. Conferir o edital de seleção até o fim ajuda a evitar surpresas.
Por fim, manter a calma e acompanhar os canais oficiais continuam sendo os melhores conselhos. O resultado do Sisu 2026 marca o início de uma trajetória universitária, e cada etapa, da matrícula à lista de espera, exige atenção redobrada para garantir a vaga conquistada.


